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Cyberbeduínos e outros links legais

1- Uso do Twitter Intermediário Avançado Módulo 1

Como ainda não criaram o rehab para twitteiros compulsivos, eu evito a ferramenta e uso em doses bem comedidas. Não testei nada desses aplicativos que indico. Mas como este é o momento Twitter do Jornalismo, vale a intenção educativa. Até o Roda Viva já usa twitteiros convidados para oferecer a seu público uma versão em 140 caracteres das entrevistas. É uma forma de rejuvenescer o formato cadeira giratória e jornalistas que querem aparecer mais do que o entrevistado.

2- As cores e sua personalidade

Tese de Maria Claudia Cortes em Computer Graphics Design no Rochester Institute of Technology, 2003.

(Esse e os outros próximos dois links foram pescados pelo Renato Targa. Essa apresentação da personalidade das cores é uma graça! A Daniela Ramos também gostou da indicação do Rê e a mencionou em seu blog novo)

3- A comunicação sem fios está modificando totalmente a forma como as pessoas trabalham, vivem, amam e se relacionam com o ambiente e entre si . (”Wireless communication is changing the way people work, live, love and relate to places-and each other”)

Esse artigo da Economist fala em beduínos digitais. São pessoas que podem viver sem endereço fixo de trabalho, de forma nômade, graças ao acesso à internet. Eles podem falar com amigos e a família em um café com wifi enquanto trabalham em seus notebooks. Eles se conectam via celular - iPhones, Blackberries - e escrevem até livros com eles (5 entre 10 romances best sellers do Japão do ano passado foram escritos em celulares).

Segundo o artigo, houve uma fase em que só existiam astronautas. Precisavam levar tudo porque o ambiente não fornecia nada. Carregavam também uma pilha de papéis caso todas as traquitanas eletrônicas falhassem. Depois, houve a fase do caramujo ermitão (na qual hoje ainda me encontro), que leva menos fios e cabos, mas leva uma casinha nas costas.

A evolução do caramujo é o beduíno, que não carrega água porque sabe onde estão os oásis. Com seu smartphone ou iPhone, o cyberbeduíno anda leve e feliz pelo mundo.

4- As tecnologias mais perturbadoras

A web semântica é a número 10. Computadores não conseguem interpretar a informação a partir de um contexto. Para criar inteligência artificial, as pessoas procuram deixar os metadados menos dúbios. Gartner prevê que somente em 2026 haverá uma transição do hipertexto semântico, que é fruto dessas tentativas, para um ambiente verdadeiramente semântico (leia-se, em que as máquinas possam “raciocinar”.)

5- Reino Selvagem - um pouco de humor nessa minha seleção. Aprenda a fazer comedouros para passarinho, churrasco em roda de carro e a aplicar Contact na geladeira velha. Guia de sobrevivência “básico” de um figura ímpar, Emerson von Lehman.

O pug e a cadeira Eames

Pug On Mini Eames Chair Pug On Mini Eames Chair

O design tem seus marcos e essa cadeirinha para descansar ao lado é um deles. Em 1956, depois de anos de pesquisa, Charles e Ray Eames lançaram a “Lounge Chair”, construída a partir de três “conchas” de madeira. Leia mais.

Quanto à foto, ao publicá-la entro em uma espécie de corrente da fortuna que só o mundo digital permite: primeiro, ela apareceu no Flickr da Jennifer Kelly, mas ela não sabe de quem é, diz que “achou online”. Depois, uma outra pessoa, Marv, postou a foto em seu blog. Eu, por minha vez, vi no Ping-Mag. Ela não é Creative Commons e tal, mas depois de tanto rodar o mundo e ter sido visa mais de 12 mil vezes no Flickr, eu topo reproduzi-la aqui, mesmo sem saber autor, porque é muito bonitinha.

Loja colaborativa: começo de novas marcas

A Endossa pode ser um bom jeito de começar. A loja, aberta há pouco mais de um mês na rua Augusta, 1.360, em São Paulo, aluga espaço em suas prateleiras e site para quem quiser mostrar produtos ou idéias. É um bazar com endereço fixo (em um lugar muito simpático, a Augusta para o lado do centro), que mantém uma comunidade on-line.

Conversei com um dos criadores do projeto, o publicitário Gustavo Ferriolli, 24 anos. Para o Gustavo, que trabalhava em uma grande empresa, a Endossa representa um jeito diferente de seguir a vida profissional depois de concluir a faculdade, ao lado de amigos, os sócios Rafael Pato e Carlos Margarido, e de um coletivo de jovens criadores e jovens marcas.

“Qualquer um pode ser um mini-micro-empreendedor”, anunciam eles. “A Endossa é uma comunidade para empreender idéias, construída por quem vende e por quem compra”, definem. Os meninos chamam o projeto de loja colaborativa porque os freqüentadores decidem quem permanece ou não nas vitrines. Se os produtos encalharem, gongo neles: não será renovado o aluguel da prateleira, da caixa, da arara. “Cada compra é um endosso e os consumidores decidem quais marcas permanecem na loja.”

Gostei de umas caixas de papel (não lembro a marca), dos toys da Homem Bala e de uns brincos com rodelinhas de plástico estampado com histórias em quadrinhos que a mineira Bárbara Magalhães fez. Quer dizer, para mim, eles são um pouco grandes. Mas essa história de brinco de gibi é muito boa.

Tudo certo. Acho ótimo experimentar jeitos diferentes de começar!

Para turistas de fora e de São Paulo

Wizard Street, Vila Madalena Wizard Street, Vila Madalena

Neste sábado e domingo, dias 5 e 6, o melhor passeio para turistas e recém-chegados é unir-se ao povo sabido que é de São Paulo na expedição Vila Madalena.

Durante dois dias, nos quais os artistas abrem seus ateliês para o público, o evento Arte na Vila enche as ruas do bairro com uma mistura de feira pop, quermesse e festa. Bater pernas é um ótimo jeito de se perder.

Você pode parar a qualquer momento em um barzinho, restaurante, café ou praça. Jogar conversa fora em bazar de estilista jovem e ficar sem conhecer um oitavo do que está na programação. É completamente válido. Nada de espírito de maratona, não combina com nada.

Horário: Das 10h às 19h.
Transporte gratuito a partir da estação Vila Madalena do Metrô.

Feio e gostoso, linda e disfuncional

Feio e gostoso/Ugly and delicious Feio e gostoso/Ugly and delicious

Sinto-me como aquele dinossauro rosa chamado Barney quando olho para os pés. Não é à toa que o logo do Croc é uma pata de dinossauro.

Durante vários meses observei os pés das crianças: elas adoram, não tiram do pé. Percebi que as meninas enfeitam os Crocs com botões de bichinhos quando o vendendor tentou me empurrar um par. “Se as crianças gostam”, pensei, “deve ser confortável”.

Os meses se passaram, precisei de um novo chinelo, tranquei o senso estético no porão e experimentei um. Que cor? Esse prata pareceu coisa de astronauta, mellhor do que o pé do Barney. Descobri que, além de medonho, ele é muito gostoso. As crianças deram a dica.

Aproveitei e despachei um par de havaianas sem ergonomia e sem cabimento. Lindas e totalmente disfuncionais:

havaiana rosa

Meu blog vestiu roupa nova e saiu por aí

Um rabicho, um capricho Um rabicho, um capricho

Esta semana meu blog vestiu roupa nova e saiu por aí.

O layout é do designer Fabio Sasseron, que soube traduzir meus desejos como nem eu mesma faria. Foi ele quem escolheu como tema essa foto da flor, que tirei logo pela manhã, quando a luz é cheia de matizes. Florescer é sempre uma escolha inspirada. Valeu Sassê!

Do layout, passamos para a programação e para o código em php, para o mundo Wordpress, uma missão de relojoeiro-ninja que o Renato Targa desempenhou com total elegância.

Os fóruns de discussão do Wordpress receberam perguntas e contribuições do Renato durante os meses em que pensamos a nova arquitetura de informação. Os prazos estouraram, mas quem nasce sabendo de plug-in bilíngüe para o Wordpress, não é mesmo? Obrigada Rê, ficou lindo!

Nos próximos dias classificarei os posts antigos com tags, um recurso que o Wordpress passou a oferecer quando meu blog já tinha um bom tempo de vida. Com isso, o RSS pode causar alguma confusão, ao entender que são atualizações. Se você receber no agregador conteúdo já publicado, olá! Sou eu mexendo nos fiozinhos da “cozinha”.

Já comecei a publicar algumas páginas em inglês, apesar de possíveis “vexames do ingrêis”. Pago esse pato porque acho que o inglês abre uma outra janela. São tantas pessoas com quem poderei conversar, superada essa barreira de língua.

Dizem que internet é um avião que se constrói durante o vôo. Perfeito. Vesti roupa nova e voei por aí.

Bad hair day, o dia do cabelo ruim

o magro o magro

Foto que tirei no Estúdio Manus. Associar o Magro (Stan Laurel) da foto a um “dia de cabelo ruim” é por minha conta.

“Tentamos trazer em nosso desenho lembranças de algum passado e referências do imaginário coletivo, que se manifestam não apenas nas peças utilitárias como também nos objetos que denominamos Inutilitários, de caráter algo lúdico e de certa forma negando o desenho dito industrial”, dizem os artistas Caio de Medeiros e Daniela Scorza.

Eles têm blog também. Um dos primeiros posts fala de um piquenique em um dia de chuva na praia da Juréia.

Há anos acompanho as criações do Estúdio Manus pela vitrine de seu ateliê, na rua Girassol, que foi também minha rua por 16 anos. Elas são inusitadas, criativas, tudo de bom.
pinguins

Novas peças

Veja as criações mais recentes, como o prato com perninha, no set do Flickr.

Sugestões sobre design brasileiro

Recebi hoje à tarde um e-mail de Charlie Smith, um visitante norte-americano do blog que tem uma loja de móveis nos Estados Unidos. Em português, ele me escreveu para pedir dicas sobre fábricas de móveis no Brasil, e o fez muito bem, fora uns errinhos de ortografia. Ele vem ao país em março. Diz que viu meu blog “sobre design” e que gostaria de sugestões. No entanto, meu blog não é sobre design. Mas…

Ter um blog é interessante. Se você abre uma janela para o mundo, o mundo entra por ela. Aceito o desafio. Embora eu curta design contemporâneo, estou longe de ser expert sobre a indústria de móveis. Não sei quem tem os melhores preços, em quem se pode confiar, quem é ético, quem está preocupado com a preservação do planeta. São coisas que fazem a diferença quando se dá dicas sobre o assunto em um país que exporta móveis e madeiras raras.

cadeiracortada

Minhas sugestões:

1- Vá para o Sul: Rio Grande do Sul State concentra a maioria das fábricas de móveis.

2- Dê uma olhada nos eventos: A indústria brasileira promove um sem número de feiras, congressos, prêmios, mostras. Encontrei uma agenda de eventos na Design Brasil.

3- Preços: Charlie pediu dicas de empresas pequenas e médias, provavelmente por causa dos preços e da exclusividade. Eu lamento pelos preços. Infelizmente, a maioria dos bons móveis não cabem em meu orçamento. Eu diria que 99% não cabem.

4- Marcenaria Baraúna: Adoro o encontro da tradição brasileira com o minimalismo e uma levada contemporânea de Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci. Recomendo o “banquinho caipira” criado por eles e à venda na Marcenaria Baraúna: www.barauna.com.br

5- Fernando Jaeger: www.fernandojaeger.com.br Fernando Jaegger, além de ótimo designer e já reconhecido, ainda mantém os preços em níveis sensatos. Gosto de seus sofás e cadeiras.

6- Ecologia: Enquanto a Amazônia diminui, cai bem a idéia de usar madeira certificada. Maurício Azeredo www.mauricioazeredo.com.br foi um designer que descobri ao pesquisar links para Charlie. Ele recicla madeira e usa material de demolição em alguns projetos.

7- Caro e bacana: Etel Carmona www.etelinteriores.com.br

8- Para crianças: Freso

9- Longe do convencional: Marcelo Rosenbaum: www.rosenbaum.com.br

10 - Sofisticado:Orro & Christensen (só madeira certificada): www.ocdesign.com.br e Pedro Useche: www.useche.com.br

11- Outras sugestões : Arcoweb (um bom endereço na web sobre arquitetura e design) arcoweb.com.br/design

12- Um site: Design Brasil - www.designbrasil.org.br

Depois da viagem, adoraria saber o que o Charlie encontrou no Brasil.

PS: Fiz uma versão English do post. Em breve o site terá um cantinho apropriado para texto em ingrêis. Enquanto isso, ficamos assim: Links about Brazilian Designers

Links about Brazilian designers

This afternoon I received an e-mail from Charlie Smith, an American visitor of my blog that has a furniture store in the USA. He wrote in Portuguese, in which he was very well succeeded, apart from some misspellings, to ask for tips about Brazilian furniture producers. He will come to Brazil in a few weeks and he would like me to give him suggestions. He thought my blog focused on design, and it does not. But… Having a blog is interesting. If you open a window to the world, the world comes in. I will try to help my visitor.

Mr. Smith, I feel challenged and I accept your question. Though I am a great enthusiast of the contemporary design, I am far from being an expert on the Brazilian furniture market. I don’t know who has the best prices, who can be trusted, who cares for ethics, who is concerned about the preservation of the planet. These are things that make the difference when you give tips about this subject in a country that exports wood and furniture made of rare species.

cadeira combananas

My suggestions on Brazilian design

1- Go South: Rio Grande do Sul State concentrates most of the furniture industry.

2- Check the events: Brazilian industry promotes a lot of fairs, congresses, exhibitions. It debates strategies for the trade. I found an agenda at the Design Brasil website.

3- Prices: I myself feel very sorry for the high prices. Unfortunately most of the best works do not fit in my budget. Almost 99%, I must say.

4- Marcenaria Baraúna: I love when Brazilian traditions mix with minimalism and a contemporary approach. I admire Marcelo Ferraz and Francisco Fanucci for this. You can find the “caipira bench” (banquinho caipira) created by them at the Marcenaria Baraúna: www.barauna.com.br

5- Fernando Jaeger: www.fernandojaeger.com.br Besides being good and famous, his prices are still OK. I love Fernado Jaeger sofas and chairs.

6- Ecology: Amazon Forest is disappearing and I like the idea of furniture made of certified wood. I found Maurício Azeredo while goggling Brazilian designers: www.mauricioazeredo.com.br and I like his style. He recycles. He works with used and demolition wood in his projects.

7- Expensive and cool: Etel Carmona (in English): www.etelinteriores.com.br

8- For kids: Freso

9- Unconventional: Marcelo Rosenbaum: www.rosenbaum.com.br

10 - Sophisticated:Orro & Christensen (only certified wood, in English): www.ocdesign.com.br and Pedro Useche: www.useche.com.br

11- Other suggestions: Brazilian designers reviewed by Arcoweb (a very good on-line magazine about Architecture & Design): arcoweb.com.br/design

12- A website: Design Brasil (in English) - www.designbrasil.org.br

After his trip, I would love to hear from Charlie Smith what he found in Brazil.

Links curiosos e as pistas das tags

Arrumada/Neat Arrumada/Neat

Nos últimos dias, trabalhei em projetos tão diversos quanto os links que colecionei.

Tag, a etiqueta com que classificamos o conteúdo na internet, é também um traço, uma pista. Sherlock acharia tudo ridiculamente fácil. Elementar, diria a Watson.

Cito algumas tags-pistas do que andei lendo, xeretando, pesquisando ou clicando para logo mais desprezar. Tag não quer dizer fidelidade, quer dizer visita, nem que seja breve.

O primeiro mês do ano. Elementar, meu caro Watson:

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