Percebi nos últimos dias vários movimentos que mostram que o jornalismo colaborativo vai bem, obrigado, cheio de saúde. Na esfera da política cultural brasileira, a boa notícia foi o convite do Instituto Pensarte feito a mim, Rogério da Costa, Hernani Dimantas e Edney Interney Souza, para trabalharmos dia 3 e 4 de novembro, em Belo Horizonte, em uma oficina de jornalismo colaborativo. Depois dessa oficina, os participantes, que poderão chegar a três centenas, farão a cobertura da Teia, o encontro dos pontos de cultura organizado pelo Ministério da Cultura.
A cobertura já começa a aparecer no 100canais, a agência de notícias dessa festona que ocupará o centro de Belo Horizonte entre 7 e 11 de novembro.
Para a preparação dos “jornalistas cidadãos” (eu não gosto muito desse rótulo, é feio, hein? Prefiro dizer os que não são profissionais de comunicação), foi proposto um formato de café para a oficina. Haverá mesas de dez pessoas, revezamento contínuo entre os que participam da conversa e café, o próprio, em copinhos, ali por perto. Parece bom para um feriado.
A reunião entre oficineiros foi feita no Pontão do Kaos, uma espaço na alameda Nothman que é um dos pontos de cultura, comandado por Jorge Mautner. O visual do lugar é bem interessante, olha só:

Na esfera meganegócios, MSNBC compra Newsvine
Enquanto nos reuníamos para falar sobre jornalismo colaborativo no Pontão do Kaos, uma novidade de impacto chegava ao mercado. Newsvine, um projeto baseado em Seattle, nos Estados Unidos, foi comprado no dia 5, sexta-feira, pela MSNBC.com, joint venture entre Microsoft and NBC.

É sinal de que as notícias feitas por quem não é profissional de comunicação têm valor para o mercado, pois são empresas que não costumam entrar em projetos por diletantismo, digamos assim. Como comentou Tiago Dória, foi a primeira compra da MSNBC em 11 anos. O Techcrunch deu mais detalhes sobre a transação: de um lado, a MSNBC tem 200 funcionários. De outro, o Newsvine tem seis.