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A paixão da nova geração: números da internet de julho

Estatísticas sobre a internet brasileira no mês de julho de 2008 mostram o que a gente já sabe: os jovens brasileiros são malucos por internet, tem paixão pela rede, navegam por muitas horas. O que é novidade é o índice de crescimento que mede a intensidade dessa paixão e que continua cravando novos recordes. Copio abaixo o press-release que o Ibope//NetRatings divulgou hoje:

Férias escolares colaboram para novos recordes da internet brasileira

Em julho, foram 23,7 milhões de internautas residenciais ativos, com média de 24 horas e 54 minutos de navegação por pessoa.

Em julho de 2008, 23,7 milhões de pessoas usaram a internet residencial, segundo o IBOPE//NetRatings, número 3,5% superior ao apurado em junho de 2008 e 28% maior que os 18,5 milhões divulgados em julho de 2007. Este é o número mais representativo já observado desde o início da pesquisa, em setembro de 2000. A quantidade de pessoas com acesso residencial à internet, dado que é trimestral, continuou a indicar que 35,5 milhões de pessoas podem acessar a rede mundial de computadores a partir de seus lares.

Com 24 horas e 54 minutos por pessoa, 1 hora e 42 minutos mais do que o tempo de junho e maior patamar já alcançado no país desde o início da pesquisa, o brasileiro continuou a ser o internauta residencial que mais navegou, se comparado com os outros nove países medidos com a mesma metodologia: Além de nosso país, Estados Unidos, Austrália, Japão, França, Alemanha, Itália, Suíça, Espanha e Reino Unido.

“Tradicionalmente, o mês de julho, por ser férias escolares e por ser a internet a principal atividade para parte dos jovens estudantes, mostra crescimento no tempo de consumo desta mídia”, comenta Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do IBOPE//NetRatings. “A relação que o usuário mais jovem tem com a internet é de paixão extrema, ao contrário das gerações que nasceram sem a web”, complementa o executivo.

Os países que mais se aproximaram do tempo residencial médio do internauta brasileiro foram a Alemanha (21h06min), os Estados Unidos (20h50min), a França (20h17min) e o Japão (19h21min).
As categorias com melhor desempenho por número de usuários residenciais em julho, comparando com junho de 2008, foram: “Informações Corporativas”, com crescimento de 16,5%, atingindo 9,1 milhões de internautas, “Finanças, Seguros e Investimentos”, que cresceu 5,9% e recebeu 9,7 milhões de visitantes únicos, “Automotivo”, com 5,6% de aumento no número de usuários e com visitas de 3,8 milhões de pessoas, “Computadores e Eletrônicos”, que cresceu 5,4% em número de usuários, atingindo 18,8 milhões de brasileiros, além de “Entretenimento”, cujo crescimento no período atingiu 4,5%, recebendo a visita de 19,4 milhões de brasileiros.

Já no período de um ano, enquanto a internet residencial ativa cresceu 28% em número de usuários, algumas categorias demonstraram melhores resultados: “Viagens e Turismo” (56,4%), “Informações Corporativas” (42,2%), “Automotivo” (36%), “Notícias e Informações” (35,2%) e “Computadores e Eletrônicos” (34,2%).

“Dois setores chamam a atenção: “Informações Corporativas”, categoria que concentra sites que dão informação sobre a empresa e suas atividades, mas não focam em venda e “Finanças, Seguros e Investimentos”, com os sites dos bancos, cartões de crédito, on-line brokers, seguradoras e informações financeiras. A primeira categoria indica que as pessoas vão diretamente à internet quando querem saber o endereço de uma empresa, saber se ela está desenvolvendo alguma ação social, cadastrar seu currículo, entre outras atividades. A segunda categoria voltou a conquistar a confiança do internauta residencial, depois de ficar estagnada após várias campanhas alertando os usuários sobre falsos sites de bancos e fraudes”, analisa Magalhães.

Os dados relativos ao primeiro trimestre de 2008 do Global Internet Trends - GNetT continuam indicando que 41,565 milhões de pessoas com 16 anos ou mais declararam ter acesso à internet em qualquer ambiente (casa, trabalho, escola, cybercafés, bibliotecas e outros locais).

Brasil: 53% de aumento de internautas com banda larga

Os dados relativos a abril de 2008 do Ibope//NetRatings mostram que os internautas ativos com banda larga cresceram 53% em um ano, que o Brasil continua com o maior consumo de internet, em tempo de navegação e em páginas vistas e que as redes sociais levam o brasileiro a consumir mais páginas de internet.

Copio o press release:

“Em abril de 2008, 22,4 milhões de pessoas usaram a internet residencial, segundo o IBOPE//NetRatings, 41,3% mais que os 15,9 milhões de abril de 2007, o maior aumento entre os dez países monitorados pela Nielsen//NetRatings. Dos usuários ativos de abril, 82% ou 18,3 milhões navegaram por banda larga, crescimento de 53% na comparação com os 11,9 milhões registrados em abril de 2007.

Com 22 horas e 47 minutos por pessoa, em média, o tempo de navegação também aumentou na comparação com abril do ano anterior, ao evoluir 4,9%. A média de páginas abertas por usuário foi de 1.868 no mês e o total de pessoas que moram em residências em que há computador com internet, que é atualizado trimestralmente, ficou em 34,1 milhões.

Para todos os ambientes (residências, trabalho, escolas, lan-houses, bibliotecas, telecentros) o IBOPE//NetRatings continua indicando a marca de 40 milhões de pessoas com 16 anos ou mais de idade com acesso à internet, número relativo ao quarto trimestre de 2007.

O Brasil continua com o maior consumo individual de internet domiciliar, tanto em tempo de navegação quanto em média de páginas por pessoa. Os países que mais se aproximaram do Brasil em tempo de navegação em abril foram a França, com 20 horas e 12 minutos, e os Estados Unidos, com 19 horas e 33 minutos por usuário. Em consumo de páginas, o internauta residencial francês também foi o que mais se aproximou do brasileiro, abrindo 1.765 páginas.

“Mas o maior crescimento do consumo de páginas neste momento vem ocorrendo entre as crianças até 11 anos e entre os adulto de 25 a 49 anos, refletindo o aumento do interesse dos internautas dessas faixas etárias pelos sites de comunidades”, disse o analista. “O crescimento do uso de redes sociais pelos adultos, que já são os maiores usuários de sites de bancos e de comércio eletrônico, indica que as empresas em geral também podem aproveitar o potencial das comunidades on-line para melhorar sua relação com esse público, que em geral tem mais renda e apresenta maior probabilidade de conversão em consumidores”.

Novo recorde nos números da internet de março

Março no Brasil: Segundo o press release do Ibope//NetRatings, cada um dos quase 23 milhões de internautas residenciais passou cerca de 24 horas navegando

Copio o texto de divulgação das estatísticas da internet brasileira relativas a março, onde se destaca o papel da Classe C como motor de expansão. É bonito encontrar um ato de amor e de crença no futuro atrás de números -os pais embarcam na compra financiada de um computador porque acreditam que a internet abre oportunidades profissionais e perspectivas de crescimento na vida dos filhos:

“O número de internautas residenciais ativos em março de 2008 cresceu 3,2%, atingindo 22,7 milhões de usuários, 40% mais do que em março de 2007. Também continuamos a ser o país com maior tempo médio mensal de navegação residencial por internauta entre os 10 países monitorados pela Nielsen//NetRatings, com 23h51min, 1 hora e 27 minutos mais do que em fevereiro de 2008 e 2 horas e 56 minutos acima do tempo de março de 2007.

Esses dois números (usuários residenciais ativos e tempo médio de uso residencial da internet) são os maiores já registrados pelo IBOPE//NetRatings desde setembro de 2000, início das medições no país. Completam a lista dos cinco países com maior tempo médio mensal por pessoa no domicílio a França (21h30min), os Estados Unidos (20h24min), o Japão (20h21min) e a Alemanha (19h09min).

O poder da classe C

O ritmo de crescimento da internet brasileira é intenso”, comenta Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do IBOPE//NetRatings. “A entrada da classe C para o clube dos internautas deve continuar a manter esse mesmo compasso forte de aumento no número de usuários residenciais. E por que chegou a hora da classe C? Porque estamos vivendo um bom momento econômico, com maior número de trabalhadores com carteira assinada, portanto com maior possibilidade de obter financiamento para comprar computador para sua família, financiamentos abundantes, computadores com preço em queda, banda larga com valores mais acessíveis e, principalmente dois fatores ligados à família típica da classe C: os pais acreditam que a internet dará uma vida melhor para seus filhos, por isso não poupam esforços para obter o acesso residencial e os filhos querem ser iguais a seus pares, ou seja, poder chegar na escola ou na rua e dizer que têm internet em casa”, complementa Magalhães.

A onda dos cartões virtuais

As categorias com melhor desempenho por número de usuários residenciais em março, comparando com fevereiro, foram “Ocasiões Especiais”, impulsionada pelos sites de envio de cartão de felicitações, especialmente por causa do dia da mulher, com crescimento de 27,2%, atingindo 3,8 milhões de internautas; “Educação e Carreira”, especialmente os sites ligados à educação, que cresceu 13,8% e recebeu 12,3 milhões de visitantes únicos; “Família e Estilo de Vida”, com ênfase para os crescimentos das subcategorias “Saúde, Condicionamento Físico e Nutrição”; “Crianças, Games Infantis e Brinquedos” e “Religião e Espiritualidade”, com 13,4% de aumento, com visitas de 10,8 milhões de pessoas; “Governo e Empresas sem Fins Lucrativos”, que cresceu 12,3% em número de usuários, atingindo 11,6 milhões de brasileiros, além de “Casa e Moda”, cujo crescimento no período atingiu 8,7%, recebendo a visita de 7,4 milhões de brasileiros.

Já no período de um ano, enquanto a internet residencial ativa cresceu 39,9% em número de usuários no período, algumas categorias cresceram muito mais: “Informações Corporativas” (67%), “Casa e Moda” (56,9%), “Viagens e Turismo” (56,8%), “Família e Estilo de Vida” (50,3%) e “Educação e Carreira” (49,2%).

Para todos os ambientes (residência, trabalho, escola, cybercafé, bibliotecas, telecentros etc), o IBOPE//NetRatings continua indicando 40 milhões de pessoas como o número do total de pessoas com acesso à internet. Esse número é relativo ao quarto trimestre de 2007, que inclui pessoas com 16 anos de idade ou mais. Também trimestral, o total de pessoas com acesso residencial à internet em março de 2008 continua em 34,1 milhões de indivíduos com dois anos ou mais.”

Estatísticas da internet do dia

peixeflor peixeflor

Às vésperas do dia da mentira, o dia 31 traz um menu do dia de estatísticas da internet:

  • Metade dos espanhóis (49,6%) usa internet. Só 8% a desconhecem. Busca é o uso mais comum.
    Dados do Centro de Investigaciones Sociológicas (CIS) divulgados pelo El País.
  • Mais da metade dos adultos americanos assiste a vídeos online. 78% dos internautas americanos usam banda larga.
  • Entre 25 e 60 anos, a habilidade para usar sites diminui 0,8% por ano - principalmente porque as pessoas passam a gastar mais tempo por página e também por dificuldades com a navegação. Dados divulgados por Jakob Nielsen
  • Em tempo, acrescento: mais de 50% dos britânicos se sentem ignorantes digitais. Dados da BT Home IT Support, via IDG Now.

Números da internet no Brasil batem recorde

Somos malucos por internet e os números comprovam essa paixão dos brasileiros.O crescimento em fevereiro, um mês fraco, de Carnaval, foi 4,5% -56,7% mais do que em fevereiro de 2007. Copio o press release do Ibope//NetRatings, empresa que faz a medição da audiência residencial da internet em 10 países e traz uma análise comparativa:

Internet atinge seu maior patamar no Brasil

Endereços eletrônicos para relação institucional, com informações sobre a empresa e suas política, ganham atenção dos usuários

“O número de internautas residenciais ativos em fevereiro de 2008 cresceu 4,5%, atingindo 22 milhões de usuários, 56,7% mais do que em fevereiro de 2007. Também continuamos a ser o país com maior tempo médio mensal de navegação residencial por internauta entre os 10 países monitorados pela Nielsen/Netratings, com 22h24min, 48 minutos menos do que em janeiro de 2008 e 3 horas e 17 minutos acima do tempo de fevereiro de 2007. Completam a lista dos cinco países com maior tempo médio mensal por pessoa no domicílio os Estados Unidos (19h52min), a França (19h40min), o Japão (18h29min) e o Reino Unido (17h46min).

“A internet brasileira é tão impressionante que atingimos o maior número de usuários residenciais ativos em fevereiro, mês tradicionalmente fraco para a internet: 1) mês com menos dias, portanto, com menos possibilidade de navegação; 2) mês com o período de Carnaval, também com menor possibilidade de acesso residencial, pois muitos usuários viajam durante esse período. Além do recorde, vivemos o maior boom de crescimento desde o início das medições no País”, afirma Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do IBOPE//NetRatings.

As categorias com melhor desempenho por número de usuários residenciais em fevereiro, comparando com janeiro, foram: “Educação e Carreira”, impulsionada tanto pelos sites de educação, quanto pelos endereços ligados à carreira profissional, com crescimento de 14,4%, atingindo 10,8 milhões de internautas, “Informações Corporativas”, que cresceu 10,3% e recebeu 8 milhões de visitantes únicos, “Notícias e Informações”, com 9,3% de aumento, com visitas de 14,4 milhões de pessoas, “Governo e Empresas sem Fins Lucrativos”, que cresceu 8,3% em número de usuários, atingindo 10,3 milhões de brasileiros, além de “Telecom e Serviços de Internet”, cujo crescimento no período atingiu 8%, recebendo a visita de 20,3 milhões de brasileiros.

Já no período de um ano, enquanto a internet residencial ativa cresceu 56,7% em número de usuários no período, algumas categorias cresceram muito mais: “Viagens e Turismo” (99,6%), “Informações Corporativas” (91,7%), “Casa e Moda” (86,1%), “Notícias e Informações” (66,7%) e “Governo e Empresas sem Fins Lucrativos” (66%).

“Destaco os números da categoria “Informações Corporativas”, que foi a segunda em crescimento em número de usuários, mas a primeira em aumento de visitas por pessoa em ampliação do tempo gasto por usuário. Isso pode indicar que é cada vez maior a importância da internet na comunicação institucional, fornecimento de informações sobre a empresa, suas ações na comunidade, seu atendimento ao cliente on-line, ou seja, estamos observando a transferência do contato cliente/empresa para as páginas da internet”, afirma Magalhães. “Esse movimento amplia a importância do ambiente on-line para as empresas, passando de um ponto de exibição do portfolio da empresa para um canal de relacionamento”, complementa o gerente.

Para todos os ambientes (residência, trabalho, escola, cybercafé, bibliotecas, telecentros etc), o IBOPE//NetRatings atualizou o número do total de pessoas com acesso à internet, atingindo 40 milhões de pessoas, também o maior patamar desde setembro de 2000, início das medições no país. Esse número é relativo ao quarto trimestre de 2007, que inclui pessoas com 16 anos de idade ou mais. Também trimestral, o total de pessoas com acesso residencial à internet em fevereiro de 2008 atingiu 34,1 milhões de indivíduos com dois anos ou mais, número 54,1% maior que o do mesmo período do ano anterior.”

O veredicto para o jornalismo cidadão sugere limitações

Está no relatório The State of the News Media 2008: “O veredicto para o jornalismo cidadão no momento sugere limitações”. Bonito esse rococó para dizer: “não é tudo aquilo que se dizia ser”. Está na quinta edição do relatório Anual do Projeto para Excelência em Jornalismo (Project for Excellence in Journalism - journalism.org), que aponta as tendências da mídia nos Estados Unidos.

Isso é apenas o começo do relatório. É bombástico. Vamos por episódios, como se fosse uma novela.

A realidade é cada vez mais complexa

“Os críticos tendem a ver a tecnologia como promotora da democratização da mídia e o jornalismo tradicional em declínio. O público, dizem, fragmentou-se com as novas fontes de informação. Algumas pessoas até disseminam a noção de “Cauda Longa” (Long Tail).

A realidade surge cada vez mais complexa. Mesmo com tantas novas fontes, mais pessoas consomem hoje o que as redações tradicionais (antigas) produzem do que antes, principalmente da imprensa escrita. Os sites do top 10, ligados a velhas marcas, pertencem a uma oligarquia que comanda uma parte maior da audiência do que comanda nos veículos tradicionais. O veredicto para o jornalismo cidadão sugere limitações. As pesquisas mostram que blogs e sites ligados a assuntos públicos atraem uma audiência menor do que se esperava e são produzidos por pessoas com formação ainda mais de elite do que os jornalistas.”

Pensar como um internauta

Acompanho o debate sobre a produção de conteúdo pelo público - jornalismo grassroots, open source, código aberto, colaborativo, enfim, jornalismo cidadão - com atenção. Poucas gerações têm a oportunidade de testemunhar uma transformação tão drástica, em tão pouco tempo, na comunicação. Por isso acredito ser importante prestar atenção àquilo que um relatório desses diz. É um dado novo no tabuleiro.

Como procurei registrar nos posts anteriores, com trechos do debate promovido pela BBC sobre o tema, a produção de conteúdo feita pelo internauta é assunto do momento, cheio de arestas e partes mal iluminadas. Os grandes portais brasileiros deram depoimentos preciosos. Estou a mastigar o que eles disseram antes de opinar, mas saltou as olhos que a BBC, como empresa jornalística tradicional, mostra-se ágil para incluir o internauta como produtor de informação.

A meu ver, uma das maiores falhas que se pode cometer na reestruturação das redações é uma abordagem de empresa aqui, usuário lá. É um erro ater-se à identificação de oportunidades para tirar proveito daquilo o “usuário”, o “cliente” ou o “leitor” produz, quando o melhor seria pensar de forma inversa, pensar como um internauta faria. Acho que a BBC percebeu um pouco essa diferença e começou a “pensar” como um internauta. Esse é um ótimo rumo.

No próximo episódio, as grandes tendências

As grandes tendências:

  • A notícia deixa de ser um produto para se tornar um serviço.
  • As perspectivas para o conteúdo feito pelo usuário, antes imaginadas como centrais para a próxima era do jornalismo, agora aparecem mais limitadas.
  • E mais…

Números da mobilidade nos EUA

O futuro de seu computador pode ser o bolso da bermuda - cada vez mais usamos o celular como um computador. Veja os números de dezembro divulgados essa semana pelo Pew Internet Project no estudo “Mobile access to data and information” sobre o uso de celular nos EUA:

  • 62% de todos os norte-americanos participam de atividades digitais longe de casa ou do trabalho por meio de conexão sem fio para a internet ou por meio de aparelhos móveis (PDA ou celular).
  • 58% de todos os norte-americanos adultos usaram o celular ou um PDA para fazer ao menos uma de dez atividades não ligadas a voz, tais como escrever texto, enviar um e-mail, tirar fotos, fazer buscas em mapas, gravar vídeos.
  • 41% conectaram-se à internet ou por um aparelho móvel (celular ou PDA) ou pela conexão wireless do laptop.

Audiência de sites de viagens cresce 87% ao ano

Nos dados de audiência de internet relativos a janeiro, destacam-se os sites de turismo. Acho curioso o dado, pois em outras épocas turismo mingüou na internet. Copio o press release do Ibope//NetRatings, empresa que faz a medição da audiência de internet nos domicílios de dez países e apresenta dados comparativos entre eles.

Em um ano Brasil ganhou 7,1 milhões de novos usuários

“Em janeiro de 2008, o total de internautas residenciais ativos foi de 21,1 milhões de pessoas, 1,4% menos que o mês anterior, porém 50% maior que os 14 milhões de janeiro de 2007, segundo o IBOPE//NetRatings. No período de um ano, o Brasil ganhou portanto 7,1 milhões de novos usuários ativos mensais de internet em domicílios, o maior crescimento entre os dez países medidos com a metodologia Nielsen//NetRatings. Quem mais se aproximou do crescimento brasileiro foram os Estados Unidos, com ganho de 4 milhões, e a França, que ganhou 3,2 milhões de usuários ativos de internet domiciliar entre janeiro de 2007 e janeiro de 2008.

O crescimento da internet residencial brasileira nos últimos meses é ainda mais exuberante que em anos anteriores. Desde 2005, o número mensal de internautas praticamente dobrou, ao evoluir de 10,7 milhões em janeiro de 2005 para 12 milhões em janeiro de 2006, para 14 milhões em janeiro de 2007 e finalmente para mais de 21 milhões em janeiro de 2008”, informou o analista de mídia do IBOPE//NetRatings José Calazans. Segundo o analista, mais residências com computadores e banda larga foi o principal motivo para esse crescimento.

Com 23 horas e 12 minutos por pessoa no mês, o Brasil também continuou liderando em tempo médio de navegação, à frente da França, que marcou 21 horas e 38 minutos, dos Estados Unidos, que têm 20 horas e 39 minutos, e da Austrália, que ficou com 19 horas e 13 minutos.

As categorias que apresentaram maior aumento percentual do número de usuários em janeiro na comparação com dezembro foram Viagens e Turismo (9,6%), Informações Corporativas (5,7%), Governo e Entidades sem Fins Lucrativos (4,8%) e Finanças e Investimento (2,6%). A maioria dos sites relacionados a viagens, como os de hospedagem, os das companhias aéreas, os de mapas e guias, os das operadoras e os de informações de turismo cresceram, o que levou a categoria a atingir o total de 6 milhões usuários residenciais em janeiro. Na comparação anual, os sites de viagens também registram o maior aumento percentual, com 87%, à frente de Casa e Moda, que cresceu 72%, e de Automotivo, que evoluiu 57%.

Os principais interesses dos brasileiros na internet concentram-se na categoria Buscadores, Portais e Comunidades, que tem 19,8 milhões de usuários únicos e tempo médio de 5 horas e 48 minutos mensais por pessoa, e na categoria Telecomunicações e Serviços de Internet, que tem 18,8 milhões de usuários e 5 horas e 19 minutos por pessoa.

Para todos os ambientes (residências, trabalho, escolas, lan-houses, bibliotecas, telecentros) o IBOPE//NetRatings continua indicando a marca de 39 milhões de pessoas com 16 anos ou mais de idade com acesso à internet, número relativo ao terceiro trimestre de 2007. Também trimestral, o total de pessoas com acesso residencial continuou a totalizar 32,1 milhões de indivíduos com 2 anos ou mais, número 45,5% maior que o do mesmo período do ano anterior.”

Mais informações em www.ibope.com.br

e-commerce se destaca nos números da internet no Brasil

“O número de internautas residenciais ativos em dezembro de 2007 ficou em 21,4 milhões de indivíduos, 48,4% mais do que em dezembro de 2006 e 0,7% menos que no mês de novembro. Também continuamos a ser o país com maior tempo médio de navegação residencial por internauta entre os 10 países monitorados pela Nielsen/Netratings, com 22h59min, 5 minutos menos que em novembro de 2007 e 1 hora e 20 minutos acima do tempo de dezembro de 2006. Completam a lista dos cinco países com maior tempo por pessoa no domicílio a França (20h34min), os Estados Unidos (19h47min), a Alemanha (19h00min) e o Japão (17h46min). (Itália, Espanha e Reino Unido ainda não divulgaram seus dados de dezembro de 2007).

As categorias com melhor desempenho por número de usuários residenciais em dezembro, comparando com novembro, foram: “Ocasiões Especiais”, basicamente alavancada pelo envio de cartões de Natal, com crescimento de 23,2%, atingindo 4,2 milhões de internautas, “Automotivo”, que cresceu 6,3% e recebeu 3,4 milhões de visitantes únicos, “Casa e Moda”, com 3,6% de aumento, com visitas de 7,1 milhões de pessoas, “Finanças, Seguros e Investimentos”, que cresceu 3% em número de usuários, atingindo 8,5 milhões de brasileiros, além de “Comércio Eletrônico”, cujo crescimento no período atingiu 2,5%, recebendo a visita de 12,2 milhões de brasileiros.

“Considero como mais relevantes os números do e-commerce”, afirma Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do IBOPE//NetRatings. “Especialmente porque há dois recordes envolvidos em seus números:

1) pela primeira vez, desde setembro de 2000, quando o IBOPE//NetRatings iniciou suas medições no País, a categoria “Comércio Eletrônico” ultrapassa a barreira dos 12 milhões de visitantes únicos residenciais, o que por si só já é uma marca importante;

2) mas, principalmente, porque é também a primeira vez que essa categoria atinge o alcance de 57%, ou seja, quase 60% do total dos internautas residenciais ativos visitaram algum site de e-commerce.

O crescimento do alcance indica que o “Comércio Eletrônico” cresce mais que a própria internet, que por sua vez, apresenta índices inéditos de aumento de sua base de internautas. São números excelentes, que devem corresponder a números recordes também no número de transações e valores transacionados no período de festas”, complementa Magalhães.

Já no período de um ano, enquanto a internet residencial ativa cresceu 48,4% em número de usuários no período, algumas categorias cresceram muito mais: “Automotivo” (70,4%), “Casa e Moda” (70,1%), “Viagens e Turismo” (55,6%), “Computadores e Produtos Eletrônicos” (50,9%) e “Entretenimento” (50,8%).

Para todos os ambientes (residência, trabalho, escola, cybercafé, bibliotecas, telecentros etc) o IBOPE//NetRatings continua indicando a marca de 39 milhões de pessoas com acesso à internet, número relativo ao terceiro trimestre de 2007, que inclui pessoas com 16 anos de idade ou mais.

Também trimestral, o total de pessoas com acesso residencial à internet em dezembro de 2007 continuou a totalizar 32,1 milhões de indivíduos com dois anos ou mais, número 45,5% maior que o do mesmo período do ano anterior.”

Quer dizer quer…

1- Publico o press release do Ibope NetRatings ipsis literis em meu blog no mesmo dia em que ele é divulgado porque é uma forma de organizar dados que às vezes nem no próprio site do Ibope encontro. Uma boa razão, convenhamos.

2- Mas concordo com o Juliano Spyer quando ele chama atenção, em seu blog Não Zero, para as possíveis leituras que podemos fazer a partir dessa cintilante presença brasileira na web como o país que faz uso mais intensivo da web nas residências (”continuamos a ser o país com maior tempo médio de navegação residencial por internauta entre os 10 países monitorados pela Nielsen/Netratings).

Diz Spyer, “O brasileiro navega mais na internet. E daí? … Sim, a internet é superbacana, mas pode haver razões menos românticas para esse resultado. Por exemplo, a falta de interesse pela leitura. Ou talvez o custo de assinatura de TV a cabo em relação a uma conexão à rede, justificando que a primeira seja preterida em benefício da segunda?”

3- Trabalhei algum tempo com quem compila esses dados. O Alexandre Magalhães e toda a equipe do NetRatings do Brasil sempre disseram que o brasileiro quando tem acesso à internet, pira, faz uso intensivo, fica mais tempo, adora interação. Que a razão pura e simples para se destacar nas estatísticas é essa afinidade. Nunca soube de outro motivo - baixa escolaridade, desinteresse pelos livros por exemplo. Eu adoraria saber mais. Quem souber, me conte, por favor.

Números da internet no Brasil

O press release do Ibope//Net Ratings divulgado hoje com os números de novembro mostra:

1- Malucos por internet: O Brasil continua a ser o país com maior tempo médio de navegação residencial por internauta . Isso entre os 10 países monitorados pela Nielsen/Netratings. Ele está à frente da França, EUA, Alemanha e Reino Unido.

2- Crescimento de 45,5% no acesso residencial à internet no ano

3- Crescimento de 11,5% do e-commerce e de 11,3% de viagens indicam níveis recordes de audiência para o Natal e as férias de verão

Copio o texto: “O total de pessoas com acesso residencial à internet em novembro de 2007 totalizou 32,1 milhões de indivíduos com dois anos ou mais, número 45,5% maior que o do mesmo período do ano anterior e 6,8% maior que o de outubro.

O número de internautas residenciais ativos em novembro de 2007 ficou em 21,5 milhões de indivíduos, 49,1% mais do que em novembro de 2006 e 8,3% mais que no mês de outubro. Também continuamos a ser o país com maior tempo médio de navegação residencial por internauta entre os 10 países monitorados pela Nielsen/Netratings, com 23h04min, 8 minutos menos que em outubro de 2007 e 3 horas e 1 minuto acima do tempo de novembro de 2006.

Completam a lista dos cinco países com maior tempo por pessoa no domicílio a França (21h14min), os Estados Unidos (19h35min), a Alemanha (18h48min) e o Reino Unido (18h35min).

As categorias com melhor desempenho por número de usuários residenciais em novembro, comparando com outubro, foram: “Comércio Eletrônico”, com crescimento de 11,5%, atingindo 11,9 milhões de internautas, “Viagens e Turismo”, que cresceu 11,3% e recebeu 5,6 milhões de visitantes únicos, “Telecom e Serviços de Internet”, com 8,6% de aumento, com visitas de 19,3 milhões de pessoas, “Entretenimento”, que cresceu 8,6% em número de usuários, atingindo 17 milhões de brasileiros, além de “Portais, Buscadores e Comunidades”, cujo crescimento no período atingiu 8,1%, recebendo a visita de 20 milhões de brasileiros.

“As duas categorias que mais cresceram no período são ligadas ao comércio”, afirma Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise de mercado do IBOPE. “Esse sinal às vésperas do Natal, principal momento do comércio varejista e às portas do verão, principal momento do setor de turismo interno, indicam que teremos os maiores níveis de uso da internet para transação em todos os tempos. E mais importante, esse novo patamar poderá ser superado nos próximos meses, quando teremos início das aulas, dias das mães, dos namorados, dos pais. Em resumo, novos recordes virão pela frente, frutos de uma internet dinâmica e em franco crescimento”, complementa Magalhães.

Já no período de um ano, enquanto a internet residencial ativa cresceu 49,1% em número de usuários no período, algumas categorias cresceram mais: “Viagem e Turismo” (68%), “Casa e Moda” (64%), “Notícias e Informação” (55%), “Computadores e Produtos Eletrônicos” (53%) e “Entretenimento” (52,3%).
Para todos os ambientes (residência, trabalho, escola, cybercafé, bibliotecas, telecentros etc) o IBOPE//NetRatings continua indicando a marca de 39 milhões de pessoas com acesso à internet, número relativo ao terceiro trimestre de 2007, que inclui pessoas com 16 anos de idade ou mais.”

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