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Uma kombi chamada Alice

Lateral - Alice Kombihome Alice Kombihome

Histórias de Alice é o nome do projeto de dois fotógrafos que conheço.

Como eu, eles têm vontade de rodar pelo Brasil, conhecer o país, fotografar, relatar a viagem. Eles, muito mais espertos que euzinha, já colocaram em prática o desejo.

Embarcam em 2010 para uma viagem de três anos (são os planos) nessa Kombi simpática, que até chuveiro quente possui. O nome da fofa, equipada com pia, varanda, conexão para eletricidade e outras comodidades, é Alice.

Franco e Inês explicam que o projeto tem proposta de inclusão por meio de contos (literatura), fotografia e cinema.

“Histórias de Alice nasce da decisão do casal de fotógrafos Inês Calixto e Franco Hoff de sair em viagem pelo Brasil a bordo de uma Kombihome (a Alice), fotografando histórias narradas por pessoas simples, investigando seu modo de ser e de viver.

Tem a pretensão de trabalhar a inserção cultural de comunidades do interior do Brasil, em três linguagens: a literatura, o cinema e a fotografia. Ao mesmo tempo compor uma coletânea de causos narrados pelos protagonistas (pessoas do lugar onde visitarmos) registrando seu modo de ser e fazer cultura.”

As saudações

Boa viagem meninos! Cuidem bem do seu Chico!

(Chico é o nome da marionete que acompanha os dois. Boa idéia para estar em boa companhia)

Mais

Fotos da Feira da Pompeia

A Feira da Pompéia, no domingo, foi bem divertida. Encontrei amigos, comi um beijinho, tomei água com gás e fotografei. Veja as fotos.

Com tanta barraquinha, não comprei nada, talvez porque meu lado consumo-consciente estivesse mode on. Gostei das barracas de roupas amalucadas, coloridas, “customizadas”. Nem assim.

A rua estava menos cheia que no ano passado, o dia estava lindo, Francisco adorou os shows e eu me diverti.

O fotógrafo invisível

Roda Viva da coxia Roda Viva da coxia

Nesta segunda, dia 8, fui convidada a fotografar o programa Roda Viva, da TV Cultura. O tema eram os direitos humanos no Brasil e o convidado, o ministro Paulo Vannuchi.

Fui para a Cultura com um frio na barriga, pois foi minha primeira cobertura oficial como fotógrafa. Sempre fotografo, mas nunca com a obrigação de apresentar algo que preste. Se sair bom, ótimo, se não der em nada, não deu.

Espantei o nervosismo com uma conversa fiada com o motorista do táxi sobre os últimos 35 anos da Freguesia do Ó. Depois, cliquei freneticamente e postei mais de 60 fotos. Publiquei mais de uma foto por minuto do programa. Tudo ali no calor da hora, ao vivo.

Se tirei boa nota no quesito “dedos nervosos”, como fotógrafa eu ainda sou boa escritora, algo assim. Nenhuma imagem ficou uma maravilha, nenhuma fala e vale por si. No entanto, fiquei satisfeita com a coleção, que você confere no set Roda Viva do meu Flickr.

Voltei para casa feliz da vida, pensando que só falta eu conseguir pagar as contas fazendo essas coisas de que gosto. Minha familiaridade com Twitter, Flickr, bastidores de TV e entrevistas ajudaram, eu estava no meu metier.

O programa teve uma transmissão experimental participativa, que você pode conferir no Radar Cultura.

Os convidados das redes sociais (Twitter e Flickr) responderam previamente, por e-mail, o que acham dessa modinha de viola. Veja o que dissemos: eu, Milton Jung, Rodrigo Savazoni e Hernani Dimantas.

Fotógrafo invisível

Aprendi uma coisa: fotógrafo é invisível. O ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, foi muito simpático com todos, cumprimentou um a um os que estavam nos bastidores. Eu, com minha câmera gigantona na mão (equipamento profissional, nada de camerazinha dessa vez), acenei umas duas vezes com a cabeça para cumprimentar o ministro, que não percebeu.

Fotógrafo é aquele verbo “registrar”, aquele substantivo “imprensa”, aquela impressão de “lá vêm eles”, aquele comportamento de cardume e instinto de cão perdigueiro. Fotógrafo não é, naquele momento do clicar, uma pessoa, um jornalista, um convidado.

Na próxima, antes de sair roubando imagens e a alma de um ministro, vou me apresentar ou vou cumprimentá-lo e pedir licença, se puder.

Flickr também é astronomia

IC434, The Horse Head & The Flame IC434, The Horse Head & The Flame

Lightclad não é o Hubble, mas ele tira fotos da Terra que poderiam vir de viagem espacial.

Veja mais fotos do Lightclad, seu nickname no Flickr, aqui.

Mr. Wikipedia no Roda Viva

Jimmy Wales @ Roda Viva Jimmy Wales @ Roda Viva

Renato Targa fotografou hoje Jimmy Wales, o criador da Wikipedia, durante a gravação do Roda Viva. Você pode ver o álbum de fotos no Flickr do Rê.

Gostei dessa, especialmente, porque sintetiza os conflitos e a dubiedade que cercam essa grande enciclopédia colaborativa. Ela é boa/falha, é completa/tendenciosa, é o máximo/não é o máximo.

O programa, que foi gravado, ainda não tem data confirmada para ir ao ar.

Atualização de11/11: As fotos de Barbara Dieu, que participou do programa na transmissão via twitter, também ficaram ótimas. Adorei esta aqui.

Roda Viva com Ivaldo Bertazzo a bordo do Twitter

Gravo um vídeo minutos antes de começar o Roda Viva com Ivaldo Bertazzo. Não resisto. Tiro também algumas fotos enquanto me preparo para conversar on-line e ao vivo com uma comunidade de “early adopters” de uma nova ferramenta de comunicação, o microblog.

Pelo Twitter, você lê o que eu escrevi e o que todos escreveram.

Atenção: se você não consegue acessar o endereço, paciência, tente novamente depois. O Twitter é “o novo Orkut” em termos de bugs, falhas (”no donuts for you”).

Realidade paralela

Ivaldo Bertazzo é um mestre, um educador, uma pessoa que sabe muito sobre ser humano. Lembro-me que ele dizia que precisamos ganhar uma estrutura antes de relaxar o corpo. Se você tentar só deitar e relaxar antes de ganhar essa estrutura, arrisca-se a virar uma poça de água, massa sem forma. Aprendi muito como sua aluna. Anos se passaram e sua clareza é cada vez mais aguçada. Ivaldo fala de uma subversão, a de transformar o corpo, dar-lhe consciência, eixo. “Cidadão dançante aprende que esse corpo que sofre continua produzindo linguagem. Quero instrumentalizá-lo para ter saúde”, disse ele no programa Roda Viva, da TV Cultura.

Essa citação eu publiquei ao vivo pelo Twitter. Fui convidada, ao lado de dois outros jornalistas e blogueiros, Helena Nacinovic e Alexandre Inagaki a cobrir e comentar o programa por essa ferramenta de microblog que para a maioria ainda é desconhecida.

Para quem não sabe, um sobrevôo rápido: é uma rede que conversa por mensagens com no máximo 140 caracteres. Elas podem ser lidas pela web, no site do serviço, pelo celular, pelo gtalk, por e-mail, você escolhe como quer usar o serviço. É possível enviar as mensagens pelo computador ou pelo celular e a conversa é ouvida por quem quiser “seguir” o autor do texto. Para ser ouvido por outra pessoa, ela precisa querer ouvir (seguir) você.

No Brasil, esse serviço, que é grátis, já começa a se espalhar, uma vez que brasileiro é louco por interação. Ivaldo Bertazzo, Ana Francisca Ponzio, Paulo Lima, entre alguns dos convidados da noite com quem conversei, não conheciam o Twitter e não sabiam direito o que íamos fazer ali. Mostraram-se curiosos e disseram já ter “ouvido falar” da ferramenta.

A TV Cultura inova ao trazer a riqueza das redes para o jornalismo. Foi uma experiência muito interessante participar como tuiteira – jornalista experiente já sou, mas ali eu tinha toda uma rede a contribuir, interagir, brincar e comentar. Percebi que uma nova camada de vivências foi acrescentada ao programa e quem só o acompanhou pela TV perdeu as informações, dúvidas e ironias dessa esfera.

Faltou encaminhar as dúvidas que chegavam via Twitter para Ivaldo Bertazzo. Pedro Markun diz que os tuiteiros são como Paulo Caruso que, com suas charges, comenta o programa e também não interage com o entrevistado. Verdade. Só que podemos ver suas aquarelas durante o programa de TV e não lemos as mensagens de twitter na tela, só pela web. A maioria precisaria abraçar o computador/celular e a televisão ao mesmo tempo se quisesse ter a experiência completa. Acho que o Twitter tem de entrar na veia do Roda Viva, sim. Inagaki sugeriu legendas no pé da tela. Qualquer outra solução vale, acho que conectar essas vozes só rejuvenescerá o programa, o mais reputado da emissora. Inovar ali é uma aposta no mundo digital do presidente da Fundação Anchieta, Paulo Markun.

Gambiarra: conexão do restaurante

Jornalista e tuiteiro sem lugar na platéia, Renato Targa foi ao restaurante da TV Cultura e conseguiu uma conexão muito mambembe com a internet, acrescentando outra camada ao programa. Fotografou os bastidores e publicou, também ao vivo, suas imagens, antes de o programa acabar. Acrescentou outra camada ao programa. Soubemos por ele que fora do estúdio a noite tinha, além de lua cheia, pernilongos a granel. Achei que sua intervenção curiosa porque mostra como a web exige poucos recursos e muita criatividade. Isolado no restaurante, ao lado de alunos de Ivaldo, Renato estava conectadíssimo.

Vídeos

Fiz dois vídeos: Bastidores do Roda Viva e Roda Viva com Ivaldo Bertazzo.

Fotos

Não resisti e também tirei fotos de nossa participação, que você encontra no meu álbum Webthings do Flickr. Com essa multiplicidade de canais, saí convencida de que a comunicação caminha a passos largos em várias direções ao mesmo tempo.

Muita gente acompanhou pela web, via streaming, o programa. É inovador contar com tantos canais e melhor ainda ter bons interlocutores. O grupo de pessoas que participava pelo twitter é de formadores de opinião, estudantes, jovens, geeks todos. Uma alquimia poderosa.

Nos blogs

A conversa nunca termina por aí. Blogueiros são gregários e hoje a rede traz mais leituras dessa experiência.

    E por aí vai. As camadas são infinitas.

    Brasileiras abrem portas na Croácia

    Cubatão Cubatão

    Meninas do Brasil instalam portas nas ruas da Croácia. No meio da cidade de Zagreb, instalam portas em lugares inusitados. Pelo olho mágico, vêem-se fotos. Algumas das fotos, como essa ao lado, são minhas. Um recorte do Brasil. Renato Targa também contribui com imagens.

    Explico melhor: OPOVOEMPÉ, um grupo de intervenção urbana dirigido pela querida Cristiane Zuan Esteves, participa do Urban Festival. De Zagreb, ela escreve:

    “Nós, do OPOVOEMPÉ, estamos aqui realizando o nosso projeto “Out of key(s)”, de instalações e ações cênicas, no UrbanFestival. Um festival voltado para a arte em espaços públicos, com artistas que trabalham em áreas fronteiriças. O tema deste ano é ‘How we regret’.

    Iniciamos a pesquisa para o projeto em dezembro de 2007 e estamos em processo na Croácia há 10 dias. Para conhecer o projeto, os outros artistas deste festival e um pouco de Zagreb e da Croácia, acesse nosso blog edição especial:

    www.opovoempeemzagreb.blogspot.com

    O blog é atualizado todos os dias, acompanhando o processo de criação e execução do trabalho, as experiências e encontros desta viagem.”

    Pelo blog, vejo crianças que brincam ao lado de um bunker. Visite você também. Adoro essas viagens internas e geográficas de OPOVOEMPÉ.

    Mostras de fotografia legais em São Paulo

    A gente se acostuma a olhar fotos on-line, o que é prático, é muito bom, mas ir até a exposição é outra experiência. Esta semana, começa em Pinheiros a mostra Let’ s Lomo e no mesmo bairro, pertinho dali, continua em cartaz a exposição Outra Cidade, uma mostra coletiva que tem como tema São Paulo e traz fotos minhas e de outros nove fotógrafos. Inauguramos o Espaço Fine Photo em Pinheiros (que já divulgou uma agenda de cursos para maio para todos os níveis de conhecimento).

    Sobre a Let’s Lomo, entrevistei o Thiago Pedrosa, vulgo Tato, um amigo que fiz pelo Flickr e pelos blogs, que virá de Recife para São Paulo especialmente para a abertura, na quinta, dia 8.

    Por que lomo?

    Tato - Em 1991, alguns estudantes austríacos que passavam férias em Praga, na República Tcheca, perceberam que haviam esquecido suas câmeras fotográficas em casa. Para não perderem a oportunidade de registrarem o que viam ali, compraram umas câmeras baratas que encontraram por lá mesmo. Para sua surpresa, ao chegarem de volta a Viena, e ao revelarem os filmes de sua viagem, se depararam com fotos “defeituosas”, cheias de vazamento de luz, vinhetas (aquele sombreado nos cantos da imagem), cores estouradas, deformações nas perspectivas. Se encantaram com o que aquelas pequenas câmeras conseguiam fazer, voltaram a Praga, e compraram todas as que puderam encontrar, para revender a seus amigos em Viena. Logo começou uma febre em torno das câmeras, e todos queiseram tê-las. A câmera era a LC-A, fabricada pela empresa LOMO, soviética, entre 1982 e 1989. Em pouco tempo os estudantes austríacos fizeram contato com a LOMO e encomendaram que se voltassem a fabricar as câmeras. Era o surgimento da Lomographic Society International, e de todo um culto em torno da fotografia experimental. Hoje a LSI fabrica diversos modelos diferentes de câmeras, filmes e acessórios. Há muita informação disponível na web sobre o assunto, no site da LSI, no site da Sociedade Lomográfica Brasileira, e em diversos outros sites e blogs. No Brasil temos uma comunidade muito forte e que vem crescendo muito graças, principalmente, à internet.

    Qual o espírito do Coletivo? Como as pessoas se conheceram? De onde veio essa idéia?

    Tato – Todos se conheceram através da internet. Um conheceu o outro, que conheceu o outro, que passou a idéia pro outro, e pro outro. Tudo em tôrno do experimentalismo, do retorno à fotografia pura, sem megapixels e câmeras incrivelmente avançadas que, em poucos meses, se tornam obsoletas. O que agregou o grupo, no início, e o que mantém todos em contato até hoje, é uma lista de discussões mantidas pelo YahooGrupos, que, em pouco tempo, evoluiu para o site da Sociedade Lomográfica Brasileira (ou Lomo-BR, para os íntimos).

    O que é preciso para participar da saída fotográfica?

    O Let’sLOMO é o primeiro evento do tipo realizado no Brasil, e, além da exposição coletiva, terá uma workshop e um passeio fotográfico incluídos na programação. Para os que quiserem participar, basta que se inscreva no congresso, pelo site, ou na vernissage, que será realizada no dia 8 de maio, às 20h, na Coletivo Galeria, em Pinheiros.

    Passe lá nas mostras de Pinheiros:

    Outra Cidade- Fine Photo, rua Artur de Azevedo, 201, 2º andar. Das 14h às 20h, de segunda a sábado. Até junho.

    Let’s Lomo: Coletivo Galeria, rua dos Pinheiros, 493. De 8 a 24 de maio.

    Dá para caminhar em São Paulo?

    corredor corredor

    Caminhar é a melhor forma de ocupar um lugar na cidade e também faz bem à saúde.

    Conheço o bairro a pé, me encanto porque ele ganha rosto, mostra o sorriso, resmunga. Às vezes, caminhar impõe um estado de alerta.

    Caminhar desautomatiza o trajeto. Desperta alguma emoção. Caminhar economiza o dinheiro de uma condução.

    Caminhar é cada vez mais difícil, as calçadas banguelas têm armadilhas.

    Caminhar é um projeto que tem de andar na arquitetura da agenda do meu dia, pois é preciso levar as idéias para um passeio.

    E aí, dá para caminhar em São Paulo?

    Comida de Dragão

    Veja as fotos da Comida de dragão de Renato Targa

    Comida de dragão, tradição dos tempos de Artur. Revigora, alerta todos os sentidos e provoca um incêndio.

    Está vendo esse molho tailandês chamado Sriracha, o mais alto da fila? Junte a ele suco de tamarindo, de limão cravo, de limão tahiti, um pouco de cominho, coentro e outras cositas más e terás um incêndio pronto para gravar o nome desse prato em sua língua.

    Ha, dirá um baiano. Você não sabe do que está falando. Bem, sei sim.

    Preparei uma receita oriental no estilo o-que-tem-na geladeira-e-nas-prateleiras-de-casa mais o que eu trouxe da expedição à Liberdade – um maço de aspargos frescos e cogumelos franceses. Na falta de gengibre, usei cebolinha e salsinha. Acrescentei um pouco de açúcar mascavo e tofu fresco, que é branco, não tem gosto de nada e teve um leve efeito no incêndio.

    Comemos com voracidade -a fome continua sendo o melhor tempero. Cheguei à conclusão que foi soberba ignorar as receitas e dar uma de alquimista sem brevê.

    - “Nem tudo dá certo”, comentei com a Miki, que é cozinheira, pelo telefone.

    - “Um lassi, bebida indiana preparada com iogurte, poderia cair bem com essa comida de dragão”, respondeu a Miki.

    - Comida de dragão? Hahaha. Um bom nome.

    E assim ficou, um exercício para rir dos próprios erros.

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