Cibercultura | anacarmen.com

Arquivo da categoria: cibercultura

Mobilidade em um mundo conectado

Sinapse urbana Sinapse urbana

The Global Information Technology Report 2008–2009, Mobility in a Networked World

Encontrei esse estudo gordão sobre tecnologia, datado 2008-2009, cheio de dados compilados pelo Fórum Econômico Mundial. É bom para quem cansou de ler Mônica e Cebolinha. Por exemplo.

Post pago, mostra a sua cara

“Post pago/mostra sua cara/quero ver quem paga/para a gente ficar assim/Blogueiro, qual é o seu negócio?/O nome do seu sócio?”

Claro que Cazuza nem sonhava/tinha pesadelos com posts pagos e blogueiros preocupados com a monetização de seus textos quando escreveu a letra de “Brasil”. Cantarolei essa versão ao saber que a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos definiu diretrizes para a responsabilidade civil sobre o post pago: blogueiro que receber para divulgar um produto terá de explicitar que o fez.

O jabá tornou-se ilícito, veja só. Presentinho, jantar, viagem, pagamento, qualquer retribuição em troca de divulgação ou promoção deve ser anunciada para o leitor.

“A partir de dezembro, blogueiros, tuiteiros e marqueteiros on-line dos Estados Unidos terão que contar aos consumidores quando forem pagos ou receberem presentes e outros brindes para escrever resenhas positivas ou posts promocionais”, explica a Folha Online.

Quem descumprir a determinação, pagará multa de US$ 11 mil: “Violating the rules, which take effect December 1, could bring fines up to $11,000 per violation. Bloggers or advertisers also could face injunctions and be ordered to reimburse consumers for financial losses stemming from inappropriate product reviews.”

Achei muito saudável. São boas novas. Vamos nessa, Brasil?

Download do livro Cultura digital

Câmera digital Câmera digital

Cheguei, achei a caixa postal com uma centena de mensagens. É vida digital. No meio delas, achei esse link para download do livro Cultura Digital. Claro que ainda não deu tempo de ler, mas pesquei uns trechinhos.

“O livro Cultura Digital Br é uma obra de intervenção. Foi pensado para provocar reflexão e ação em seus leitores”, adverte Rodrigo Savazoni logo nas primeiras linhas.

“Enfim, existe uma real carência de representação conceitual para os fenômenos surgidos no âmbito da cultura digital. Yochai Benkler, que refletiu criativamente sobre a possibilidade de uma teoria política da rede, enxerga na emergência das redes sociais e da produção dos pares uma alternativa a ambos os sistemas proprietários fudamentados nas lógicas do estado ou do mercado. Este novo “sistema operacional” da cultura seria capaz de fomentar  ao mesmo tempo criatividade, produtividade e liberdade, satisfazendo igualmente às demandas tanto de indivíduos quanto de coletividades”, escreve José Murilo Carvalho Junior.

10 + 10

O mesmo povo envolvido com o Fórum de Cultura Digital leva a conversa até Santos nessa quinta e sexta, dias 1 e 2.

Gilberto Gil, Pierre Levy, André Lemos, Laymert García, Alfredo Manevy, Cláudio Prado e Sérgio Amadeu discutem cibercultura: um balanço e reflexão sobre os últimos dez anos e os próximos dez da cultura digital no Brasil e no mundo.

Dá para acompanhar ao vivo.

“O primeiro dia, quinta-feira agora (dia 1º), será uma discussão sobre os últimos dez anos e sobre os próximos dez. Daí o nome do evento: Cibercultura 10+10. A sexta-feira (dia 2) será outra coisa: uma oficina de remix”, explica o release.

Lançamento do fórum da Cultura Digital no File

Shades take pictures, too Shades take pictures, too

O Fórum da Cultura Digital será oficialmente lançado nesta sexta, dia 31, no Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), com a presença de blogueiros e do ministro da Cultura, Juca Ferreira e do gerente de Cultura Digital, José Murilo.

É uma rede social que sai da fase beta, em que era fechada para convidados, e passa a ser “espaço público e aberto voltado para a formulação e a construção democrática de uma política pública de cultura digital, integrando cidadãos e instituições governamentais, estatais, da sociedade civil e do mercado”.

Devo comparecer ao debate no File. Se você quiser, pode acompanhar por aqui:

www.culturadigital.br/aovivo

Kit de ferramentas da internet para educação

jazzy & stoned jazzy & stoned

Um link precioso da Barbara Dieu que pesquei esta semana: wiki com uma lista de ferramentas que professores e alunos podem usar para estudar e ensinar.

“A aprendizagem ocorre a todo momento, em um movimento contínuo e não linear”, lembra ela. A gente às vezes bobeia e esquece.

De quebra, Bee dá uma aula sobre ambientes de aprendizagem nessa apresentação.

Um conto escrito pelo Twitter em em dois continentes

o gato pirata e a gata-da-lua-de-todas-as-cores o gato pirata e a gata-da-lua-de-todas-as-cores

Duas amigas, Miki Watanabe (@mikiw) e Patrícia Kalil (@pakalil), escreveram um conto tropicalista e ensolarado via Twitter: O Gato Pirata e a Gata da Lua de Todas as Cores.

Achei um refresco a brincadeira das duas. O Twitter pegou ares de assessoria de imprensa nos últimos tempos. São avatares e mensagens sem fim com objetivo de auto-promoção ou divulgação comercial, coisinha meio chata, se você prestar atenção.

Meninas, viva a maré de guarda-sóis.

Tempos de mídia colaborativa: Wikipedia, The Guardian e a Rússia

Linux & Jesus Linux & Jesus

1- Sem loção

Um jornalista sem loção copiou da Wikipedia uma declaração que teria sido feita pelo compositor francês Maurice Jarre para usá-la no obituário que escreveu para a edição de 31 de março do jornal inglês The Guardian. Acontece que a declaração foi inserida no dia anterior na Wikipedia por um malandrinho de 22 anos. Deliberadamente ele colocou a isca para ver qual jornalista apressado mordia.

Shane Fitzgerald comenta a “barriga”, como se diz no jargão jornalístico e lista vários equívocos que o jornalista cometeu, a começar por não procurar uma “fonte primária” confiável.

Está na Wikipedia, beleza, mas não dá para tomar a Wikipedia como fonte primária. Concordo.

O Andre Deak deu a dica sobre essa “barriga” pelo Twitter e chamou-a de lição para os jornalistas, dois pontos, o link a seguir. Fiquei pensando se em vez de lição, esse não é só um incidente do tipo que será cada vez mais comum em tempos de mídias colaborativas.

Lição os jornalistas tomam na cabeça todo dia, em tempos de informação em tempo real. É só lição na cabeça, ui ui ui.

2- Com loção

Obama é o cara, quando se trata de trabalhar com a mídia social. Além de usar Twitter, Facebook, suas fotos no Flickr não tem cheiro de divulgação oficial. Quem posta o material tem loção.

3- Linux e Jesus

Recebi um pedido para autorizar em um blog a publicação dessa foto aqui, feita durante o Corpus Christi em frente a uma lan house de Dourado (SP).

Acho que esse blog é russo, palpitou a Kelly. Não faço idéia do que está lá escrito, mas se fala de open source, vamos lá, tá autorizado, com créditos.

Depois do café, só para começar meu dia, essas três coisas me chamaram a atenção. Reuni tudo porque pensei: ah, são sinais dos tempos de mídia colaborativa. É daí em diante.

CNN faz concurso universitário de jornalismo

TV set TV set

Recebi um press release de Frederico Conti, jornalista da que trabalha na divulgação da CNN, para que o 5º Concurso Universitário de Jornalismo CNN fosse divulgado neste blog. Está certo, divulgar um concurso de vídeos sobre “O uso da tecnologia no desenvolvimento social” em blogs tem muito a ver.

Reproduzo a mensagem do Frederico:

“As inscrições começaram no dia 24 de março e podem ser feitas até dia 29 de junho de 2009.O tema deste ano é “O uso da tecnologia no desenvolvimentosocial”.

A novidade de 2009 é que o estudante vai poder enviar o vídeo de até 2 minutos pelo YouTube, sendo que ele poderá produzir quantas matérias quiser.O concurso é válido somente para estudantes de jornalismo.O ganhador conhecerá os estúdios da
CNN International, além de ter sua matéria exibida pelo canal.
As inscrições podem ser feitas no site:
www.concursocnn.com.br

Acompanhe ainda as novidades no Blog:
www.concursocnn.com.br/2009/blog/

ISO para o jornalismo

camera camera

Recebi um release curioso hoje, da International Organization for Standartization, sobre padrões ISO para o jornalismo e os meios de comunicação.

A conexão peer-to-peer, ou seja, de indivíduo para indivíduo, fica mais fácil, na base do plug and play, diz um dos capítulos da revista da organização: Peer-to-peer connectivity made easy

Você pode ler todos os capítulos desta edição sobre mídia aqui: ISO Focus – April 2009

Fala-se em padrões para a arquitetura das redes, metadados, compressão digital de imagens e vídeo, pdf, enfim, coisas que tornam a vida do usuário possível em uma época em que novas tecnologias crescem como grama no jardim. Além disso, como explica o CEO Reiner Mittelbach, “padrões são importantes para a nossa indústria reduzir custos e esforços”.

Esse papo de Web 2.0 já era

Passado glorioso Passado glorioso

Assisti uma parte do debate entre Geert Lovink e Ronaldo Lemos no auditório do Tuca (PUC/SP), que me atraiu porque prometia uma discussão sobre web 2.0 temperada com idéias sobre produção artística e discussão de autoria. Embora tenha saído do Tuca empastelada de sono, infelizmente vencida pelo cansaço do dia, guardei ecos de frases interessantes. A conversa pode ser retomada pelo Twitter do netart.studies

Lovink quer estudar os buscadores e a Wikipedia. Esse negócio de blogs, diz ele, é só um pedacinho da conversa. Concordo totalmente (outro dia até escrevi sobre blogs porque um estudante pediu, mas acho isso miúdo). Peixe grande hoje são os buscadores e as redes sociais

Os buscadores, comenta Lovink, para muitos são hoje a única coisa que interessa na internet. “Achei bonitinho quando ouvi de uma pessoa que ela não usava mais internet, só o Google”, citou.

A Wikipedia, acredita ele, precisa ser estudada com seriedade, não adianta ficarmos em uma conversa de “olha, a Wikipedia é legal” enquanto os detratores dizem sempre a mesma coisa: olha como a Wikipedia é falha. Essa crítica e essa defesa precisam ser aperfeiçoadas, conclui o pesquisador holandês.

As redes sociais estão nas mãos de empresas (Facebook, Orkut, MySpace, citou). “Nas redes sociais, o momento é semelhante à transição do Blogger para o Wordpress”, comparou ele. E falou das ferramentas open source para criação de redes.

Arte na pista

Ronaldo Lemos me surpreendeu ao discutir arte e tecnologia, por ser professor de direito e lembrar de gatos verde-limão criados por engenharia genética como um ato artístico e por debater alter-modernismo. Vou simplificar aqui a discussão, o que não ajuda muito, mas é o que um blog de gente apressada consegue. Ele aposta em 4 caminhos para o encontro da arte com tecnologia:

1- Levar até as últimas conseqüências os rompimentos que a tecnologia permitiu

2- Trabalhar com suportes obsoletos (citou a gravação de vídeos digitais em vinil)

3- Encarar a pesquisa científica (o exemplo do gato verde-limão)

4- A apropriação da tecnologia por parte das periferias globais (citou um roteiro mundial de fenômenos como o tecnobrega de Belém)

Mais: na Netart

« Posts anterioresNext Page »