Arquivo da categoria: bebê

Fofurices aos 3

“Mamãe, como se fecha só o olho esquerdo?”

Francisco quer aprender a piscar. Em frente ao espelho, franzi exageradamente o olho e pensei que o ensinava como se faz.

“Vou perguntar ao Diego”, disse ele, não satisfeito. Diego é o professor da manhã. Leva jeito para ser ídolo dos meninos.

Registrei aqui algumas delícias dos primeiros anos de Francisco. Depois esqueci de registrar outras façanhas. Esta semana Francisco assistiu a um vídeo sobre circo, quem contou foi Mariana, a professora da tarde.

“Por que  você não falou nada sobre circo para a mamãe, hein, filho?”

“Porque é segredo.”

Verbalizou pela primeira vez o que eu já sabia. Da minha vida, mamãe, cuido eu, falou? Aos 3.

Vestida para Espantar Gente na Rua

Miki W. lança nesse sábado, na Livraria da Vila (em São Paulo),  o livro infantil “Vestida para Espantar Gente na Rua”. Até lá, morro de curiosidade.

O convite é para levar as crianças e brincar de vestir roupas divertidas e imaginar mundos e modos.

Francisco, eu e Renato vamos. Vamos também?

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“Uma menina criativa que usava roupas diferentes, tão diferentes que acabava assuntando gente na rua, de tanto que chamavam a atenção.

Vestindo-se e desvestindo-se foi descobrindo a si mesma. Entendeu como uma gostosa brincadeira inventar novas formas de se vestir e acaba formando um clubinho onde estas diferenças no ser e no parecer são bem aceitas. O livro convida a todos a aceitarem o jeito como são, a aceitar o outro como ele é, de procurar uma forma divertida e criativa de olhar para as diferenças”, diz o texto de divulgação.

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Esse é o primeiro livro infantil da Editora Estação da Letras e Cores, que tem vários títulos ligados à moda.

Para lá e para cá

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Ponto de ônibus

Ponto de ônibus Ponto de ônibus

Ondbus, como diz o Francisco.

Hoje ele fez seu primeiro passeio com a escola de ondbus. Imagine um ondbus com 20 criancinhas, todas felizes e com um frio na barriga. Do lado de fora, pais nervosos e uma mãe repetindo o mantra: “Eles sabem o que estão fazendo. Eles estão acostumados. Eles sabem o que estão fazendo”.

Foram ao aquário. Tudo muito abstrato: quem mora no aquário, quem mora no mar? Tubarão morde a gente, carro morde a gente?

Tudo muito abstrato, explicar o que é natureza, o que é cultura, o que é cidade…

Por que sujaram o rio Pinheiros? Por que jogaram lixo no rio, mamãe? Por que a ponte tem fios? A ponte morde?

Desfraldar

sem fralda sem fralda

Francisco hoje vestiu uma cueca. Já não usa fraldas. O dia é especial, como se fosse uma formatura da fase bebê. Agora é oficial: ele é um “menino grande”, não é mais bebê.

Ele veste um “cacaco de tapu” (casaco de capuz) e leva à escola um “tapacete” de bombeiro, está pronto para o dia. Como é fofo! Como é gostoso acompanhar essa expansão e esse aprendizado.

Desfraldar é coisa de barco que desfralda as velas para atravessar oceanos e conquistar novos mundos.

A chuva e a fala

chuva chuva

Undo ma.

Francisco repetiu: “Undo ma”.

Uma tempestade deixava São Paulo imobilizada, cheia de água, de trânsito e de atrasos.

Undo ma, pensei. Francisco fala apenas as últimas sílabas… Fundo do mar!

Sim, filho, São Paulo, de dentro do carro, parece o fundo do mar e a gente, no congestionamento, fica igual à tripulação do Nautilus.

Guia sobre novas regras para adoção

Sem açúcar com afeto Sem açúcar com afeto

Dia 4 de novembro entrou em vigor a nova lei de adoção no Brasil. Tire dúvidas no guia comentado da Associação dos Magistrados Brasileiros.

No rádio

Nova lei de adoção entrou em vigor. Crianças não podem ficar mais de dois anos em abrigos. Só que há muitas crianças que vivem há anos em abrigos. Procuram-se famílias para elas.

Mais notícias

Ele quer usar o meu sapato

O carro e a pedrinha O carro e a pedrinha

Francisco calçou o meu sapato e saiu por aí.

A imagem engraçadinha aos poucos foi caindo mais fundo, mais fundo, como a pedrinha que afunda no lago.

Francisco começa a seguir os meus passos. Francisco quer experimentar o meu sapato, quem sabe descobrir onde fica a pedrinha do meu sapato.

É uma fase mais fofa e eu sinto o peso da responsa só crescer. Ele agora tem passinhos decididos. Ele conversa, de um jeito cifrado, que às vezes só eu entendo.

Ele quer ir ao parque, andar de carro, imitar o avião, subir na moto, mostrar o dodói. Ele se interessa pelo trem.

Dança, gosta de chocolate (ai ai ai), ensaia o pique pique na cadeirinha do banco de trás do carro, só para eu morrer de rir. Enfia a mão na boca de qualquer cachorro. Puxa o rabo do gato. Foge da formiguinha. Cutuca a abelha.

Acordo, procuro o outro pé da sandália. Pode estar em qualquer lugar. Agora tem um menininho que a leva e traz. E ele quer mais.

Quando brincar é bom

Brincar na calçada Brincar na calçada

Dia 12 vem aí e Francisco vai ganhar um livro com pop ups que traz sons de baleia, golfinho e ondas do mar. Encantamento meu com o livro, coisa minha, que não sou pródiga em presentes para ele. Sou contida, digamos assim, perto do que vejo ao meu redor.

Para Francisco, dia da criança é todo dia. Para mim, dia 12 é um pretexto para dar o livro. Se eu o presenteasse com mais uma bola, ele ficaria bastante feliz, embora já tenha a favorita, azul, brinde da barraca de pescaria de uma festa junina. Francisco ainda não pede presentes caros. Bola e raquete de ping-pong é a onda do momento.

Criança precisa de tempo e espaço para explorar seus brinquedos. Não precisa de tantos. Acho.

Gostei do mapa do brincar que a Folhinha, suplemento infantil da Folha de S.Paulo, divulgou. É muito bom resgatar brincadeiras antigas e preservar as tradições. É bom brincar com pouco, com nada, com a imaginação.

Eu e outros pais, como a Luciana Terceiro, mãe da Alice, estamos de cabelo em pé com o consumo que envelopa a infância. Propaganda dirigida a criança é um absurdo, como mostra o documentário Criança, a Alma do Negócio.

Infância hoje é como reserva de mata nativa, desprotegida diante dos interesses comerciais. Nesse sentido, a Luciana indica em seu blog a Alana, uma instituição que busca proteger as crianças do consumismo.

Eu me sinto perdida nesse mundo de lançamentos de coisas de plástico e eletrônicos. Tudo é muito caro, tudo é marketing e embalagem. Faço um esforço para navegar em outras águas. Francisco ainda não entende nada disso, mas já reconhece alguns bonequinhos “de marca”. Lá vamos nós… como será o Dia das Crianças daqui a alguns anos?

Outra coisa: maquiagem e salto para menininhas, desculpem a caretice, para mim é algo estranho, muito estranho.

A casa caiu

Três porquinhos Três porquinhos

Francisco já é fluente no embrulhol que só ele compreende, mas agora começou a formar frases.

A primeira foi “A casa caiu”. O pai chegava da rua e nós dois assistíamos aos Três Porquinhos pela milionésima vez. Ele correu contar as últimas sobre a casa de palha.

Nessa mesma semana, a empregada pediu as contas. Eu nem lamentei muito, não éramos felizes, nem ela, nem eu. Conseguimos “empurrar com a barriga” por nove meses e kaput. Finito.

Bem no meio da correria de um trabalho interessante, exaustivo e fora de um cronograma viável. Bem no meio da monografia de mestrado do Renato, das minhas pesquisas sobre imigração, das férias da escolinha, da viagem da vovó, da gripe suína, sei lá.

A casa caiu. Bem no meio da vida de verdade.

Música de toda América Latina para crianças

Música Música

O Sesc Pompéia realiza o Encontro Internacional da Canção para Crianças. O objetivo é trazer ao Brasil uma amostra do Movimento da Canção Infantil latino-americana e Caribenha.

Copio a apresentação do festival, que começa dia 24 de junho:

“A cada dois anos, artistas de vários países latino-americanos se encontram em um país determinado para discutir a produção cancional para crianças. O que une estes artistas é o respeito à capacidade intelectual da criança, por meio de uma produção cancional elaborada do ponto de vista da expressão e do conteúdo.”

Luis Pescetti (ARG) e Márcio Coelho e Ana Favaretto (BRA)
Dia(s) 24/06 Quarta, 20h.
Participação de Arnaldo Antunes. Luis Pescetti apresenta um espetáculo solo de humor familiar/infantil, com brincadeiras. Sua canção “El hermanito” (Irmãozinho) foi gravada pelos grupos brasileiros Palavra Cantada e Rodapião.

Rodapião (BRA), Los Musiqueros (ARG) e Rita Del Prado y Duo Karma (CUB)
Dia(s) 25/06 Quinta, 20h.
Formado em meados dos anos 90, o Grupo Rodapião vem encantando crianças e adultos, em espetáculos que revitalizam a tradição cultural brasileira. o espetáculo é um convite a fazer uma rota cultural que menciona lugares, comidas, personagens, tradições, costumes e paisagens de Cuba.

Julio Brum com Los Pajanos Pintados (URU) e Palavra Cantada (BRA)
Dia(s) 26/06 Sexta, 20h.
O grupo uruguaio apresenta uma proposta artístico-educativa que busca despertar nas crianças a imaginação e o respeito pelos animais da fauna autóctone do Uruguai e da América do Sul.

Cantoalegre (COL) e Hélio Zinskind (BRA)
Dia(s) 27/06 Sábado, 20h
Cantoalegre apresenta um espetáculo protagonizado por crianças e jovens no qual o público é parte vital. Saltar, rir, brincar e dançar fazem parte deste Cantoalegre.

Na Casa da Ruth (BRA)
Dia(s) 28/06 Domingo, às 18h.
Concebido e interpretado pela cantora Fortuna, o espetáculo têm, além de Fortuna acompanhada pelas crianças do Coral Infantil do SESC Vila Mariana

Veja toda a programação

Agradeço a dica da Lu Terceiro

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