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O pug e a cadeira Eames

Pug On Mini Eames Chair Pug On Mini Eames Chair

O design tem seus marcos e essa cadeirinha para descansar ao lado é um deles. Em 1956, depois de anos de pesquisa, Charles e Ray Eames lançaram a “Lounge Chair”, construída a partir de três “conchas” de madeira. Leia mais.

Quanto à foto, ao publicá-la entro em uma espécie de corrente da fortuna que só o mundo digital permite: primeiro, ela apareceu no Flickr da Jennifer Kelly, mas ela não sabe de quem é, diz que “achou online”. Depois, uma outra pessoa, Marv, postou a foto em seu blog. Eu, por minha vez, vi no Ping-Mag. Ela não é Creative Commons e tal, mas depois de tanto rodar o mundo e ter sido visa mais de 12 mil vezes no Flickr, eu topo reproduzi-la aqui, mesmo sem saber autor, porque é muito bonitinha.

Atropelou o verbo e fugiu: qualidade no jornalismo

Adoro o blog coletivo Conversas Furtadas, que coleciona bobagens ditas na rua. Copio um post chamado Pout-pourri, de Claudio Delamare, sobre estudante de comunicação que não gosta de ler:

- Ah, professor, eu sempre achei essa coisa de ler um saco, nunca gostei.
- Mas aluno de comunicação que não gosta de ler? Não pode.
- Pois é, precisa, né? A agora eu empolguei com um livro que ganhei.
- Qual?
- O Código Da Vinci. Já li todo.
- Tá, OK. É formulão, mas é um começo. Gostou?
- Adorei! Agora tou empolgada, quero ler mais, até já escolhi o próximo!
- E qual será?
- Desvendando o Código Da Vinci.

Atropelou o verbo e fugiu

Essa situação dá uma pista a respeito da qualidade das notícias. Se nem os estudantes de comunicação que, teoricamente, deveriam se interessar pela coisa, mostram-se fluentes na produção de conteúdo, como esperar que a produção do leigo seja excelente? Ainda mais aqui, onde o cidadão é antes de mais nada, brasileiro. Brasil, escutai vossos pandeiros, 32% da população ainda é de analfabetos funcionais.

Só por sorte do destino -e ainda que assim mesmo há inúmeros casos - a contribuição do cara que não é profissional de comunicação é redondinha, pensante, estruturada, criativa, confiável, ética, pertinente, responsável, dá voz aos dois lados, verifica informações antes de divulgá-las e reúne todos os atributos imagináveis para o conteúdo de qualidade. É pura sorte, uma variável metafísica. O leigo não tem idéia de que o que produz tem de ser assim ou assado, se o faz, é por intuição ou porque sabe de orelhada. Uma saída para que haja um salto de qualidade pode ser contar ao leigo o que é bacana fazer quando se publica na web.

O que deveria preocupar a todos é a qualidade do que produzem os profissionais de comunicação. Nós, pobrezinhos, profissionais das comunicações, estamos “trocando o óleo do carro enquanto dirigimos pela estrada”, para usar a expressão de um diretor de uma empresa de comunicação chamado Howard Weaver. A frase desse senhor, sobre a reinvenção da forma de produzir e publicar notícias, que tumultua as redações nesse momento, consta no relatório The State of the Media 2008, divulgado esta semana, a respeito da mídia dos EUA. Qualidade é algo sensível tanto no jornalismo tradicional quanto no jornalismo cidadão.

Jornalismo cidadão

Passo ao segundo episódio desse relatório (leia o primeiro), que aponta para problemas no mundo do jornalismo cidadão. É preciso ressaltar que as críticas que o documento faz, bastante contundentes, vêm de expectativas elevadas que não se cumpriram. Se você estiver interessado em mergulhar na questão, leia mais no capítulo sobre principais tendências do relatório:

“As perspectivas para o conteúdo gerado pelo usuário, que pareciam ser centrais para a próxima era do jornalismo, agora parecem mais limitadas. Jornalistas dizem que a melhor parte da contribuição dos cidadãos são as novas idéias, fontes, comentários e, até certo ponto, fotos e vídeo. Cidadãos postando conteúdo jornalístico, no entanto, mostrou-se algo menos valioso, com pouca coisa nova ou verificável.

O pessimismo não está restrito à mídia tradicional. O conjunto de notícias produzidas por cidadãos e os blogs está chegando a um nível significativo. Mas um estudo sobre jornalismo cidadão contido nesse relatório verificou que a maioria desses sites não deixa estranhos fazer nada além de comentar o material do próprio site, o mesmo que fazem os sites da mídia tradicional. Poucos permitem postar notícias, informação, eventos da comunidade ou cartas ao editor. Blogs são ainda mais restritivos. Em resumo, em vez de rejeitar o papel de “guardião do portal” (gatekeeper) do jornalismo tradicional, os jornalistas cidadãos e os blogueiros parecem estar recriando esse papel em outros lugares.”

Vai fundo

Momento gracinha involuntária no Campus Party

Quando você sai gravando uma palestra, você não faz idéia do que a outra pessoa vai falar, não há um roteiro. De vez em quando, o registro sai totalmente sem pé nem cabeça, sem ponto de corte, um rascunho sem serventia. Em outras vezes, o vídeo fica fora de contexto, como nesse trecho da fala do Ronaldo Lemos. Não faço idéia do que ele dizia antes e o que disse depois.

Intrigante

“A resposta é essa pergunta é muito intrigante”, diz o diretor da Creative Commons no Brasil. “Porque ela é basicamente a seguinte: ninguém sabe a resposta.”

Gaping Void, twitter e o jornalismo de zumbis

Patrícia Kalil, com seu Reviravoltas de Alice, e Gaping Void estão me ajudando a compilar a mais louca história do blog. Gaping Void (Hugh MacLeod) conta sobre a evolução de seu blog:

gaping void twitter

Blogging is dead? according to whom?

Blog está morto? Segundo quem, pergunta ele. E escreve muitas coisas interessantes: “I guess my point is, if you’re one of these people considering giving up on blogging in exchange for paying more attention to Facebook, Twitter, YouTube and MySpace, or whatever they throw at us mere mortals, bear in mind you are giving up on something rather unique and wonderful. But I would say that.”

Jornalismo de mortos-vivos

Já a inteligente Patrícia, que circula agora em um conversível em Key West e beberica mojitos em homenagem a Hemigway (Acho. Faz o estilo), traz uma análise minimalista e divertida do universo do jornalismo (de onde saiu o fio da meada para os desenhos do Void, feitos atrás de cartões de visita), que ela divide em três categorias:

citizen journalism/jornalismo cidadão

legendary journalism /os “clássicos”

zombie journalism/jornalismo morto-vivo

Bobagens ditas, oferecidas e enviadas

1- Ditas

  • Tem murfin” com “iorgute”. (Em café do centro de São Paulo)
  • Empresa responsável deve compensar a emissão de carbono 14. (No Intercon, o que rendeu muitos posts no Twitter)

2- Oferecidas

  • Sobrancelha geométrica. (Em salão de cabelereiro do bairro)
  • Acesso por linha discada. (No pacote Connect de serviços que o Carrefour acaba de lançar. Só para quem não navega)

3-Enviadas

  • Brasil é o quinto maior emissor de spam no mundo. Pesquisa da consultoria Sophos mostra que o país só perde para EUA, Coréia do Sul, China e Rússia.

Desfile de toys

Miki Watanabe, designer de talentos mil, blogueira dos mil endereços, entre eles o Cabeça Gorda, sobre culinária, apresenta no dia 31 de outubro, quarta-feira, a partir de 20h30, na Galeria Pop, rua Virgílio de Carvalho Pinto, 297, Pinheiros, desfile de moda para bonequinhas de pano.

Esse projeto começou em um blog chamado Mundo Miki. Veja mais. Agora o projeto sai mais uma vez para a vida off-line com Alice Wannabe:

miki toy

A arte do powerpoint no mundo corporativo

Eu tenho dificuldades com o powerpoint. Aquelas transições mirabolantes, o layout inovador, nada disso fazem parte de meu vocabulário. Encontrei essa aula “importante” sobre comunicação via ppt:

Dica do Renato Targa, que já assistiu a apresentações com menos conteúdo.

Texto com laquê

univac

 

Tecnologia com laquê.

Do Institute of Official Cheer. Misrepresenting the past since 1997.

 

Via [BB Blog]

 

White Stripes lançam lomo personalizada

Fãs de fotografia, que tal uma lomo nervosa, cor de sangue?

A banda White Stripes lança a linha Jack HOLGA e MEG Diana, com apenas 3 mil unidades à venda de cada modelo, a Us$ 180 cada.

lomo white stripes

Via Engadget.

Mais sobre Lomo no Lomography.

Também quero Moo Cards

Chegaram! Chegaram!

Hoje parece que meu papo gira em torno de impressão: depois da impressora a tinta que revela detalhes de células-tronco, falo sobre um objeto de desejo atual aqui em casa: os Moo Cards. Eles têm tamanho menor que o padrão e se perdem na bolsa e nos bolsos, miudinhos que são, quase etiquetas. Em compensação, suas melhores fotos ficam lindamente impressas.

Quem tem uma conta no Flickr escolhe as melhores e encomenda pela internet e comemora, como fez Ana Matusita, essa designer de fofuras de Campinas.

Quem preferir pode escolher motivos que o próprio site oferece.

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