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Revelando São Paulo na Água Branca

Dança/Dance Dança/Dance

Todo ano dou um jeito de espiar o evento Revelando São Paulo, realizado no Parque da Água Branca. Artistas de todo o estado vêm para a capital mostrar a cultura popular que resiste. É ótimo para fotografar. Anos atrás, vi esta cavalhada da foto, de São Luís do Paraitinga.

Quando posso, vou ao parque na tarde de sexta-feira, quando ainda não há multidões. Sempre há música de viola, dança, uma atração menos popular aqui e ali. Na feirinha de artesanato, compro dedoches, açúcar mascavo, bolachinhas, toalha bordada, besteirinhas assim. O desfile de bonecos gigantes do Memorial da América Latina até o parque é imperdível. Fotógrafos fazem a festa, as crianças também.

Revelando São Paulo – 13º Festival da Cultura Paulista TradicionalDe: 11 a 20 de Setembro – 9h às 21h
Parque da Água Branca
Av. Francisco Matarazzo, 455 -

Confira a programação aqui.

Bode rei, cabra rainha

Bode rei, cabra rainha, filme de Helena Tassara que foi escolhido como o melhor média metragem da última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, estará na TV Cultura. Ele abre a programação de Janela Brasil na quinta, dia 9, às 22h10.

Eu já vi e gostei. Tem humor, poesia, pastoreio, cenas de buchada explícita. Helena contou que a carne preparada como churrasco é saborosa. Eu, por meu lado, compreendo bem uma senhora que diz no filme não conseguir comer o bicho que cria. Eu costumava alimentar coelhos no sítio de meus tios e eles viravam tapetinhos. Foi um ótimo treinamento para virar veggie.

Leia mais sobre Zeca Baleiro nesse filme.

Revelando SP

Corre Corre

Começa agora dia 12 o evento Revelando São Paulo, no parque da Água Branca. Fica até dia 21.

Se possível passe lá durante um dia de semana, quando é viável ver barraquinhas, ouvir alguma atração musical e ainda aproveitar a onda pacífica do parque. No fim de semana, a multidão rouba essa dimensão humana do interior paulista que vem passear na “capitar”.

Ano passado fotografamos uma cavalhada de São Luís do Paraitinga e foi genial. Para quem gosta de fotografia, a programação é mamão com açúcar. Ou rapadura com pinga, melhor dizendo.

Dançando com São Paulo

Dançando com Banespa Dançando com Banespa

A Virada Cultural que eu vi nesse fim de semana devolveu um pedaço da cidade que estava sitiado. Eu brinquei no meio da avenida São João atrás de um homem de perna de pau. O cortejo tinha carrinhos de bebê e uma banda de metais.

Eu comprei milho verde na rua Aurora! Rua Aurora é aquele lugar que sempre esteve caindo aos pedaços. Os inferninhos exalam cheiros estranhos, os malacos da cracolândia zanzam por lá. Mas meus amigos tinham fome, o carrinho de milho verde fumegava no meio da rua…

Eu me senti turista em São Paulo em frente da igreja Santa Ifigênia. Fotografei um galinho que fica no topo da torre ao som de dona Ivone Lara. É uma rosa dos ventos dourada muito linda, que recebia o som do fim da tarde e brilhava. Senti o mesmo estranhamento de fotografar uma igreja em Berlim. Contemplei os prédios históricos com gente na sacada. Uma tarde pacata na escala do centro urbano de uma grande cidade, mas um centro pacificado.

São Paulo voltou para mim em forma de caminhadas no centrão mais ou menos despreocupadas. Pareceu-me o lugar mais exótico que uma rave poderia pedir: o centrão, carregado de história, degradado e agora recuperado afetivamente por nós, os moradores da cidade. Soube que 4 milhões de pessoas fizeram o mesmo. Tomara que tenham aproveitado tanto quanto eu.

Fofo, o centrão.

Veja as minhas fotos na Virada Cultural.

Hana Matsuri, os 2.632 anos de Buda

Buda's birthday Buda’s birthday

Buda fez aniversário no fim de semana e eu fui até a Liberdade comemorar. Cheguei um pouco tarde, quando as “velinhas” já haviam sido apagadas, quando Buda já se preparava para descer do elefante e voltar para uma vida mais contemplativa, depois de dar um rolê pelas ruas do bairro japonês.

Comi hossomaki que comprei na Towa (foto) e aproveitei para renovar ali o estoque de talharim de arroz (feito na Tailândia). Adoro aniversário!

Cadê o hossomaki que estava aqui?

Novos talentos da fotografia na Ímã

Catedral da Sé Catedral da Sé

O autor dessa foto, mestre Renato Targa, e outros alunos de um grande mestre, Walter Firmo, mostram a colheita de imagens feita durante os cursos “Universo da Cor” e “Fábrica de Idéias” em uma exposição coletiva. Tem festa na inauguração da mostra, nesta sexta, dia 29, a partir das 20h. Além das ampliações nas paredes, veremos fotos projetadas. Pelos fotógrafos que participam, difícil achar algo mais ou menos ali. Gosto muito do trabalho deles. Os alunos de Vera Albuquerque também estão na mostra.

FLYER da Expo Universo da Cor

Veja as fotos da mostra

Basta clicar no nome do fotógrafo: Aline Moura, Antonio Carlos Espilotro, Bianca Vasconcellos, Fabio Pazzini, Franco Hoffchneider, Gleice Bueno, Giuliana Monteiro, José Sylvio, Lígia Vargas, Renato Targa, Rodrigo Galvão, Rony Costa.

Mais fotos da mostra

Seleção de Walter Firmo: Fábrica de Idéias

Festa para os olhos

Abertura: 29 de fevereiro, sexta, a partir de 20h

Íma Fotogaleria: www.imafotogaleria
Rua Fradique Coutinho, 1.239, São Paulo, Vila Madalena
Tel: (11) 3816-1290

Casa-grande e Senzala no fim de semana

Walking over gold Walking over gold

Para quem não foi viajar, recomendo uma visita ao Museu da Língua Portuguesa para ver a exposição sobre Gilberto Freyre, o autor de “Casa-grande e Senzala”.

Nessa exposição temporária do museu, que sucede a de Guimarães Rosa e e a de Clarice Lispector, é uma delícia encontrar palavras escritas em açúcar, título de um dos livros de Freyre, ou então palavras guardadas em berços de marca Patente, lembranças do passado rural.

Como diz a apresentação da exposição:

“Casa-grande & Senzala, publicado em 1933, Gilberto Freyre revolucionou a historiografia. Em vez do registro cronológico de guerras e reinados, ele passou a estudar o cotidiano por meio da história oral, documentos pessoais, manuscritos de arquivos públicos e privados, anúncios de jornais e outras fontes que eram ignoradas. Usou também seus conhecimentos de antropologia e sociologia para interpretar fatos de forma inovadora.”

Eu recomendo. Com esse frio, um café na Pinacoteca, bem em frente ao museu, é parte indispensável dessa viagem.

Teia para quem não está em Belo Horizonte

ad infinitum

A Teia, encontro dos pontos de cultura, começa nesta quarta em Belo Horizonte. Daqui de São Paulo, sei que os oficineiros que trabalharam para preparar a cobertura colaborativa do evento estão cheio de idéias para ações on-line e off-line. Chegou a hora de ver o resultado da oficina de jornalismo colaborativo.

Encontrei na sala de imprensa um texto que procura explicar o que foi esse laboratório do qual participei. De Cataguases, sei que virão idéias da Fábrica do Futuro para uso do celular. Nos blogs já se vêem textos da Elisandra e do Rafael, mas acredito que haverá muito mais daqui a pouco. Dá para acompanhar também pelo Del.icio.us o que vai rolar. Marcelo Terça Nada aponta outros caminhos na web em seu Vírgula Imagem. Em resumo, clique e veja que história é essa de Teia:

Desconferência e como usar a tag teia2007

Fiz esse vídeo durante uma “desconferência” em Belo Horizonte sobre o uso de uma tag – teia2007 – no Delicious, YouTube, Flickr e blogs para reunir tudo o que for escrito, gravado e registrado a respeito do evento. O encontro realiza-se a partir do dia 7 em Belo Horizonte e reúne a produção e as pessoas dos pontos de cultura.

Veja a programação. Veja minhas fotos da oficina.

Em oficina neste fim de semana com mais de 100 pessoas, conversamos sobre jornalismo colaborativo e cultural para preparar a cobertura jornalística. No vídeo, um trechinho da desconferência sobre como usar tags e cadastrar o rss dos blogs na agência de notícias:

Em vídeo que o Pedro Markun, do Jornal de Debates, fez na oficina, Luiz Algarra explica melhor o que é uma desconferência que, em resumo, é um workshop livre. O nome é um contraponto àquele modelo que coloca de um lado o palestrante que sabe, e no outro o público que vai aprender. A desconferência propõe algo menos organizadinho. Tem dado samba.

Colaboração é a chave

Percebi nos últimos dias vários movimentos que mostram que o jornalismo colaborativo vai bem, obrigado, cheio de saúde. Na esfera da política cultural brasileira, a boa notícia foi o convite do Instituto Pensarte feito a mim, Rogério da Costa, Hernani Dimantas e Edney Interney Souza, para trabalharmos dia 3 e 4 de novembro, em Belo Horizonte, em uma oficina de jornalismo colaborativo. Depois dessa oficina, os participantes, que poderão chegar a três centenas, farão a cobertura da Teia, o encontro dos pontos de cultura organizado pelo Ministério da Cultura.

A cobertura já começa a aparecer no 100canais, a agência de notícias dessa festona que ocupará o centro de Belo Horizonte entre 7 e 11 de novembro.

Para a preparação dos “jornalistas cidadãos” (eu não gosto muito desse rótulo, é feio, hein? Prefiro dizer os que não são profissionais de comunicação), foi proposto um formato de café para a oficina. Haverá mesas de dez pessoas, revezamento contínuo entre os que participam da conversa e café, o próprio, em copinhos, ali por perto. Parece bom para um feriado.

A reunião entre oficineiros foi feita no Pontão do Kaos, uma espaço na alameda Nothman que é um dos pontos de cultura, comandado por Jorge Mautner. O visual do lugar é bem interessante, olha só:

Pontão do caos

Na esfera meganegócios, MSNBC compra Newsvine

Enquanto nos reuníamos para falar sobre jornalismo colaborativo no Pontão do Kaos, uma novidade de impacto chegava ao mercado. Newsvine, um projeto baseado em Seattle, nos Estados Unidos, foi comprado no dia 5, sexta-feira, pela MSNBC.com, joint venture entre Microsoft and NBC.

newsvine _ msnbc

É sinal de que as notícias feitas por quem não é profissional de comunicação têm valor para o mercado, pois são empresas que não costumam entrar em projetos por diletantismo, digamos assim. Como comentou Tiago Dória, foi a primeira compra da MSNBC em 11 anos. O Techcrunch deu mais detalhes sobre a transação: de um lado, a MSNBC tem 200 funcionários. De outro, o Newsvine tem seis.

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