Vi algumas das animações vencedoras da 18ª edição do festival Anima Mundi em São Paulo. Madagascar, carnet de voyage, de Bastien Dubois, prêmio da direção do festival, arrasou, como você pode ver por essa palhinha aqui:
Saí da toca (literalmente e também aqui no blog) por um bom motivo.
A Universidade de Buenos Aires (UBA) foi convidada a mostrar a produção dos alunos e a debater o ensino acadêmico de animação. Marlene Nascimento, brasileira responsável pela cátedra de animação na UBA (que pertence à faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design, enquanto na USP, por exemplo, isso é assunto de Audiovisual na Faculdade de Comunicações e Artes), aproveitou para visitar o Brasil.
Por meio dela, fiquei sabendo que o Brasil experimenta uma espécie de frenesi na área. Falta até mão de obra. Há projetos em 3D. A indústria mantém o mercado aquecido. Canais de TV a cabo encomendam projetos e também compram séries prontas. “Cecilinha”, “Amigãozão”, “Peixonauta” são nomes que estão ou estarão na boca da criançada.
Um dos organizadores do festival, durante a entrega de prêmios, confirmou – “Enquanto os animadores passam por dificuldades fora do Brasil, aqui estamos em um momento de expansão”. Quem diria, quem diria. Marlene verbalizou nossa surpresa: ” E pensar que esse festival nasceu porque um dia umas pessoas de repente disseram: Vamos fazer um festival de animação?”
Gostei muito de outro filme que vi, “Pombinha Branca”. Terceiro lugar tanto na categoria de melhor filme de estudante quanto na categoria de melhor curta brasileiro, a animação dirigida por Fernando Augusto Dias da Silva só foi exibida depois de aplausos e uivos da platéia que esteve nesta noite de domingo, dia 1º, no Memorial da América Latina.
Uma surpreendente população de interessados em desenhos animados. Ouvi dos organizadores que 110 mil pessoas passaram pelo festival e que somente no sábado o público foi de 11 mil.
É febre ou não é febre?








