Educação | anacarmen.com

Arquivo da categoria: educação

Alfabetizar e ler

Riobaldo Riobaldo, a colheita é comum, mas o capinar é sozinho…

Quente

Educar para crescer dá dicas de livros para crianças de acordo com a idade.

(via Lu Terceiro)

OBS: Francisco adora pelo menos três dos livros indicados para 2 anos. Lista testada e aprovada.

Frio

O Inaf (Indicador de Alfabetismo Funcional do Instituto Paulo Montenegro) apurou na sexta edição que apenas 54% dos brasileiros com idade entre 15 e 64 anos que estudaram até a 4ª série têm os rudimentos da alfabetização.

O impressionante é que 10% desse universo são analfabetos. Ou seja, tudo em brancas nuvens, mesmo depois de “passar de ano” pelo menos 3 vezes.

OBS: Frio na alma.

Novo prédio da Rádio e TV na USP

TV digital TV digital

O professor Luis Fernando Angerami, da Escola de Comunicações e Artes da USP, avisa que dia 21 de outubro será inaugurado um prédio novinho para o curso de Rádio e TV.

Se der, apareço, viu?

Fiquei com vontade de voltar para a ECA. Quando eu estudei ali, nos anos 80, usava equipamentos paleozóicos.

Câmeras em preto e branco, bitola larguíssima, umas fitas que se desmanchavam sozinhas e que você editava na gilete. Isso, fita magnética, imagine, na gilete. Uma grande porcaria.

Eram herança da TV Tupi. Não serviam para nadica, mas a gente inventava e se virava. Não saía lá uma maravilha, mas a gente treinou tudo o que devia: enquadramento, luz, roteiro, direção. Treinou também fazer alguma coisa a partir do nada, na base do improviso e da criatividade.

Todo mundo se salvou. Quem saiu do curso e seguiu carreira nas artes visuais, fez sucesso e tudo. Quem não ficou tão famoso, como eu, ainda assim, lustrou as idéias.

Minha tese é que o curso ensinava a pensar e, inclusive por absoluta falta de condições, não era nada técnico. Aposto minhas fichas no sucesso de um curso assim.

Kit de ferramentas da internet para educação

jazzy & stoned jazzy & stoned

Um link precioso da Barbara Dieu que pesquei esta semana: wiki com uma lista de ferramentas que professores e alunos podem usar para estudar e ensinar.

“A aprendizagem ocorre a todo momento, em um movimento contínuo e não linear”, lembra ela. A gente às vezes bobeia e esquece.

De quebra, Bee dá uma aula sobre ambientes de aprendizagem nessa apresentação.

A escolha da escola

Na escolinha Na escolinha

A escolha da escola, não fosse tão complexa, seria uma quadrinha.

Aconselho a quem procura uma escola para o filho imaginar o que gostaria de encontrar antes de sair a campo, para depois comparar com o que encontrou e chegar a um acordo. As mensalidades são de arrepiar o cabelo.

Repare no espaço físico. É limpo? É espaçoso? É seguro? Repare no espírito da escola, em uma sensação perceptível assim que você põe os pés ali. Há escolas barulhentas, eufóricas, há escolas tranquilas, há escolas apáticas e existem, infelizmente, escolas que lembram bufês infantis. Minha impressão é de que há público (clientes) para tudo.

Durante cerca de um mês, fizemos um tour pelas escolas indicadas por amigos ou frequentadas pelos vizinhos. O tempo para levar e buscar é importante, eu imaginei que se eram viáveis para os vizinhos, poderiam ser também para nós. Acabamos por escolher uma escola em outro bairro.

Encontramos muitas escolas preparadas para receber crianças com mais de 2 anos. Meu filho não chegou ainda lá. Em uma delas, renomada, bem bacana, no futuro uma possível escolha, a orientadora nos contou que a segunda-feira é dia em que as crianças sentam em roda para contar como foi o fim de semana. Fiz cara de interrogação: escute, estamos falando de uma escola para meu filho, lembra? Ele ainda não fala. Que maravilha essa escola, quem sabe, um dia. Fui.

Olhei o espaço físico e percebi, nessa bacaninha e em outras, um espaço perfeito para crianças maiores. Para quem ainda treina o equilíbrio, uma temeridade. Tsk tsk.

Uma visita me escandalizou: em vez de ensinar o que é boi da cara preta, uma escolinha infantil oferece para crianças a partir de 1 ano uma programação sobre o ano internacional da França. Nessa mesma escola, onde ouvi um discurso sobre “nutrição balanceada para suprir as necessidades do ser humano blá-blá-blá”, o cardápio do dia era “macarrão com sarchicha”. Então, escute, salsicha? Ah, é um embutido, mas é artesanal. Gente!

Fui visitar aquelas ali na esquina, onde eu chegaria em cinco minutos e voltaria a pé, empurrando o carrinho. São antigas residências em que seis turmas convivem e se espremem. Em uma delas tive a impressão de que as paredes tremiam com a gritaria de tantas crianças (14 por turma) reunidas em espaço tão exíguo.

Dispensei a escola top vip club, cuja mensalidade não alcanço, nem em sonho, tão cara quanto faculdade de medicina particular. Ou mais cara que isso. Até gostei de uma escola mantida por religiosos, ali a mensalidade era um fator muito favorável, mas pesou saber que a roda era feita dentro da capela, achamos que a orientação tinha grandes chances de não combinar conosco.

A escola de Francisco, 1 ano e 3 meses, tem quintais (no plural) com árvores, chão de terra e de areia, bastante espaço e um burburinho gostoso de crianças brincando. Ele adora o viveiro de jabutis, verdadeiros gourmets que ganham todo dia dos pequenos tomate, agrião ou alface, tudo lavado para que não haja problema quando a criança desiste de entregar o petisco para a tartaruga e decide improvisar um lanchinho. A comida é saudável, as preocupações são saudáveis.

Puxa, a escolha da escola seria uma quadrinha, não fosse tão difícil.

Criança, a alma do negócio

Esse trailer é do documentário “Criança, A Alma do Negócio” de Estela Renner e Marcos Nisti.

Estou curiosa para ver a íntegra do projeto, que encontra repercussão entre as minhas neuras. Começo a sentir na pele a pressão para transformar meu filhinho em uma “criança normal”, que tem pilhas de brinquedos eletrônicos, que conhece todos os Backyardigans etc.

Cadê os contos de fada, as cantigas de roda, as canções folclóricas nessa pilha de atividades modernésimas? Todo mundo preocupado com a melhor escolinha porque ela é também a única salvação?

Renato reparou outro dia que as crianças conhecem o Príncipe Encantado como um vilão, por causa de Shrek. Que confusão, que mundo muito, muito, muito longe daqui.

Assista aqui a Criança, a Alma do Negócio.

Direto de Marte, congresso de e-learning e orgânicos de Piracicaba

Minha lua é azul/ My moon is blue Minha lua é azul/ My moon is blue

Se a vida anda sem sentido, a gente pode assistir ao vivo as peripécias da sonda Phoenix em Marte. Transmissões em vídeo, pelo blog e até mesmo pelo twitter. “My computer is a RAD6000, radiation-hardened” diz a sonda no momento em que escrevo. (Esse programão para o qual, infelizmente, não consigo dedicar nenhum tempo, foi indicado pelo Tiago Doria.)

Se você quiser, pode também aproveitar para ficar mais a par das questões do e-learning e acompanhar até sexta, por audioconferência, o “III Congresso de Educação a Distância dos Países de Língua Portuguesa”.

Em vez de pamonha, os orgânicos de Piracicaba. Entre sexta, 30 de maio e o dia 6 de junho o grupo Slow Food Brasil realiza em Piracicaba a Semana do Alimento Orgânico, uma opção menos on-line.

Assista às histórias do poder

Percorrer cem anos da história da política brasileira é uma verdadeira expedição ao nosso DNA histórico. Imagine que isso está disponível na web, onde você pode assistir aos cinco episódios de Histórias do Poder. Dirigidos por Max Alvim e Nelma Salomão, os vídeos mergulham em um gigantesco acervo de vídeos e fotos de momentos-chave, que podem nos ajudar a entender como chegamos onde chegamos, de onde viemos e, além do mais, quem são estes caras que viram nome de ruas, avenidas e aeroportos.

Interessante para professores, alunos, para quem nasceu antes, durante e depois da ditadura militar, das Diretas Já ou do Impeachment.

“Com o objetivo de promover o conhecimento, a reflexão e a pesquisa acerca da história política brasileira, a série de documentários Histórias do Poder – cem anos de política no Brasil (1900 – 2000) apresenta um mapeamento do comportamento político do país e mostra os bastidores do poder através de depoimentos de alguns dos principais protagonistas e estudiosos da história política brasileira do século XX”, diz a apresentação do projeto.

Uma dica: costumo usar o Firefox como browser e tive dificuldades em assistir aos vídeos, superadas quando apelei para o Internet Explorer.

O futuro do jornalismo e dos jornalistas

Sai dia 17 o relatório anual do Project for Excellence in Journalism, com dados sempre impressionantes sobre a mídia dos Estados Unidos e com qualidade para serem citados em pesquisa científica. Este ano, o relatório procura descobrir o que os jornalistas pensam do futuro da profissão. Analisa também o conteúdo de 64 sites de mídia cidadã, ou seja, de projetos que envolvem o jornalismo cidadão e a publicação de conteúdo por quem não tem diploma de Comunicação. No relatório do ano passado, como você pode ler, o foco era jornalismo digital.

folhinha

Pesquisa sobre blogs

Você, que pesquisa comunicação, anote aí: Blog Brasil é um wiki que reúne artigos publicados sobre weblogs no Brasil. Veja o que a academia diz a respeito.

Território ocupado

Enquanto isso, jornalistas e não-jornalistas que publicam conteúdo na rede continuam se estranhando no Brasil, em mútua animosidade. Alguns jornalistas dão a entender que blogueiro é aquele profissional de segunda categoria que avança sem aviso por seu território. Alguns blogueiros dão a entender que é a mãe. Eu acho essa conversa superada pelos próprios fatos, até quando vem acompanhada por bolinho de arroz, tabasco e chopp. Enquanto isso, a caravana passa e o relatório deve apontar para as novas tendências.

Primeiro dia do workshop sobre blogs na educação do Campus Party

Inclusão Digital Inclusão Digital

O primeiro dia do workshop sobre uso de blogs na escola foi ótimo.

Tudo o que podia não dar certo em termos de equipamento, não deu. Talvez seja a lição número 1 de quem trabalha com tecnologia. Dá pau. Não funciona. O computador finge que vai, mas não vai.

O microfone chia, frita, esperneia e lança o som nas caixas da sala ao lado, da oficina de astronomia. O professor Walmir, escolado, cheio de humor, manda um recado para os professores que querem aprender sobre blog na educação na sala ao lado. Ele já entendeu todo o recado. É preciso ter ginga para entrar na web 2.0.

E o RSS? Alguém já descobriu essa pedra filosofal dos blogs? Os professores se engajam na busca. Mas é um tal de xml, atom, assinatura, agregador, uma nova língua, uma nova sociedade.

O esforço é válido. Como sintetiza uma amiga, “precisamos alfabetizar as pessoas, não para o século 20, mas para o século 21″.

Webduca

Começa o Campus Party

Robôs Robôs

Campus Party, como vai ser isso? Já começou – já vi e fotografei um pedacinho do making of. Conto depois o que puder. Estarei todos os dias na Bienal, em um workshop sobre uso de blogs na escola, em uma sala logo depois da rampa do térreo (não sei se ali é primeiro andar).

Tenho um palpite sobre o que vai ser o Campus Party. Imagino que o grande barato será o encontro das pessoas. Encontro presencial (como se diz no corporativês) das tribos. Aposto algumas fichas que será uma festa, uma espécie de quermesse, praça eletrônica e feira de ciências misturada com balada pura e simples.

Tantas barracas armadas (2.500!) em um andar do renomado projeto Niemeyer. Acho a maior graça nessa idéia, gosto dessa invencionice. Imagino batalhões com a escova de dente e a toalha circulando pelo tão renomado projeto Niemeyer. É engraçado.

Acompanhe

Veja minhas fotos do Campus Party.

Mais fotos no Flickr.

Livestream do BlogBlogs

Making of do Remixando

« Posts anterioresNext Page »