Educação | anacarmen.com

Arquivo da categoria: educação

Direto de Marte, congresso de e-learning e orgânicos de Piracicaba

Minha lua é azul/ My moon is blue Minha lua é azul/ My moon is blue

Se a vida anda sem sentido, a gente pode assistir ao vivo as peripécias da sonda Phoenix em Marte. Transmissões em vídeo, pelo blog e até mesmo pelo twitter. “My computer is a RAD6000, radiation-hardened” diz a sonda no momento em que escrevo. (Esse programão para o qual, infelizmente, não consigo dedicar nenhum tempo, foi indicado pelo Tiago Doria.)

Se você quiser, pode também aproveitar para ficar mais a par das questões do e-learning e acompanhar até sexta, por audioconferência, o “III Congresso de Educação a Distância dos Países de Língua Portuguesa”.

Em vez de pamonha, os orgânicos de Piracicaba. Entre sexta, 30 de maio e o dia 6 de junho o grupo Slow Food Brasil realiza em Piracicaba a Semana do Alimento Orgânico, uma opção menos on-line.

Assista às histórias do poder

Percorrer cem anos da história da política brasileira é uma verdadeira expedição ao nosso DNA histórico. Imagine que isso está disponível na web, onde você pode assistir aos cinco episódios de Histórias do Poder. Dirigidos por Max Alvim e Nelma Salomão, os vídeos mergulham em um gigantesco acervo de vídeos e fotos de momentos-chave, que podem nos ajudar a entender como chegamos onde chegamos, de onde viemos e, além do mais, quem são estes caras que viram nome de ruas, avenidas e aeroportos.

Interessante para professores, alunos, para quem nasceu antes, durante e depois da ditadura militar, das Diretas Já ou do Impeachment.

“Com o objetivo de promover o conhecimento, a reflexão e a pesquisa acerca da história política brasileira, a série de documentários Histórias do Poder - cem anos de política no Brasil (1900 – 2000) apresenta um mapeamento do comportamento político do país e mostra os bastidores do poder através de depoimentos de alguns dos principais protagonistas e estudiosos da história política brasileira do século XX”, diz a apresentação do projeto.

Uma dica: costumo usar o Firefox como browser e tive dificuldades em assistir aos vídeos, superadas quando apelei para o Internet Explorer.

O futuro do jornalismo e dos jornalistas

Sai dia 17 o relatório anual do Project for Excellence in Journalism, com dados sempre impressionantes sobre a mídia dos Estados Unidos e com qualidade para serem citados em pesquisa científica. Este ano, o relatório procura descobrir o que os jornalistas pensam do futuro da profissão. Analisa também o conteúdo de 64 sites de mídia cidadã, ou seja, de projetos que envolvem o jornalismo cidadão e a publicação de conteúdo por quem não tem diploma de Comunicação. No relatório do ano passado, como você pode ler, o foco era jornalismo digital.

folhinha

Pesquisa sobre blogs

Você, que pesquisa comunicação, anote aí: Blog Brasil é um wiki que reúne artigos publicados sobre weblogs no Brasil. Veja o que a academia diz a respeito.

Território ocupado

Enquanto isso, jornalistas e não-jornalistas que publicam conteúdo na rede continuam se estranhando no Brasil, em mútua animosidade. Alguns jornalistas dão a entender que blogueiro é aquele profissional de segunda categoria que avança sem aviso por seu território. Alguns blogueiros dão a entender que é a mãe. Eu acho essa conversa superada pelos próprios fatos, até quando vem acompanhada por bolinho de arroz, tabasco e chopp. Enquanto isso, a caravana passa e o relatório deve apontar para as novas tendências.

Primeiro dia do workshop sobre blogs na educação do Campus Party

Inclusão Digital Inclusão Digital

O primeiro dia do workshop sobre uso de blogs na escola foi ótimo.

Tudo o que podia não dar certo em termos de equipamento, não deu. Talvez seja a lição número 1 de quem trabalha com tecnologia. Dá pau. Não funciona. O computador finge que vai, mas não vai.

O microfone chia, frita, esperneia e lança o som nas caixas da sala ao lado, da oficina de astronomia. O professor Walmir, escolado, cheio de humor, manda um recado para os professores que querem aprender sobre blog na educação na sala ao lado. Ele já entendeu todo o recado. É preciso ter ginga para entrar na web 2.0.

E o RSS? Alguém já descobriu essa pedra filosofal dos blogs? Os professores se engajam na busca. Mas é um tal de xml, atom, assinatura, agregador, uma nova língua, uma nova sociedade.

O esforço é válido. Como sintetiza uma amiga, “precisamos alfabetizar as pessoas, não para o século 20, mas para o século 21″.

Webduca

Começa o Campus Party

Robôs Robôs

Campus Party, como vai ser isso? Já começou - já vi e fotografei um pedacinho do making of. Conto depois o que puder. Estarei todos os dias na Bienal, em um workshop sobre uso de blogs na escola, em uma sala logo depois da rampa do térreo (não sei se ali é primeiro andar).

Tenho um palpite sobre o que vai ser o Campus Party. Imagino que o grande barato será o encontro das pessoas. Encontro presencial (como se diz no corporativês) das tribos. Aposto algumas fichas que será uma festa, uma espécie de quermesse, praça eletrônica e feira de ciências misturada com balada pura e simples.

Tantas barracas armadas (2.500!) em um andar do renomado projeto Niemeyer. Acho a maior graça nessa idéia, gosto dessa invencionice. Imagino batalhões com a escova de dente e a toalha circulando pelo tão renomado projeto Niemeyer. É engraçado.

Acompanhe

Veja minhas fotos do Campus Party.

Mais fotos no Flickr.

Livestream do BlogBlogs

Making of do Remixando

Os edublogueiros e algumas razões para usar blog na sala de aula

Desconferência Desconferência

Achei muita coisa interessante sobre uso de blogs em sala de aula enquanto pesquisava para a oficina para professores da rede municipal durante o Campus Party (de 12 a 16 de fevereiro, no prédio da Bienal de São Paulo).

Esse estudo sobre Edublogging, de Jeff Felix , divulgado agora em dezembro de 2007, é um bom exemplo de peixão que achei nessa garimpagem, uma vez que são escassos os dados obtidos em pesquisa de campo sobre esse tema. Edublogging: Instruction for the Digital Age Learner logicamente fala da realidade dos Estados Unidos, bem diferente da brasileira. Mas traz dados sobre blogs com a rapaziada do K-12, que significa do kindergarten (4 a 6 anos) até o 12º grau (16 a 18 anos, algo assim).

“The study shows that teachers perceive a significant increase in student learning through motivation for assignments and through deeper thought processes. Students seem to enjoy the connectiveness of their work to other subjects and to each other. This collaboration encourages a deeper relationship with their peers and with the teacher. Other studies have shown these relationships produce more student learning especially in minorities and students of low socioeconomic backgrounds. It also seems that teachers see the benefits of this practice. They have increased their use of blogging year after year, which seems to show they feel blogging has great relevance as a classroom tool.”

Em resumo, o que ele diz é que os professores perceberam ótimos efeitos no aprendizado. Ele cita razões para usar o blog na sala de aula:

1- Motiva os alunos.

2- Gera processos de reflexão mais aprofundados.

3- Aprofunda as relações entre alunos e os aproxima dos professores.

4- Formas diferentes de ensinar aumentam as oportunidades de aprendizado.

Resumo do estudo:

“The heart of education beats with a teacher’s perception of instructional effectiveness with students. Research suggests that differentiated instruction, using multiple modes of presentation, will positively increase a student’s opportunity for learning. Communicating efficiently, using various communication methods, will enhance a teacher’s instructional effectiveness and a student’s ability to understand. Blogging appears to offer multiple opportunities for teacher and student use.

Writing in a blog by both student and teacher may strengthen their relationship while also providing a unique means of communicating instruction more effectively. Through electronic surveys and virtual interviews of blogging K-12 teachers, as well as document analysis of their blogs, this study examines blogging in classrooms within the United States to determine how blogging is used for communication and instruction. This study also considers the teacher’s perception of how blogging has changed their instructional practice.

This examination of blogging educators, or edubloggers, charts new territory and informs the educational community on the potential of blogging to support classroom communication and promote increased learning for the Digital Age student.”

Oficina sobre blogs para professores no Campus Party

Zóios Zóios

É oficial: eu estarei todas as manhãs, de 12 a 16 de fevereiro, durante o Campus Party, com professores da rede municipal de educação de São Paulo.

Vamos falar sobre uso de blogs como ferramenta na sala de aula.

Não é bacana? Conversei hoje sobre como vamos usar essas quatro horas de atividades e fiquei entusiasmada. Blogs são muito bacanas para a escola, aposto nisso. Tenho uma coleção de livros que escrevi, Conquiste a Rede, que pode servir de apoio didático para as oficinas. O download é grátis.

O programa para começar essa conversa nas oficinas:

1 - O QUE SÃO BLOGS E FOTOLOGS

2 - QUAIS OS PRINCIPAIS BLOGS EDUCATIVOS

3 - QUEM USA BLOGS NA EDUCAÇÃO

4 - IDÉIAS DE USO EM VÁRIAS ÁREAS DO CONHECIMENTO: DA MATEMÁTICA AO
ENSINO DA HISTÓRIA.

5 - COMO USAR FOTOLOGS E VIDEOLOGS NO COTIDIANO ESCOLAR

6- EXPERIMENTANDO CRIAR SEU PRÓPRIO BLOG

7- EXPERIMENTANDO O YOUTUBE E O ORKUT COMO FERRAMENTAS EDUCACIONAIS.

8 - POSSIBILIDADES DO PEN DRIVE E AUDIO-CAST (IPOD ETC)

Andei sem qualquer tempo para postar, se a ausência é um lapso, deixo vagas desculpas. Estar off-line às vezes faz parte da construção e não há o que substitua a concretude do ser humano.

Mas eu falava: agora é oficial. Estive hoje em reunião com a equipe que fará as oficinas e sinto não poder participar das outras: astronomia e escola conectada. Tudo isso me interessa, quero ser aluna também, mas não vai dar.

Teremos 50 professores por dia, durante quatro horas faremos um ótimo exercício de pensar o uso de ferramentas bacanas para a educação. Obrigada por um começo de ano tão promissor :)

Internet e educação

Desconferência na ilha Desconferência na ilha

Fiquei contentíssima por ter um post incluído na seleção do portal www.e-educador.com, uma iniciativa muito bacana dirigida a professores, como me explica por e-mail o professor Anthony. “Pesquiso os blogs e coloco informações para os educadores (somos da rede estadual de ensino de São Paulo)”, diz ele.

Internet e educação juntas podem dar muito certo. Eu falei outro dia do uso dos serviços de mapas para estudo da geografia (Google e Flickr já têm) , o que motivou essa conversa com o e-ducador. Lá na seção sobre educação nos blogs o portal traz vários outros exemplos dessa relação que dá muito samba.

Desde a pré-escola as crianças agora têm na web a melhor biblioteca. Meu priminho, em fase de alfabetização, outro dia me mostrou a pesquisa de palavras com a letra “q” feita na internet.

“Quinteto” foi a que ele escolheu. Queijo, quarto e outras palavras mais fáceis já haviam sido escolhidas por outros alunos… Cinco anos e já vai de quinteto.

Tecnologia e educação

Gosto de muito desse vídeo para ilustrar a defasagem entre alunos e metodologias de educação:

Uma visão dos estudantes de hoje

Outro vídeo muito bacana é A máquina somos nós, uma versão da Escola do Futuro da USP para The machine is us

Como criar quintais na alma

Amarelinha azulzinha Amarelinha azulzinha

Brincadeiras de quintal são experiências prazerosas e absorventes. A brincadeira é um estado de existir que liberta e transforma o ser enquanto ele ri, de maneira que ele nem percebe.

Quintais são território amigo, aberto a erros e experiências. Quintais são bolhas acolhedoras.

A pergunta que é difícil de formular:

Como criar quintais nas redes sociais? Como promover a troca por meio da colaboração e aproveitar os recursos de ferramentas de interação, comunicação e publicação na web para manter esse movimento vivo, mutante, criativo?

Criando quintais.

Perguntas:

O quintal é:
1- Um estado de espírito.
2- Um território a ser conquistado.
3- Um aprendizado.
4- Todas as anteriores.

Como criar quintais nas relações humanas?