Arquivo do mês: June, 2011

Melim pós Cidade Limpa: o olho agradece

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São Paulo baniu os outdoors do Minhocão, os letreiros que cobriam a fachada das lojas e minimizou os logotipos com a lei da Cidade Limpa. Um artista, Tony de Marco, o pixotosco, até ficou famoso com uma serie de fotos chamada No Logo, que rodou museus da Europa sob o impacto do vazio instaurado há quatro anos pela lei, especie de lei seca para a publicidade em espaços públicos. Pois o jogo mudou: uma galeria de arte, Choque Cultural, com o patrocínio de uma companhia aerea, ocupa esse vazio deixado pelo logos com um painel bonitão, de 25 m x 33 m, em prédio da Avenida Prestes Maia. É marketing, mas é mkt de outro jeito. A publicidade encontra um caminho e ele é criativo, veja só.

Daniel Melim cita Roy Lichtenstein. Acrescenta-se mais uma camada a essa reflexão visual, que envolve arte, mercado, urbanismo e até “serendipity”, palavra difícil de traduzir, coincidência ou engano fortuito em uma troca de emails que leva a este post.

Quatro meses

O painel de Melim fica por quatro meses em frente à adorável Pinacoteca do Estado, em diálogo com sua vetusta arquitetura, os jardins do parque mais antigo da cidade, os trens e tudo o mais.

Leio no press release: “Em sua obra constam a participação no Cans Festival, evento de arte organizado por Banksy em um túnel de Londres em 2008, Bienal de Valência em 2007, a exposição coletiva De dentro para fora/ De fora para dentro, no MASP entre 2009 e 2010, além do Projeto Jardim Limpão”  - um trabalho em um bairro inteiro em São Bernardo do Campo, de ocupação de um morro com a participação dos moradores.

O olho da gente agradece. Adoro os grafites de SP.

 

Madona com o menino

Madona com o menino Madona com o menino

Um ano atrás…

Mastro de São João

Mastro de São João Mastro de São João

Pó de café, ovos, grãos, açúcar. No buraco do mastro de São João misturam-se as oferendas que garantem boas colheitas e prosperidade.

Ainda me lembro menina surpresa com a cena. Jogar ovos no buraco. Quanta comida! Ovos se espatifando na madeira. Quero jogar também.

Um dia, consegui jogar a misturança. Cargo de importância, jogar oferendas.

Erguer mastro é sempre um acontecimento. Só depois que o mastro está erguido a festa começa. E depois, durante todo um ano, ele aguenta firme, a desbotar. Às vezes se rasga, vira um trapo, um vestígio.

A tradição de erguer o mastro finca as origens em ritos de solstício de verão europeu. Os portugueses trouxeram essas tradições para o Brasil. A quadrilha vem de uma dança de salão francesa do século 18, “quadrille”. Os padres jesuítas introduziram as festas juninas e por volta de 1600, muitos séculos atrás, já se comemorava o nascimento de São João.

São João é festeiro, gosta de música, de fogos. Tem a companhia de um carneirinho, que carrega no colo. “Acordai, acordai, acordai João.” João dorme e precisa ser acordado para a festa de seu aniversário. É dia 24.

Essa história eu escrevi especialmente para levar na festa da escola do Francisco.São João adora fogueira.

PULA A FOGUEIRA
autor: João B. Filho

Pula a fogueira Iaiá,
pula a fogueira Ioiô.
Cuidado para não se queimar.
Olha que a fogueira já queimou o meu amor.

Nesta noite de festança
todos caem na dança
alegrando o coração.
Foguetes, cantos e troca na cidade e na roça
em louvor a São João.

Nesta noite de folguedo
todos brincam sem medo
a soltar seu pistolão.
Morena flor do sertão, quero saber se tu és
dona do meu coração.

O que é conceito

Conceito é ideia na gaiola que quer voar. passarim na gaiola passarim na gaiola