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Roda Viva com Ivaldo Bertazzo a bordo do Twitter

Gravo um vídeo minutos antes de começar o Roda Viva com Ivaldo Bertazzo. Não resisto. Tiro também algumas fotos enquanto me preparo para conversar on-line e ao vivo com uma comunidade de “early adopters” de uma nova ferramenta de comunicação, o microblog.

Pelo Twitter, você lê o que eu escrevi e o que todos escreveram.

Atenção: se você não consegue acessar o endereço, paciência, tente novamente depois. O Twitter é “o novo Orkut” em termos de bugs, falhas (”no donuts for you”).

Realidade paralela

Ivaldo Bertazzo é um mestre, um educador, uma pessoa que sabe muito sobre ser humano. Lembro-me que ele dizia que precisamos ganhar uma estrutura antes de relaxar o corpo. Se você tentar só deitar e relaxar antes de ganhar essa estrutura, arrisca-se a virar uma poça de água, massa sem forma. Aprendi muito como sua aluna. Anos se passaram e sua clareza é cada vez mais aguçada. Ivaldo fala de uma subversão, a de transformar o corpo, dar-lhe consciência, eixo. “Cidadão dançante aprende que esse corpo que sofre continua produzindo linguagem. Quero instrumentalizá-lo para ter saúde”, disse ele no programa Roda Viva, da TV Cultura.

Essa citação eu publiquei ao vivo pelo Twitter. Fui convidada, ao lado de dois outros jornalistas e blogueiros, Helena Nacinovic e Alexandre Inagaki a cobrir e comentar o programa por essa ferramenta de microblog que para a maioria ainda é desconhecida.

Para quem não sabe, um sobrevôo rápido: é uma rede que conversa por mensagens com no máximo 140 caracteres. Elas podem ser lidas pela web, no site do serviço, pelo celular, pelo gtalk, por e-mail, você escolhe como quer usar o serviço. É possível enviar as mensagens pelo computador ou pelo celular e a conversa é ouvida por quem quiser “seguir” o autor do texto. Para ser ouvido por outra pessoa, ela precisa querer ouvir (seguir) você.

No Brasil, esse serviço, que é grátis, já começa a se espalhar, uma vez que brasileiro é louco por interação. Ivaldo Bertazzo, Ana Francisca Ponzio, Paulo Lima, entre alguns dos convidados da noite com quem conversei, não conheciam o Twitter e não sabiam direito o que íamos fazer ali. Mostraram-se curiosos e disseram já ter “ouvido falar” da ferramenta.

A TV Cultura inova ao trazer a riqueza das redes para o jornalismo. Foi uma experiência muito interessante participar como tuiteira - jornalista experiente já sou, mas ali eu tinha toda uma rede a contribuir, interagir, brincar e comentar. Percebi que uma nova camada de vivências foi acrescentada ao programa e quem só o acompanhou pela TV perdeu as informações, dúvidas e ironias dessa esfera.

Faltou encaminhar as dúvidas que chegavam via Twitter para Ivaldo Bertazzo. Pedro Markun diz que os tuiteiros são como Paulo Caruso que, com suas charges, comenta o programa e também não interage com o entrevistado. Verdade. Só que podemos ver suas aquarelas durante o programa de TV e não lemos as mensagens de twitter na tela, só pela web. A maioria precisaria abraçar o computador/celular e a televisão ao mesmo tempo se quisesse ter a experiência completa. Acho que o Twitter tem de entrar na veia do Roda Viva, sim. Inagaki sugeriu legendas no pé da tela. Qualquer outra solução vale, acho que conectar essas vozes só rejuvenescerá o programa, o mais reputado da emissora. Inovar ali é uma aposta no mundo digital do presidente da Fundação Anchieta, Paulo Markun.

Gambiarra: conexão do restaurante

Jornalista e tuiteiro sem lugar na platéia, Renato Targa foi ao restaurante da TV Cultura e conseguiu uma conexão muito mambembe com a internet, acrescentando outra camada ao programa. Fotografou os bastidores e publicou, também ao vivo, suas imagens, antes de o programa acabar. Acrescentou outra camada ao programa. Soubemos por ele que fora do estúdio a noite tinha, além de lua cheia, pernilongos a granel. Achei que sua intervenção curiosa porque mostra como a web exige poucos recursos e muita criatividade. Isolado no restaurante, ao lado de alunos de Ivaldo, Renato estava conectadíssimo.

Vídeos

Fiz dois vídeos: Bastidores do Roda Viva e Roda Viva com Ivaldo Bertazzo.

Fotos

Não resisti e também tirei fotos de nossa participação, que você encontra no meu álbum Webthings do Flickr. Com essa multiplicidade de canais, saí convencida de que a comunicação caminha a passos largos em várias direções ao mesmo tempo.

Muita gente acompanhou pela web, via streaming, o programa. É inovador contar com tantos canais e melhor ainda ter bons interlocutores. O grupo de pessoas que participava pelo twitter é de formadores de opinião, estudantes, jovens, geeks todos. Uma alquimia poderosa.

Nos blogs

A conversa nunca termina por aí. Blogueiros são gregários e hoje a rede traz mais leituras dessa experiência.

    E por aí vai. As camadas são infinitas.

    Brasileiras abrem portas na Croácia

    Cubatão Cubatão

    Meninas do Brasil instalam portas nas ruas da Croácia. No meio da cidade de Zagreb, instalam portas em lugares inusitados. Pelo olho mágico, vêem-se fotos. Algumas das fotos, como essa ao lado, são minhas. Um recorte do Brasil. Renato Targa também contribui com imagens.

    Explico melhor: OPOVOEMPÉ, um grupo de intervenção urbana dirigido pela querida Cristiane Zuan Esteves, participa do Urban Festival. De Zagreb, ela escreve:

    “Nós, do OPOVOEMPÉ, estamos aqui realizando o nosso projeto “Out of key(s)”, de instalações e ações cênicas, no UrbanFestival. Um festival voltado para a arte em espaços públicos, com artistas que trabalham em áreas fronteiriças. O tema deste ano é ‘How we regret’.

    Iniciamos a pesquisa para o projeto em dezembro de 2007 e estamos em processo na Croácia há 10 dias. Para conhecer o projeto, os outros artistas deste festival e um pouco de Zagreb e da Croácia, acesse nosso blog edição especial:

    www.opovoempeemzagreb.blogspot.com

    O blog é atualizado todos os dias, acompanhando o processo de criação e execução do trabalho, as experiências e encontros desta viagem.”

    Pelo blog, vejo crianças que brincam ao lado de um bunker. Visite você também. Adoro essas viagens internas e geográficas de OPOVOEMPÉ.

    Mostras de fotografia legais em São Paulo

    A gente se acostuma a olhar fotos on-line, o que é prático, é muito bom, mas ir até a exposição é outra experiência. Esta semana, começa em Pinheiros a mostra Let’ s Lomo e no mesmo bairro, pertinho dali, continua em cartaz a exposição Outra Cidade, uma mostra coletiva que tem como tema São Paulo e traz fotos minhas e de outros nove fotógrafos. Inauguramos o Espaço Fine Photo em Pinheiros (que já divulgou uma agenda de cursos para maio para todos os níveis de conhecimento).

    Sobre a Let’s Lomo, entrevistei o Thiago Pedrosa, vulgo Tato, um amigo que fiz pelo Flickr e pelos blogs, que virá de Recife para São Paulo especialmente para a abertura, na quinta, dia 8.

    Por que lomo?

    Tato - Em 1991, alguns estudantes austríacos que passavam férias em Praga, na República Tcheca, perceberam que haviam esquecido suas câmeras fotográficas em casa. Para não perderem a oportunidade de registrarem o que viam ali, compraram umas câmeras baratas que encontraram por lá mesmo. Para sua surpresa, ao chegarem de volta a Viena, e ao revelarem os filmes de sua viagem, se depararam com fotos “defeituosas”, cheias de vazamento de luz, vinhetas (aquele sombreado nos cantos da imagem), cores estouradas, deformações nas perspectivas. Se encantaram com o que aquelas pequenas câmeras conseguiam fazer, voltaram a Praga, e compraram todas as que puderam encontrar, para revender a seus amigos em Viena. Logo começou uma febre em torno das câmeras, e todos queiseram tê-las. A câmera era a LC-A, fabricada pela empresa LOMO, soviética, entre 1982 e 1989. Em pouco tempo os estudantes austríacos fizeram contato com a LOMO e encomendaram que se voltassem a fabricar as câmeras. Era o surgimento da Lomographic Society International, e de todo um culto em torno da fotografia experimental. Hoje a LSI fabrica diversos modelos diferentes de câmeras, filmes e acessórios. Há muita informação disponível na web sobre o assunto, no site da LSI, no site da Sociedade Lomográfica Brasileira, e em diversos outros sites e blogs. No Brasil temos uma comunidade muito forte e que vem crescendo muito graças, principalmente, à internet.

    Qual o espírito do Coletivo? Como as pessoas se conheceram? De onde veio essa idéia?

    Tato - Todos se conheceram através da internet. Um conheceu o outro, que conheceu o outro, que passou a idéia pro outro, e pro outro. Tudo em tôrno do experimentalismo, do retorno à fotografia pura, sem megapixels e câmeras incrivelmente avançadas que, em poucos meses, se tornam obsoletas. O que agregou o grupo, no início, e o que mantém todos em contato até hoje, é uma lista de discussões mantidas pelo YahooGrupos, que, em pouco tempo, evoluiu para o site da Sociedade Lomográfica Brasileira (ou Lomo-BR, para os íntimos).

    O que é preciso para participar da saída fotográfica?

    O Let’sLOMO é o primeiro evento do tipo realizado no Brasil, e, além da exposição coletiva, terá uma workshop e um passeio fotográfico incluídos na programação. Para os que quiserem participar, basta que se inscreva no congresso, pelo site, ou na vernissage, que será realizada no dia 8 de maio, às 20h, na Coletivo Galeria, em Pinheiros.

    Passe lá nas mostras de Pinheiros:

    Outra Cidade- Fine Photo, rua Artur de Azevedo, 201, 2º andar. Das 14h às 20h, de segunda a sábado. Até junho.

    Let’s Lomo: Coletivo Galeria, rua dos Pinheiros, 493. De 8 a 24 de maio.

    Dá para caminhar em São Paulo?

    corredor corredor

    Caminhar é a melhor forma de ocupar um lugar na cidade e também faz bem à saúde.

    Conheço o bairro a pé, me encanto porque ele ganha rosto, mostra o sorriso, resmunga. Às vezes, caminhar impõe um estado de alerta.

    Caminhar desautomatiza o trajeto. Desperta alguma emoção. Caminhar economiza o dinheiro de uma condução.

    Caminhar é cada vez mais difícil, as calçadas banguelas têm armadilhas.

    Caminhar é um projeto que tem de andar na arquitetura da agenda do meu dia, pois é preciso levar as idéias para um passeio.

    E aí, dá para caminhar em São Paulo?

    Comida de Dragão

    Veja as fotos da Comida de dragão de Renato Targa

    Comida de dragão, tradição dos tempos de Artur. Revigora, alerta todos os sentidos e provoca um incêndio.

    Está vendo esse molho tailandês chamado Sriracha, o mais alto da fila? Junte a ele suco de tamarindo, de limão cravo, de limão tahiti, um pouco de cominho, coentro e outras cositas más e terás um incêndio pronto para gravar o nome desse prato em sua língua.

    Ha, dirá um baiano. Você não sabe do que está falando. Bem, sei sim.

    Preparei uma receita oriental no estilo o-que-tem-na geladeira-e-nas-prateleiras-de-casa mais o que eu trouxe da expedição à Liberdade - um maço de aspargos frescos e cogumelos franceses. Na falta de gengibre, usei cebolinha e salsinha. Acrescentei um pouco de açúcar mascavo e tofu fresco, que é branco, não tem gosto de nada e teve um leve efeito no incêndio.

    Comemos com voracidade -a fome continua sendo o melhor tempero. Cheguei à conclusão que foi soberba ignorar as receitas e dar uma de alquimista sem brevê.

    - “Nem tudo dá certo”, comentei com a Miki, que é cozinheira, pelo telefone.

    - “Um lassi, bebida indiana preparada com iogurte, poderia cair bem com essa comida de dragão”, respondeu a Miki.

    - Comida de dragão? Hahaha. Um bom nome.

    E assim ficou, um exercício para rir dos próprios erros.

    Tenho de trabalhar, por isso twitto

    Foto de sylvia@intrigue

    A inglesa Sylvia Wrigley, do blog Intrigue, minha amiga de Flickr, escreveu sob essa foto: “I have a deadline for an article that I don’t want to write. So I made vanilla cupcakes for everyone on twitter because that made sense, somehow. Does this count as adding one to my wordcount?”

    Ou seja: “Tenho prazo para entregar um artigo que não tenho vontade de escrever. Por isso, fiz cupcakes de baunilha para todo mundo do twitter porque isso faz sentido, de alguma forma. Será que isso conta no total de caracteres?”

    Quem costuma conversar via Twitter sabe do que ela está falando. Para fugir do dever e da chatice, nada melhor do uma escapadinha para o mundo do twitter. Do #microconto. Para quem não freqüenta o microblogging, essa brincadeira é um exercício de concisão em 140 caracteres. Não sou muito boa no microconto, mas adoro ler as historinhas que quando começam, já terminam.

    Bom Retiro + Barra Funda ganham cor com 6EMEIA

    Apagando a…

    apagando a memória

    Conversei por e-mail com o Anderson Augusto (SÃO), morador da Barra Funda, que faz dupla com Leonardo Delafuente (D lafuen T), morador do Bom Retiro. Juntos, eles pintam declarações de amor aos bairros onde moram. É o projeto 6EMEIA:

    o rato azul

    O rato azul

    O que eles têm a declarar

    “Bom Retiro e Barra Funda são bairros referencias na cidade de São Paulo, não é de hoje que seus nomes estão vinculados a movimentos artísticos e culturais. Crescemos olhando à nossa volta um passado tranqüilo e harmonioso e olhamos para um futuro de descaso, turbulento. Como são bairros centrais, que décadas atrás abrigavam grandes fábricas, com o desaparecimento das mesmas eles sofreram com o descaso dos órgãos públicos e com o tempo. Desde que a cidade tem uma corrida de crescimento vertical, esses bairros sofrem com a especulação imobiliária. Por sermos contra essa especulação, tanto do mercado imobiliário, quanto por parte da prefeitura, com sua suposta ação de revitalização, decidimos melhorar o bairro por iniciativa própria.”

    tv_canguru

    TV Canguru

    Mais sobre o projeto

    Campus Party Brasil 2008

    Campus Party Brasil 2008 Campus Party Brasil 2008

    Foto de Pixel y Dixel, publicada originalmente aqui: http://www.flickr.com/photos/pixelydixel/2270612172/

    Ela já foi reproduzida “n” vezes, já que está licenciada por Creative Commons. Valeu pela iniciativa de chamar todo mundo para uma pose. Apareço ali e concordo com o comentário do Manoel Neto: havia muito mais gente que não aparece. Segundo ele, 270 inscritos na área de Blog Camp.

    Valeu, Pixel y Dixel!

    PS: O rescaldo do Campus Party prosseguirá? Estou me sentindo parte do Corpo de Bombeiros, ainda trabalhando no assunto depois de dois dias.

    60’s models

    60's models 60’s models

    Moda é linguagem e régua para medir o tempo.
    Régua reciclada, fora de moda, moda a secar na janela.

    O livro do Flickr chegou

    Extra Extra, agora em português: acaba de chegar aqui em casa, por correio, o livro “Apresente seu Brasil para o Flickr”. Tem foto minha, Não solto as tiras, feita em Itacaré.

    Não solto as tiras

    Dia de sol, praia linda, um camaridinha louco por Havaianas e anos depois, a foto tem a ilustre companhia no livro de Pescador, do André Passamani e da Dona Coló, da Gleice Bueno. Muito bom!

    E mais fotos de amigos que eu não tinha incluído: Rio Grande do Sul, de Franco Hoff e Mãos de Fé, de Mario Vitor Bastos.

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