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A perspectiva de Ran

ran_salvador_messina

Ran é o personagem sapo do Salvador Messina.

Dá para folhear as tirinhas do Universo Ran no fotoblog do UOL. Embora a ferramenta seja meio tosquinha para navegar, insista. Vale passear pelo acervo.

Ran é filosófico, divertido, faceiro e bem brasileirinho. Oi Salvador, Ran está cada vez mais legal!

Copio, com sua licença, mais uma tirinha, para as amigas e amigos que gostam de falar de comida e comer:

ola senhor tomate  ran

Cachalote, mamífero de idéias originais

Cachalote é o maior mamífero com dentes que existe. Baleia que não morde. É também uma loja/livraria/galeria dirigida por um coletivo e cheia de idéias originais. Fica na ministro Ferreira Alves, 48, na divisa entre Pompeia e Perdizes.

Auto-denominada “espaço de fomento de idéias estéticas”, a loja tem roupas, acessórios e objetos de Rita Vidal, manueladeombreiras, Nanquim e oitomilhertz, livros da editora Hedra, além dos trabalhos plásticos e gráficos de Rafael Coutinho e da Base-V (foto). Todo mundo jovem e disposto a renovar o repertório.

Caviar de brigadeiro

Neste sábado, dia 6, Valentina Aires, da marca Nanquim, lança a coleção Sol da Meia Noite, “para moças”. Com formação em Desenho Industrial e especialização em Design Gráfico, Valentina cursou Comunicação de Moda no London College of Fashion- University of the Arts e, com todos essas cartas na mão, promete servir caviar de brigadeiro para quem passar a Cachalote no sábado entre 12h e 20h.

Os modernos invadiram Perdizes

Entrei na lojinha e ficaria com serigrafias, objetos, camisetas, caixinhas, brinquedos, toy art, ímãs, com muita coisa, se pudesse. É uma farra para quem não quer nada convencional. Alê (Barbosa de Souza), dono da editora Hedra, “tomava conta do lojinha” quando entrei. Papo vai, papo vem, ele contou que uma senhora acabava de sair escandalizada com o mau gosto do que é vendido. “Voltei agora da Argentina e as coisas de couro lá são bem mais baratas”, teria dito ela, distante anos-luz do público-alvo da Cachalote, mais antenado e menos Calle Florida.

Alexandre virou editor de Conrad, Locke e Gramsci depois de largar a faculdade de Medicina no quarto ano. Maldosamente, eu o aconselhei a comentar com a senhora, possuidora de uma sinceridade à prova de bala e que havia prometido voltar “porque ele era uma gracinha”, que ele estava em dúvida. Não sabia se continuava como integrante do coletivo Cachalote ou se voltava ao estudo da Medicina.

Design Brasileiro: Fronteiras no MAM

Porcelanas com Asas Manus Porcelanas com Asas Manus

Caio Medeiros manda, via Flickr do Estúdio Manus , o convite:

“O Estudio Manus estará presente na exposição “Design Brasileiro:Fronteiras”, junto com 95 outros participantes, no MAM SP, no Ibirapuera . Convidamos você para a abertura da exposição dia 7 de abril, terça, as 20h.”

Caio dá asas à imaginação, literalmente. Adoro suas criações e “assemblages”. Vale a visita à mostra e ao estúdio Manus.

Onde guardar brinquedos

tunel tunel

Há duas semanas procuro uma solução para guardar os brinquedos do Francisco. Se você tiver alguma dica, vou adorar.

Fui até a Kokada e achei umas caixas e baús lindos com preços muito feios. Uma caixa com rodinhas custa R$ 850.

A Luciana Terceiro mandou links de coisas de sonho da Great Little, que tem várias opções de caixas e baús.

Ela, que coleciona links dos sonhos para crianças, indicou também esse baú meio trambolhudo.

Vi em supermercados e na Liberdade caixas organizadoras de plásticos, bem básicas e sem graça nenhuma. Custam em média R$ 80. Nâo achei que uma boa opção porque não chegam a ser baratas e estão longe de serem bonitas. Já tenho uma em uso e o meu bebê adora batucar nela. Ele tem força para virá-la sozinho e espalhar tudo no chão. Pensando bem, até que essas caixas são um boa opção para começar a conversa.

No Desabafo de Mãe encontrei um post sobre o assunto, mas infelizmente ele não trouxe nenhuma luz sobre onde guardar as coisinhas.

Vou experimentar as lojas de móveis e brinquedos educativos. Se não encontrar nada viável para o meu bolso, vou bater um papo com o marceneiro e levar umas idéias da Little Great.

Atualizado em 14/12 - Eu comprei um tigre com perninhas de pato na Etna por R$ 39 que, por enquanto, vai quebrar meu galho. É uma espécie de túnel feito com anéis de arame recobertos por tecido impermeável amarelo-cone-de-sinalização-de-rua. Uma das extremidades é o fundo, a outra tem a cara do tigre que funciona como tampa. Assim que tirar uma foto, mostro o trambolho aqui. Estou prestes a acionar a tecla marceneiro, como comentei com o Gustavo, que deixou um comentário abaixo.

24/03/2009: O tempo passou e eu e o tigrão ficamos muito amigos. Recomendo essa solução baratinha e vistosa. Não cai na cabeça da criança e resolve o problema dos brinquedos espalhados. Um banho no tigrão de vez em quando é recomedável.

É legal, é para bebês e crianças II

Do blog Minor Details

Adorei, porque é tudo baixinho, sem arestas pontiagudas, sem muito rococó.

Cyberbeduínos e outros links legais

1- Uso do Twitter Intermediário Avançado Módulo 1

Como ainda não criaram o rehab para twitteiros compulsivos, eu evito a ferramenta e uso em doses bem comedidas. Não testei nada desses aplicativos que indico. Mas como este é o momento Twitter do Jornalismo, vale a intenção educativa. Até o Roda Viva já usa twitteiros convidados para oferecer a seu público uma versão em 140 caracteres das entrevistas. É uma forma de rejuvenescer o formato cadeira giratória e jornalistas que querem aparecer mais do que o entrevistado.

2- As cores e sua personalidade

Tese de Maria Claudia Cortes em Computer Graphics Design no Rochester Institute of Technology, 2003.

(Esse e os outros próximos dois links foram pescados pelo Renato Targa. Essa apresentação da personalidade das cores é uma graça! A Daniela Ramos também gostou da indicação do Rê e a mencionou em seu blog novo)

3- A comunicação sem fios está modificando totalmente a forma como as pessoas trabalham, vivem, amam e se relacionam com o ambiente e entre si . (”Wireless communication is changing the way people work, live, love and relate to places-and each other”)

Esse artigo da Economist fala em beduínos digitais. São pessoas que podem viver sem endereço fixo de trabalho, de forma nômade, graças ao acesso à internet. Eles podem falar com amigos e a família em um café com wifi enquanto trabalham em seus notebooks. Eles se conectam via celular – iPhones, Blackberries – e escrevem até livros com eles (5 entre 10 romances best sellers do Japão do ano passado foram escritos em celulares).

Segundo o artigo, houve uma fase em que só existiam astronautas. Precisavam levar tudo porque o ambiente não fornecia nada. Carregavam também uma pilha de papéis caso todas as traquitanas eletrônicas falhassem. Depois, houve a fase do caramujo ermitão (na qual hoje ainda me encontro), que leva menos fios e cabos, mas leva uma casinha nas costas.

A evolução do caramujo é o beduíno, que não carrega água porque sabe onde estão os oásis. Com seu smartphone ou iPhone, o cyberbeduíno anda leve e feliz pelo mundo.

4- As tecnologias mais perturbadoras

A web semântica é a número 10. Computadores não conseguem interpretar a informação a partir de um contexto. Para criar inteligência artificial, as pessoas procuram deixar os metadados menos dúbios. Gartner prevê que somente em 2026 haverá uma transição do hipertexto semântico, que é fruto dessas tentativas, para um ambiente verdadeiramente semântico (leia-se, em que as máquinas possam “raciocinar”.)

5- Reino Selvagem - um pouco de humor nessa minha seleção. Aprenda a fazer comedouros para passarinho, churrasco em roda de carro e a aplicar Contact na geladeira velha. Guia de sobrevivência “básico” de um figura ímpar, Emerson von Lehman.

O pug e a cadeira Eames

Pug On Mini Eames Chair Pug On Mini Eames Chair

O design tem seus marcos e essa cadeirinha para descansar ao lado é um deles. Em 1956, depois de anos de pesquisa, Charles e Ray Eames lançaram a “Lounge Chair”, construída a partir de três “conchas” de madeira. Leia mais.

Quanto à foto, ao publicá-la entro em uma espécie de corrente da fortuna que só o mundo digital permite: primeiro, ela apareceu no Flickr da Jennifer Kelly, mas ela não sabe de quem é, diz que “achou online”. Depois, uma outra pessoa, Marv, postou a foto em seu blog. Eu, por minha vez, vi no Ping-Mag. Ela não é Creative Commons e tal, mas depois de tanto rodar o mundo e ter sido visa mais de 12 mil vezes no Flickr, eu topo reproduzi-la aqui, mesmo sem saber autor, porque é muito bonitinha.

Loja colaborativa: começo de novas marcas

A Endossa pode ser um bom jeito de começar. A loja, aberta há pouco mais de um mês na rua Augusta, 1.360, em São Paulo, aluga espaço em suas prateleiras e site para quem quiser mostrar produtos ou idéias. É um bazar com endereço fixo (em um lugar muito simpático, a Augusta para o lado do centro), que mantém uma comunidade on-line.

Conversei com um dos criadores do projeto, o publicitário Gustavo Ferriolli, 24 anos. Para o Gustavo, que trabalhava em uma grande empresa, a Endossa representa um jeito diferente de seguir a vida profissional depois de concluir a faculdade, ao lado de amigos, os sócios Rafael Pato e Carlos Margarido, e de um coletivo de jovens criadores e jovens marcas.

“Qualquer um pode ser um mini-micro-empreendedor”, anunciam eles. “A Endossa é uma comunidade para empreender idéias, construída por quem vende e por quem compra”, definem. Os meninos chamam o projeto de loja colaborativa porque os freqüentadores decidem quem permanece ou não nas vitrines. Se os produtos encalharem, gongo neles: não será renovado o aluguel da prateleira, da caixa, da arara. “Cada compra é um endosso e os consumidores decidem quais marcas permanecem na loja.”

Gostei de umas caixas de papel (não lembro a marca), dos toys da Homem Bala e de uns brincos com rodelinhas de plástico estampado com histórias em quadrinhos que a mineira Bárbara Magalhães fez. Quer dizer, para mim, eles são um pouco grandes. Mas essa história de brinco de gibi é muito boa.

Tudo certo. Acho ótimo experimentar jeitos diferentes de começar!

Para turistas de fora e de São Paulo

Wizard Street, Vila Madalena Wizard Street, Vila Madalena

Neste sábado e domingo, dias 5 e 6, o melhor passeio para turistas e recém-chegados é unir-se ao povo sabido que é de São Paulo na expedição Vila Madalena.

Durante dois dias, nos quais os artistas abrem seus ateliês para o público, o evento Arte na Vila enche as ruas do bairro com uma mistura de feira pop, quermesse e festa. Bater pernas é um ótimo jeito de se perder.

Você pode parar a qualquer momento em um barzinho, restaurante, café ou praça. Jogar conversa fora em bazar de estilista jovem e ficar sem conhecer um oitavo do que está na programação. É completamente válido. Nada de espírito de maratona, não combina com nada.

Horário: Das 10h às 19h.
Transporte gratuito a partir da estação Vila Madalena do Metrô.

Feio e gostoso, linda e disfuncional

Feio e gostoso/Ugly and delicious Feio e gostoso/Ugly and delicious

Sinto-me como aquele dinossauro rosa chamado Barney quando olho para os pés. Não é à toa que o logo do Croc é uma pata de dinossauro.

Durante vários meses observei os pés das crianças: elas adoram, não tiram do pé. Percebi que as meninas enfeitam os Crocs com botões de bichinhos quando o vendendor tentou me empurrar um par. “Se as crianças gostam”, pensei, “deve ser confortável”.

Os meses se passaram, precisei de um novo chinelo, tranquei o senso estético no porão e experimentei um. Que cor? Esse prata pareceu coisa de astronauta, mellhor do que o pé do Barney. Descobri que, além de medonho, ele é muito gostoso. As crianças deram a dica.

Aproveitei e despachei um par de havaianas sem ergonomia e sem cabimento. Lindas e totalmente disfuncionais:

havaiana rosa

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