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Direto de Marte, congresso de e-learning e orgânicos de Piracicaba

Minha lua é azul/ My moon is blue Minha lua é azul/ My moon is blue

Se a vida anda sem sentido, a gente pode assistir ao vivo as peripécias da sonda Phoenix em Marte. Transmissões em vídeo, pelo blog e até mesmo pelo twitter. “My computer is a RAD6000, radiation-hardened” diz a sonda no momento em que escrevo. (Esse programão para o qual, infelizmente, não consigo dedicar nenhum tempo, foi indicado pelo Tiago Doria.)

Se você quiser, pode também aproveitar para ficar mais a par das questões do e-learning e acompanhar até sexta, por audioconferência, o “III Congresso de Educação a Distância dos Países de Língua Portuguesa”.

Em vez de pamonha, os orgânicos de Piracicaba. Entre sexta, 30 de maio e o dia 6 de junho o grupo Slow Food Brasil realiza em Piracicaba a Semana do Alimento Orgânico, uma opção menos on-line.

Roda Viva com Ivaldo Bertazzo a bordo do Twitter

Gravo um vídeo minutos antes de começar o Roda Viva com Ivaldo Bertazzo. Não resisto. Tiro também algumas fotos enquanto me preparo para conversar on-line e ao vivo com uma comunidade de “early adopters” de uma nova ferramenta de comunicação, o microblog.

Pelo Twitter, você lê o que eu escrevi e o que todos escreveram.

Atenção: se você não consegue acessar o endereço, paciência, tente novamente depois. O Twitter é “o novo Orkut” em termos de bugs, falhas (”no donuts for you”).

Realidade paralela

Ivaldo Bertazzo é um mestre, um educador, uma pessoa que sabe muito sobre ser humano. Lembro-me que ele dizia que precisamos ganhar uma estrutura antes de relaxar o corpo. Se você tentar só deitar e relaxar antes de ganhar essa estrutura, arrisca-se a virar uma poça de água, massa sem forma. Aprendi muito como sua aluna. Anos se passaram e sua clareza é cada vez mais aguçada. Ivaldo fala de uma subversão, a de transformar o corpo, dar-lhe consciência, eixo. “Cidadão dançante aprende que esse corpo que sofre continua produzindo linguagem. Quero instrumentalizá-lo para ter saúde”, disse ele no programa Roda Viva, da TV Cultura.

Essa citação eu publiquei ao vivo pelo Twitter. Fui convidada, ao lado de dois outros jornalistas e blogueiros, Helena Nacinovic e Alexandre Inagaki a cobrir e comentar o programa por essa ferramenta de microblog que para a maioria ainda é desconhecida.

Para quem não sabe, um sobrevôo rápido: é uma rede que conversa por mensagens com no máximo 140 caracteres. Elas podem ser lidas pela web, no site do serviço, pelo celular, pelo gtalk, por e-mail, você escolhe como quer usar o serviço. É possível enviar as mensagens pelo computador ou pelo celular e a conversa é ouvida por quem quiser “seguir” o autor do texto. Para ser ouvido por outra pessoa, ela precisa querer ouvir (seguir) você.

No Brasil, esse serviço, que é grátis, já começa a se espalhar, uma vez que brasileiro é louco por interação. Ivaldo Bertazzo, Ana Francisca Ponzio, Paulo Lima, entre alguns dos convidados da noite com quem conversei, não conheciam o Twitter e não sabiam direito o que íamos fazer ali. Mostraram-se curiosos e disseram já ter “ouvido falar” da ferramenta.

A TV Cultura inova ao trazer a riqueza das redes para o jornalismo. Foi uma experiência muito interessante participar como tuiteira - jornalista experiente já sou, mas ali eu tinha toda uma rede a contribuir, interagir, brincar e comentar. Percebi que uma nova camada de vivências foi acrescentada ao programa e quem só o acompanhou pela TV perdeu as informações, dúvidas e ironias dessa esfera.

Faltou encaminhar as dúvidas que chegavam via Twitter para Ivaldo Bertazzo. Pedro Markun diz que os tuiteiros são como Paulo Caruso que, com suas charges, comenta o programa e também não interage com o entrevistado. Verdade. Só que podemos ver suas aquarelas durante o programa de TV e não lemos as mensagens de twitter na tela, só pela web. A maioria precisaria abraçar o computador/celular e a televisão ao mesmo tempo se quisesse ter a experiência completa. Acho que o Twitter tem de entrar na veia do Roda Viva, sim. Inagaki sugeriu legendas no pé da tela. Qualquer outra solução vale, acho que conectar essas vozes só rejuvenescerá o programa, o mais reputado da emissora. Inovar ali é uma aposta no mundo digital do presidente da Fundação Anchieta, Paulo Markun.

Gambiarra: conexão do restaurante

Jornalista e tuiteiro sem lugar na platéia, Renato Targa foi ao restaurante da TV Cultura e conseguiu uma conexão muito mambembe com a internet, acrescentando outra camada ao programa. Fotografou os bastidores e publicou, também ao vivo, suas imagens, antes de o programa acabar. Acrescentou outra camada ao programa. Soubemos por ele que fora do estúdio a noite tinha, além de lua cheia, pernilongos a granel. Achei que sua intervenção curiosa porque mostra como a web exige poucos recursos e muita criatividade. Isolado no restaurante, ao lado de alunos de Ivaldo, Renato estava conectadíssimo.

Vídeos

Fiz dois vídeos: Bastidores do Roda Viva e Roda Viva com Ivaldo Bertazzo.

Fotos

Não resisti e também tirei fotos de nossa participação, que você encontra no meu álbum Webthings do Flickr. Com essa multiplicidade de canais, saí convencida de que a comunicação caminha a passos largos em várias direções ao mesmo tempo.

Muita gente acompanhou pela web, via streaming, o programa. É inovador contar com tantos canais e melhor ainda ter bons interlocutores. O grupo de pessoas que participava pelo twitter é de formadores de opinião, estudantes, jovens, geeks todos. Uma alquimia poderosa.

Nos blogs

A conversa nunca termina por aí. Blogueiros são gregários e hoje a rede traz mais leituras dessa experiência.

    E por aí vai. As camadas são infinitas.

    Cyberbeduínos e outros links legais

    1- Uso do Twitter Intermediário Avançado Módulo 1

    Como ainda não criaram o rehab para twitteiros compulsivos, eu evito a ferramenta e uso em doses bem comedidas. Não testei nada desses aplicativos que indico. Mas como este é o momento Twitter do Jornalismo, vale a intenção educativa. Até o Roda Viva já usa twitteiros convidados para oferecer a seu público uma versão em 140 caracteres das entrevistas. É uma forma de rejuvenescer o formato cadeira giratória e jornalistas que querem aparecer mais do que o entrevistado.

    2- As cores e sua personalidade

    Tese de Maria Claudia Cortes em Computer Graphics Design no Rochester Institute of Technology, 2003.

    (Esse e os outros próximos dois links foram pescados pelo Renato Targa. Essa apresentação da personalidade das cores é uma graça! A Daniela Ramos também gostou da indicação do Rê e a mencionou em seu blog novo)

    3- A comunicação sem fios está modificando totalmente a forma como as pessoas trabalham, vivem, amam e se relacionam com o ambiente e entre si . (”Wireless communication is changing the way people work, live, love and relate to places-and each other”)

    Esse artigo da Economist fala em beduínos digitais. São pessoas que podem viver sem endereço fixo de trabalho, de forma nômade, graças ao acesso à internet. Eles podem falar com amigos e a família em um café com wifi enquanto trabalham em seus notebooks. Eles se conectam via celular - iPhones, Blackberries - e escrevem até livros com eles (5 entre 10 romances best sellers do Japão do ano passado foram escritos em celulares).

    Segundo o artigo, houve uma fase em que só existiam astronautas. Precisavam levar tudo porque o ambiente não fornecia nada. Carregavam também uma pilha de papéis caso todas as traquitanas eletrônicas falhassem. Depois, houve a fase do caramujo ermitão (na qual hoje ainda me encontro), que leva menos fios e cabos, mas leva uma casinha nas costas.

    A evolução do caramujo é o beduíno, que não carrega água porque sabe onde estão os oásis. Com seu smartphone ou iPhone, o cyberbeduíno anda leve e feliz pelo mundo.

    4- As tecnologias mais perturbadoras

    A web semântica é a número 10. Computadores não conseguem interpretar a informação a partir de um contexto. Para criar inteligência artificial, as pessoas procuram deixar os metadados menos dúbios. Gartner prevê que somente em 2026 haverá uma transição do hipertexto semântico, que é fruto dessas tentativas, para um ambiente verdadeiramente semântico (leia-se, em que as máquinas possam “raciocinar”.)

    5- Reino Selvagem - um pouco de humor nessa minha seleção. Aprenda a fazer comedouros para passarinho, churrasco em roda de carro e a aplicar Contact na geladeira velha. Guia de sobrevivência “básico” de um figura ímpar, Emerson von Lehman.

    Sob a tag blogueiros

    Nome próprio/ Première Nome próprio/ Première

    Assisti a uma sessão do filme Nome Próprio, de Murilo Salles, na companhia de muitos blogueiros. Como a personagem do filme tem um blog, aha, que tal chamar um punhado de blogueiros? Tá na moda chamar um punhado de blogueiros. Fomos muitos para lá, a lista de URLs presentes é longa. Sábado, sessão da meia-noite no Unibanco do Frei Caneca.

    Topei. Mesmo que “um pedaço da blogosfera brasileira” seja bom motivo - conheço vários blogueiros interessantes - gostei da idéia da première mais ainda porque estava curiosa sobre o filme. Para falar a verdade, não sabia direito do que se tratava. Tinha algo a ver com o Campus Party, Clarah Averbuch, algo assim bem vago, sendo que eu nem sabia se já tinha lido coisas dela. Ainda não sei.

    Gostei:

    1- O filme não é uma grande bobagem. Não é previsível. Está longe de ser um Duro de Matar 19. Ponto para ele por arriscar.

    2- A Leandra Leal arrasa.

    3- Na hora em que um cara que a blogueira bêbada conheceu no bar diz para ela que é de Ribeirão Preto e que não vai acontecer nada, que eles vão ficar ali só de boa, eu ri muito. Parece documentário. O filme tem outros momentos assim, de verossimilhança.

    OBS: o post do Zander também menciona o rapaz de Ribeirão Preto.

    Não gostei:

    1- Tem um quê das pornochanchadas. Tem hora em que lembra umas melecas do fim dos 70, começo dos 80, quando os alunos e professores de cinema da ECA-USP lançavam filmes na Boca do Lixo. Uma coisa mezzo aliche, mezzo mussarela. Encontro entre o cinemão e a falta de cabimento. Muitas vezes ele chega ao bizarro. Eu vi um pedaço de braço no canto esquerdo da tela. Ao meu lado, Renato chiava porque não tinha nada de iluminação, esqueceram de fazer a fotografia, o desenho de luz. Tem esse lado trash.

    O Eric Messa, que segura o celular nessa foto, também reclamou da tosqueira e mencionou a mídia espontânea que o filme geraria.

    2- Ninguém merece cena de barata e de junkie em momentos sujos. Escatologia sem contexto não dá. Não é assim um “Cheiro do Ralo”, que trata desses assuntos com propriedade, como lembrou Pedro Markun, um dos blogueiros e twitteiros.

    OBS: No post “porno-digitada”, Fernando Mafra menciona Bukowski, outro comentário recorrente. “Não é Fante, nem Bukowski”, dizia-se no bar.

    O post de hoje de vários dos blogueiros convidados reclama da personagem junkie, dizem que ela é chata. Todos preferem dizer que foi melhor a conversa no bar Exquisito pós-filme, do que o filme em si.

    Eu não chego a ser tão drástica. O Exquisito deixou meu casaco de inverno com cheiro de pastel. Detesto isso. Depois, quando um filme não tem correria de carrões eu já acho ótimo, ele já começa a ter crédito comigo. Mas eu acho que se perdeu ali uma oportunidade de falar de algo mais interessante. Menina com dor existencial quer ser escritora, mas toma bolinha, bebe cerveja quente (outra coisa que chocou muito o grupo dos blogueiros) e é meio mala não chega a ser um tema profundo.

    3- Pena que a blogueira seja o clichê.

    Explico: blogueira em 2001 tem sofrimentos existenciais, bebe cerveja quente e toma bolinha. Fica louca, escreve no blog, expõe a vida na internet, bebe cerveja quente, toma bolinha, escreve no blog. É nessa base. Podia ser uma blogueira menos chata.

    Leandra Leal, você arrasa, mesmo como junkie sem nada para fazer da vida. Mas nem você salva o filme desse climão de fim de festa de gente chata.

    Campus Party Brasil 2008

    Campus Party Brasil 2008 Campus Party Brasil 2008

    Foto de Pixel y Dixel, publicada originalmente aqui: http://www.flickr.com/photos/pixelydixel/2270612172/

    Ela já foi reproduzida “n” vezes, já que está licenciada por Creative Commons. Valeu pela iniciativa de chamar todo mundo para uma pose. Apareço ali e concordo com o comentário do Manoel Neto: havia muito mais gente que não aparece. Segundo ele, 270 inscritos na área de Blog Camp.

    Valeu, Pixel y Dixel!

    PS: O rescaldo do Campus Party prosseguirá? Estou me sentindo parte do Corpo de Bombeiros, ainda trabalhando no assunto depois de dois dias.

    As meninas que navegam

    Ale Nahra Ale Nahra

    Blogueiras, fotoblogueiras e fotógrafas, bonitas, elas adoram tatuagem. Quem saiu em busca do nerd perdido e encontrou muitas meninas pode ter saído confuso dessa Campus Party. Ué? Nerd não é gordinho? Feinho? Não era um bando de barbudos sem graça? As luluzinhas apareceram por lá. Desceram da nave, tatuadas, bonitas, geeks.

    tatooo

    Praça digital

    Vale a pena passar algumas horas na Campus Party. Desavisados, abaixem seus teclados afiados e parem de achar tudo bobabem. No infeliz debate mencionaram um texto do site da revista Super (desinteressante) que dizia que todo mundo babava verde ali na Campus Party. Pelo menos é o que o primeiro parágrafo sugeria.

    Não é não. Eu assisti palestras bem bacanas. Eu encontrei amigos. Eu dei uma oficina de quatro horas durante todas as manhãs para educadores, conversei muito e discuti assuntos interessantes. Se as escolas, quiçá as universidades, apresentasssem um tiquinho que fosse das novidades que ouvi durante o cparty, como ficou chamado em forma de tag, seria lindo

    Oficina sobre blogs para professores no Campus Party

    Zóios Zóios

    É oficial: eu estarei todas as manhãs, de 12 a 16 de fevereiro, durante o Campus Party, com professores da rede municipal de educação de São Paulo.

    Vamos falar sobre uso de blogs como ferramenta na sala de aula.

    Não é bacana? Conversei hoje sobre como vamos usar essas quatro horas de atividades e fiquei entusiasmada. Blogs são muito bacanas para a escola, aposto nisso. Tenho uma coleção de livros que escrevi, Conquiste a Rede, que pode servir de apoio didático para as oficinas. O download é grátis.

    O programa para começar essa conversa nas oficinas:

    1 - O QUE SÃO BLOGS E FOTOLOGS

    2 - QUAIS OS PRINCIPAIS BLOGS EDUCATIVOS

    3 - QUEM USA BLOGS NA EDUCAÇÃO

    4 - IDÉIAS DE USO EM VÁRIAS ÁREAS DO CONHECIMENTO: DA MATEMÁTICA AO
    ENSINO DA HISTÓRIA.

    5 - COMO USAR FOTOLOGS E VIDEOLOGS NO COTIDIANO ESCOLAR

    6- EXPERIMENTANDO CRIAR SEU PRÓPRIO BLOG

    7- EXPERIMENTANDO O YOUTUBE E O ORKUT COMO FERRAMENTAS EDUCACIONAIS.

    8 - POSSIBILIDADES DO PEN DRIVE E AUDIO-CAST (IPOD ETC)

    Andei sem qualquer tempo para postar, se a ausência é um lapso, deixo vagas desculpas. Estar off-line às vezes faz parte da construção e não há o que substitua a concretude do ser humano.

    Mas eu falava: agora é oficial. Estive hoje em reunião com a equipe que fará as oficinas e sinto não poder participar das outras: astronomia e escola conectada. Tudo isso me interessa, quero ser aluna também, mas não vai dar.

    Teremos 50 professores por dia, durante quatro horas faremos um ótimo exercício de pensar o uso de ferramentas bacanas para a educação. Obrigada por um começo de ano tão promissor :)

    Nem precisa lembrar de regar as plantas

    drypoint

    É viral: o O’Reilly Radar anunciou há dois dias. Hoje, durante o meu momento “recreio”, vi no Twitter, no Boing Boing, em blogs e portais.

    É vital. Serve para medir a quantidade de água dos vasos. Pela “módica” quantia de US$ 9,95, você não mata as plantinhas nem de sede, nem por afogamento. É traquitana ou gadget, como preferem os geeks.

    É visual: Quando você matar as plantas de sede, fica com um jardim de leds acesos.

    É total: E mais, como diria o comercial da faca Ginsu. O marketing se faz sozinho.

    Texto com laquê

    univac

     

    Tecnologia com laquê.

    Do Institute of Official Cheer. Misrepresenting the past since 1997.

     

    Via [BB Blog]

     

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