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O que é RSS, entendi mas não tenho certeza

Meu amigo Sergio Moraes, professor doutor de arquitetura, urbanista, surfista, maluco por mountain bike e fotografia, pai de um menininho fofo, descolado morador de Balneário Camboriú (???!!!), colocou um blog no ar e enviou dúvidas por e-mail. Serginho, respondo por aqui, quem sabe a resposta serve para outras pessoas também.

rss

Dúvida 1- “O tal link RSS…..entendi o que é, mas não tenho muita certeza. De qualquer modo, parece que é por ali que as pessoas assinam o seu blog. Não sei muito como fazer. Será que no seu web livro “conquistando a rede” tem alguma dica? onde exatamente?”

Resposta 1: O RSS é o motoboy que entrega a pizza. Essa explicação é do Diego Franco, que faz o podcast musical Baixaria, bem bacana. Ouço o programa 43 enquanto escrevo, por sinal (Bezerra da Silva é assim anárquico o tempo todo?).

É isso aí, Sérgio, o internauta assina seu blog por meio do RSS e para fazer isso ele usa um agregador. O serviço de agregador que eu uso é o Bloglines, mas até o seu browser (Firefox? Windows Vista?) tem um agregador, você tem muitas opções de serviço a escolher. O leitor de seu blog clica no quadradinho laranja onde está escrito RSS (ou atom) e o agregador que ele usa passa a fazer o download dos posts quando você atualizar o seu blog. Isso ajuda você a acompanhar os blogs que interessam e desta forma você não precisa visitar uma centena de sites diariamente, perderia muito tempo com isso.

Você encontra mais detalhes no Conquiste a Rede, sim. No livro Podcast tem alguma coisa:

“O RSS é um tipo de arquivo que segue os padrões de um formato ainda mais genérico, o XML, e traz uma lista de endereços de arquivos na internet, ou seja, links para estes arquivos, e algumas informações relacionadas a eles. Os arquivos podem ser de vários tipos: fotos, vídeos, áudios, textos, entre outras coisas.

O RSS é também conhecido como “feed”, que em inglês significa alimentar e nutrir. Podemos dizer que ele nutre o computador do assinante. Há feeds em podcasts, blogs, flogs, vlogs e noticiários.”

(Confesso que é enrolado para caramba explicar o que é RSS. Diego surgiu com o motoboy e a pizza para me socorrer, quando eu tentava explicar como funciona o RSS em uma oficina sobre blogs. E é bom entender como funciona, claro.)

Dúvida 2-Onde está hospedado o seu blog? É pago? Não sei dizer se este que coloquei o meu – wordpress.com – tem bons recursos de blogagem…….será ?”

Resposta 2- Sérgio, eu tenho um serviço de hospedagem pago, sim, mas você não precisa disso. Eu tenho um site que inclui um blog e o WordPress só permite que eu administre o blog. Fora isso, aqui em casa hospedamos outros endereços no servidor, temos vários sites, daí a necessidade do servidor próprio (casa de nerd, sabe como é).

WordPress é a ferramenta para blog que recomendo. Você acertou na mosca. WordPress é open source, ou seja, tem um monte de gente corrigindo bugs e aperfeiçoando os recursos que ele oferece. É sofisticado, tem uma enorme variedade de templates (forminhas para as páginas). Tem os famosos plug-ins que trazem mil funcionalidades.

Uma coisinha- Atenção, meu amigo: a página de About, que serve para apresentar o dono do blog, está configurada como sua home page. É isso mesmo o que você queria? A home costuma ficar com os posts, os textos. Mas parece que foi uma opção para você oferecer os textos em categorias diferentes (arquitetura, board’s sports, mobilidade urbana etc). Como é que é isso?

Beijos e altos vôos para o seu blog.

Teia 2007

Luz e muito papo Luz e muito papo

Mais de cem pessoas participaram durante dois dias de uma oficina na Funarte de Belo Horizonte que preparou uma cobertura nos moldes colaborativos da Teia 2007, um grande encontro dos pontos de cultura que acontece esta semana, de 7 a 11 de novembro.

O tema da oficina foi “jornalismo cultural independente”. Cada uma das três palavras foi desconstruída e conceituada. Independente de quê? Jornalismo ou conteúdo? Cultura ou culturas? Etc e etc. A metodologia dos Papagallis foi de cafés à desconferência, passando por ciranda e o improviso geral.

Exausta e com a lembrança de um calor absurdo, acabo de voltar desse laboratório de técnicas e idéias com a percepção de que foi uma experiência e tanto. Falo mais depois.

A cobertura de todo o evento está na Rede 100 canais.

Veja as fotos.

Acre e jornalismo colaborativo

Anel/Ring Anel/Ring

Tocantins, Acre, Roraima, Rondônia não ficam mais longe do centro.

Pela pesquisa de blogs do Google cheguei hoje ao programa de um Curso de Informação Interativa oferecido no Acre. Não consegui saber se é um curso universitário, se é uma atividade de algum centro cultural. Sei que é no Acre porque está escrito Usina de Olhares – O Acre na cabeça e uma câmera na mão.

O roteiro proposto é bem interessante.

OBS: Tirei essa foto em Brotas  e gosto desse horizonte aberto.

Sucesso nesse começo de conversa sobre blog

Ana no Corredor Literário

A tarde blogueira no Corredor Literário da Paulista foi sensacional (veja todas as fotos do Renato Targa). Jovens, senhores, senhoras, brasileiros, estrangeiros, blogueiros, estudantes de jornalismo, curiosos e amigos revezaram-se durante quase cinco horas no mezzanino da Caixa Cultural, no Conjunto Nacional, para ouvir falar sobre o que é que o blog tem.

Abri a tarde quente intimidada pelo direito ao microfone. Com o auxílio luxuoso do ar-condicionado e de uma água com gás, falei rapidinho, uns 15 minutos, sobre como os blogs transformaram o cenário da comunicação e permitiram a conversa de um para um, um para muitos e muitos para muitos.

Workshop blogs

Depois relaxei e me senti em casa, pois a conversa revelou-se interessantíssima. O público se mostrou ávido por informação, criativo, divertido, inteligente e generoso. Preciso mesmo de todos esses adjetivos. Havia ali advogados, médicos, arquitetos, psicólogos, músicos, engenheiros, artistas plásticos, programadores, adolescentes, vovôs. Foi um privilégio ter interlocutores tão simpáticos.

Respondi durante uma hora a perguntas variadas. Sobre quanto tempo gasto no blog, direitos autorais, Ad Sense, blogs corporativos, credibilidade, ferramentas, sucesso, audiência, controle, medos. Blogs têm vírus? Por essa eu não esperava. Blogs são escritos naquele internetês? Blog serve para o quê? Já existe uma saturação? A uma certa altura notei que muitas perguntas vamos responder aos poucos, durante os próximos anos…

Diego Franco

Em seguida, Diego Franco, do Baixaria e Banana Mecânica, fez uma apresentação brilhante sobre podcasts e repetiu várias vezes o recado: “Esqueça o modelo da rádio convencional, não copie aquela locução metralhadora, as pessoas querem ouvir o que você tem a dizer.” Fez todo mundo rir quando disse que o pessoal do software livre parece ser de um convento: “É todo mundo santo, todo mundo quer ajudar.”

Lucia Freitas

Conforme a tarde escorria, o público se renovou. Algumas das questões voltaram quando a Lúcia Freitas assumiu a coordenação da conversa. Direitos autorais. O que é RSS. Qual ferramenta usar. Aprendi com todo mundo ali, tivemos uma tarde inspirada, com gente interessante e interessada.

Alexandre Fugita, do Tech-Bits e Renato Targa (eleito fotógrafo oficial do evento) cobriram o workshop ao vivo pelo Twitter. Em bando barulhento, tomamos ainda sucos no Viena. Nada de chopp. Sucocamp. Helder, do Eu Crio, Wendely, Alex Anunciato, Regina Favre e Marco Gomes, do Boo Box, misturados nas risadas. Pena que o Jeff Paiva sentiu-se mal e não falou sobre os blogs corporativos. Perdeu.

Inscrições abertas para oficina de jornalismo

Participo nos dias 3 e 4 de uma oficina de jornalismo colaborativo e estou curiosa para saber como será esse grande laboratório, já que não existe nenhuma fórmula mágica para a prática do jornalismo (as faculdades de comunicação estão aí para confirmar, hohoho).

As inscrições estão abertas. O espírito da oficina:

“Convocados junto aos Pontos de Cultura, movimentos sociais, notadamente os comunicadores populares, movimento estudantil, imprensa, estudantes, professores e profissionais de jornalismo, os oficineiros serão motivados por dois dias de debates e dinâmicas que lhes propiciarão realizar uma cobertura com reportagem compartilhada, escrita e em audiovisual, em plataforma pública, com aplicação de software livre, conteúdos disponibilizados sob licença flexível para permitir novas propostas de compartilhamento no conceito de web 2.0. ”

Workshop de blogs no Corredor Literário é nesta sexta

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Em tempo: é às 14h de amanhã, 12 de outubro, sexta-feira, dia de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças, minha participação no workshop sobre blogs no Corredor Literário da Paulista. É grátis, aberto a todos, apareça.

O papo será na Caixa Cultural, no mezzanino. A galeria fica no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, bem em frente ao quiosque do Viena e do restaurante Súbito.

Pleno verão blogueiro. Começo o papo às 14 horas. Espero você lá.

Blog: algumas perguntas

Blog Blog

Dia 12 de outubro, esta sexta-feira, feriadão, calor, 14h, tem workshop sobre blogs no Conjunto Nacional. É aberto, é gratuito, é começo da tarde, espero que você apareça para um bate-papo.

Não pensei em aulinha técnica básica, é muito chatonildo isso. Vou falar sobre alguns dos conceitos básicos relacionados a esse universo. Por isso, sua contribuição será bem-vinda.

O encontro é no Espaço Cultural Caixa Econômica, no Conjunto Nacional e faz parte do Corredor Literário na Paulista. Apareça, aproveite o feriado para um bom papo.

Decidi começar pelas perguntas importantes.

Não penseVou falar da revolução na comunicação criada pelas ferramentas de publicação na web, que transformaram o receptor passivo da mensagem em produtor de conteúdo. Propus seguir o itinerário proposta pelo livro “Blog”, que faz parte da coleção “Conquiste a Rede“, dando uma panorâmica desse universo.

4 passos

Blogs no Corredor Literário da Paulista

logo-corredor.gifParticipo no dia 12 de outubro, sábado sexta, de um workshop sobre blogs no Espaço Cultural Caixa Econômica, no Conjunto Nacional. O workshop é parte do Corredor Literário na Paulista, evento que se estende de 1 a 14 de outubro. Confira a programação.

Dividiremos a tarde blogueira eu, Jeff Paiva, Diego Franco e Lúcia Freitas. Ladybug, inclusive, já começou a agitar. Spyer, que fez o convite a todos, será padrinho de casamento e não acompanhará o encontro, que promete passar por ângulos variados da blogosfera.

Na horinha em que coordeno o debate, propus seguir o itinerário do livro “Blog”, que faz parte da coleção “Conquiste a Rede“, dando uma panorâmica desse universo. Pensei em falar um pouco sobre todos os ingredientes que entram nessa receita poderosa de comunicação. Aí, vai, então, o roteiro do encontro:

1. Beabá do “mundo blog” – 14h
Ana Carmen Foschini

* Blog, que bicho é esse?
* Um universo em expansão
* O último é o primeiro
* O que publicar
* Direitos autorais, são seus
* O que não publicar
* Fazer fácil
* Como saber se sou lido
* E se eu quiser mais audiência?
* E ainda ganhar por isso?

2. Blogs corporativos e profissionais – 15h
Jeff Paiva

3. Como fazer um podcast (audio-blog) – 16h
Diego Franco (Baixaria Podcast)

* introdução ao sistema de podcasts
* gravação e edição básica de áudio em computadores pessoais
* publicação e manutenção do material gravado

4. Tudo o que você quer saber sobre blogs e não tem pra quem perguntar – 17h
Lucia Freitas (Ladybug Brasil )

* Um panorama dos blogs
* Ferramentas: grupos de discussão, redes sociais, agregadores de feeds
* Mundos possíveis: blogs que pensam, blogs que ganham, blogs lidos
* Virtual x real: isso existe?
* Blogs como ferramenta de aprendizagem/ensino
* Redes de blogs: Verbeats, Tipos, Interney

As idéias de Conquiste a Rede na universidade

A coleção “Conquiste a Rede” comemora um ano de lançamento nesses dias. Nesse ano, ela teve uma intensa vida nas universidades, onde ela foi lida, citada e comentada. “Conquiste a Rede” virou lição de casa de muita gente: leia o livro, faça um blog, publique uma resenha, seja avaliado por esse aprendizado.

Pelo Technorati, acompanhei os posts escritos sob encomenda dos professores. Talentosos muitos, engraçados aqueles em que se encontra o tom de dever de casa que só um aluno com pressa consegue perpetuar. Lição de casa é lição de casa até na blogosfera…

Houve outro movimento bastante interessante em monografias acadêmicas. Aproveito o aniversário do lançamento dos livros para falar da monografia de mestrado de Rafael Savi, da Universidade Federal de Santa Catarina. Ele apresentou no primeiro semestre a dissertação “Utilização de ferramentas interativas em Jornalismo Participativo: uma análise de casos de blogs, wikis, fóruns e podcasts em meados da primeira década do século XXI”.

O autor colocou a tese para download, sob licença Creative Commons, muito bacana, podemos todos lê-la – eu nunca entendi por que a produção acadêmica mais fresquinha fica guardada em papel nas bibliotecas das universidades. Difícil esse acesso. Ninguém sabe o que foi pesquisado, o que foi escrito recentemente, quais são as novas idéias. Todas as teses deveriam estar disponíveis para download.

E é possível ler também na coluna de Alexandre Gonçalves, a Coluna Extra, a entrevista com Savi.

Blog etc

blog etc blog etc

Discordo. Daqui a uns 50 anos ainda não teremos entendido tudo isso. Muito “Conquiste a Rede” esse pedaço de parede da exposição “Mundo Livro”, que está no Sesc Pompéia (São Paulo). Recomendo.

Pelo Technorati, soube que aquilo que chamo de livro, uma aluna da Universidade Anhembi Morumbi chama de “apostila”.

Ela escreveu um post depois de ler um dos “livros” de Conquiste a Rede. Sempre fico contente quando sei que alguém leu e experimentou – mesmo que seja para ganhar nota na escola. Sinto que ensinei a pescar. Se é e-book, livro, apostila ou o quê, não importa. Mas apostila me lembra dos tempos de cursinho, ô tempinho de transição.

Comentários:
1-heheheh
2-auhayuhauh
3-blz

Onda do jornalismo colaborativo

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Rodrigo, do Estadão, conversou comigo por telefone durante a cobertura do acidente com o Võo 3054 da TAM. Não li o resultado da entrevista, mas achei interessante contar um pouco sobre a conversa.

Esse será um marco para o jornalismo cidadão no Brasil?

É um marco porque ninguém vai esquecer o que estava fazendo naquele dia, às 19h. Fora isso, é um momento que dá visibilidade ao jornalismo colaborativo, um fenômeno que já acontecia muito antes do acidente.

Ou seja: o trauma não inspira ninguém a sair e blogar. Quer dizer, ele até motiva as pessoas a se expressarem, mas não foi por causa do acidente que o jornalismo cidadão se expandiu, como perguntou o repórter. O acidente deu visibilidade à produção amadora. Os grandes meios abriram espaço para o jornalismo feito por gente que vive de outra coisa além de fazer notícia.

O momento traz uma das grandes virtudes do jornalismo colaborativo, que é a contribuição de pessoas que estavam no lugar certo e na hora certa. Nisso a contribuição dos que não são jornalistas profissionais é imbatível.

Há uma onda do jornalismo colaborativo?

Há. Ele cresce cada vez mais no Brasil. Eu acho que os brasileiros têm afinidade com esse tipo de coisa. Eles gostam de passar horas na web, eles adoram interação e comunidades.

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