Minhas impressões das instalações de Iole de Freitas e de Carlito Carvalhosa na Pinacoteca de São Paulo. A de Carlito Carvalhosa tem um nome lindo: A Soma dos Dias. Você passeia por ela e se sente bem, aéreo. A instalação de Iole de Freitas é bacana. Dialoga com a arquitetura da Pinacoteca, agradável revelação.
Arquivo da categoria: arte
Fotografar o ar
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Uncle Bob em 3D
Robert James Miller, cientista americano muito bacana e criativo que, para minha sorte, é meu tio, expõe em Rochester, Estados Unidos, uma série de trabalhos tridimensionais. Só pude apreciá-los por foto. E adorei.
Se você passar pelo café do Pieters Family Life Center de Rochester, conte o que achou.




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Videoartistas Dias e Riedweg hospedam em Santa Teresa

Maurício Dias e Walter Riedweg conheci por telefone, durante a pesquisa para a exposição “Suíços do Brasil”. Um é carioca, o outro suíço, com um pouco de sotaque. Juntos, formam uma dupla sensacional na videoarte. Assinam como Dias e Riedweg e são conhecidos também como MauWal.
Moram no Rio de Janeiro e hospedam viajantes em Santa Teresa, na Villa Laurinda. As diárias não são exatamente para mochileiros, mas imagino que seja interessante ficar no casarão de 1888. Soube de sua existência por email, que reproduzo (em inglês mesmo).
Resumindo, os artistas transformaram o ateliê, uma casa que chamaram de Villa Laurinda em referência a uma incentivadora das artes do início do século 20, em hospedaria/pousada/bed and breakfast.
“It’s been a while since we’ve turned our studio-house in Santa Teresa into a guest-house & studio. In fact, after some renovation works, several adaptations and a few adjustments along this year, we’ve now come to the point of presenting the project, which we call “Villa Laurinda” in reference to the great lady of art patronate in Rio de Janeiro in the beginning of the 20th century – after all, our beautiful house is located itself at rua Laurinda Santos Lobo 98. Those who would like to come check it out are very welcome to do so; who wants to get a room here or yet to indicate to friends traveling through Rio, please do so… check our web page www.villalaurinda.com. The guest house project shall expand into an artists’ and intelectual’s international exchange venue in few years, but currently, to start with, it is just a small guest house in an idyllic refuge sited in an original Victorian house of the 19th century with a big swimming pool surrounded by 2000m2 gardens, right in the middle of the city of Rio de Janeiro.
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A perspectiva de Ran

Ran é o personagem sapo do Salvador Messina.
Dá para folhear as tirinhas do Universo Ran no fotoblog do UOL. Embora a ferramenta seja meio tosquinha para navegar, insista. Vale passear pelo acervo.
Ran é filosófico, divertido, faceiro e bem brasileirinho. Oi Salvador, Ran está cada vez mais legal!
Copio, com sua licença, mais uma tirinha, para as amigas e amigos que gostam de falar de comida e comer:

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OPovoempé no centrão: Aqui dentro, aqui fora

O grupo OPOVOEMPÉ leva o público a uma caminhada pelas ruas do centro de São Paulo durante o espetáculo “Aqui Dentro, Aqui Fora”, em cartaz até 27 de outubro. Nesta reportagem do Metrópolis, me identifiquei com a sensação de retomar o espaço público como lugar de acolhimento, de encontrar miragens e projetar sonhos durante a caminhada. Senti isso durante a Virada Cultural, às 3 da manhã em vielas e cantinhos impraticáveis durante os dias comuns.
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A arte de ser invisível
Encontrei o amigo querido Rubens Matuck na praça que ele ajudou a plantar (foto), coração da Vila Madalena e, para mim, coração de São Paulo. Onde eu acho que é meu canto.
Rubens planta árvores pelas ruas e praças de São Paulo desde os anos 70. Artista plástico muito fera, ele agora expõe com o MZK e o Nove na Choque Cultural. São obras cujo suporte é lixo urbano, tábuas, portas e gavetas encontradas em caçambas.
Rubens comemorava na padaria da rua Rodésia o fato de a reportagem de O Estado de S.Paulo sobre a mostra ter publicado apenas foto de uma obra sua e nenhum retrato seu.
“Há anos eu trabalho a minha invisibilidade”, resumiu.
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Instalação de Ernesto Neto para crianças
Nessa foto, do Renato, eu e Francisco afundamos na maciez do artista Ernesto Neto, celebrado no mundo todo por suas instalações com formas orgânicas e estímulos sensoriais. Estamos no Sesc Pompeia, na mostra Arte para Crianças.
Rimos muito nessa piscina de bolinhas gigante, um marshmellow que engole você e que repousa, ao mesmo tempo, os sentidos, um chamado para o relaxamento. Francisco nem sabe, mas essa fofura toda é arte.
Arte para crianças
Até 2 de agosto. De terça a sábado, das 10h às 21h. Domingos e feriados, das 10h às 20h.
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Esse papo de Web 2.0 já era
Assisti uma parte do debate entre Geert Lovink e Ronaldo Lemos no auditório do Tuca (PUC/SP), que me atraiu porque prometia uma discussão sobre web 2.0 temperada com idéias sobre produção artística e discussão de autoria. Embora tenha saído do Tuca empastelada de sono, infelizmente vencida pelo cansaço do dia, guardei ecos de frases interessantes. A conversa pode ser retomada pelo Twitter do netart.studies
Lovink quer estudar os buscadores e a Wikipedia. Esse negócio de blogs, diz ele, é só um pedacinho da conversa. Concordo totalmente (outro dia até escrevi sobre blogs porque um estudante pediu, mas acho isso miúdo). Peixe grande hoje são os buscadores e as redes sociais
Os buscadores, comenta Lovink, para muitos são hoje a única coisa que interessa na internet. “Achei bonitinho quando ouvi de uma pessoa que ela não usava mais internet, só o Google”, citou.
A Wikipedia, acredita ele, precisa ser estudada com seriedade, não adianta ficarmos em uma conversa de “olha, a Wikipedia é legal” enquanto os detratores dizem sempre a mesma coisa: olha como a Wikipedia é falha. Essa crítica e essa defesa precisam ser aperfeiçoadas, conclui o pesquisador holandês.
As redes sociais estão nas mãos de empresas (Facebook, Orkut, MySpace, citou). “Nas redes sociais, o momento é semelhante à transição do Blogger para o Wordpress”, comparou ele. E falou das ferramentas open source para criação de redes.
Arte na pista
Ronaldo Lemos me surpreendeu ao discutir arte e tecnologia, por ser professor de direito e lembrar de gatos verde-limão criados por engenharia genética como um ato artístico e por debater alter-modernismo. Vou simplificar aqui a discussão, o que não ajuda muito, mas é o que um blog de gente apressada consegue. Ele aposta em 4 caminhos para o encontro da arte com tecnologia:
1- Levar até as últimas conseqüências os rompimentos que a tecnologia permitiu
2- Trabalhar com suportes obsoletos (citou a gravação de vídeos digitais em vinil)
3- Encarar a pesquisa científica (o exemplo do gato verde-limão)
4- A apropriação da tecnologia por parte das periferias globais (citou um roteiro mundial de fenômenos como o tecnobrega de Belém)
Mais: na Netart
Design Brasileiro: Fronteiras no MAM
Caio Medeiros manda, via Flickr do Estúdio Manus , o convite:
“O Estudio Manus estará presente na exposição “Design Brasileiro:Fronteiras”, junto com 95 outros participantes, no MAM SP, no Ibirapuera . Convidamos você para a abertura da exposição dia 7 de abril, terça, as 20h.”
Caio dá asas à imaginação, literalmente. Adoro suas criações e “assemblages”. Vale a visita à mostra e ao estúdio Manus.
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Mube, um museu que virou bufê
O Museu Brasileiro da Escultura (Mube) é tão perdido quanto eu na zona leste. Nâo sabe se é museu, se é anexo com laguinho de carpas do vizinho Museu da Imagem e do Som. Não descobriu sua vocação.
Transformado em cenário para festas luxuosas e casamentos, o museu me atraiu duas vezes, para duas exposições de fotos. Uma delas, que aparece na foto, é do Rankin, um fotógrafo de celebridades, organizada e bancada pelo Shopping Iguatemi, como explicavam os banners.
E as esculturas? Sei lá. Tem uma coisinha aqui e ali, mas vida e vida inteligente, não sei, nunca vi. Desculpe se for ignorância, mas o fato é que a programação não me “pescou” ainda.
Enquanto eu olhava os retratos de figuras carimbadas de Hollywood e da Billboard, respirava fumaça de cigarro. Em um museu. Bem, no Mube. Na sala contígua, um exército de homens montava uma pista de dança modernex, com tiras de pano para dar um tchan no ambiente. No meio do bate-bate, umas bitucas de cigarro e a fumaça, que não respeita tapumes.
Na superfície, uma “escultura” – ou seria “instalação” – chamou a minha atenção. Cadeiras de metal, dezenas delas, enfileiradas para esperar o sim de algum casal, quem sabe mais à noite.
Fantasiei que o catering pode ser providenciado ali mesmo no Museu – museu de que mesmo? No café, vislumbrei vários álbuns de fotos ao lado de menus… Quem sabe são fotos das diversas montagens que é possível encomendar. Quem sabe. Não parei para perguntar.
Que pena. São Paulo precisa tanto de praças, de bancos, de museus arborizados e cheios de vida artística. Em local tão privilegiado, no coração do Jardim América, ao lado de mansões, a observar os carros que descem a rua Augusta a 120 por hora, o Mube fica ali, como uma área de exposições de fachada, como se a programação fosse um álibi que esconde sua verdadeira atividade: bufê de festas.
Já fui a algumas dessas festas, são mesmo gostosas. O espaço é amplo, modernex. As empresas que alugam o museu encomendam salgadinhos do tipo “blinis com cream cheese, salmão defumado e um galhinho de salsa crespa por cima” e drinks servidos em tubos de ensaio, coisas do gênero.
Em compensação, lá do outro lado da cidade, no Jardim da Luz, as esculturas respiram ao lado de um museu, a Pinacoteca do Estado, que funciona como museu. Ufa.
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