São Paulo baniu os outdoors do Minhocão, os letreiros que cobriam a fachada das lojas e minimizou os logotipos com a lei da Cidade Limpa. Um artista, Tony de Marco, o pixotosco, até ficou famoso com uma serie de fotos chamada No Logo, que rodou museus da Europa sob o impacto do vazio instaurado há quatro anos pela lei, especie de lei seca para a publicidade em espaços públicos. Pois o jogo mudou: uma galeria de arte, Choque Cultural, com o patrocínio de uma companhia aerea, ocupa esse vazio deixado pelo logos com um painel bonitão, de 25 m x 33 m, em prédio da Avenida Prestes Maia. É marketing, mas é mkt de outro jeito. A publicidade encontra um caminho e ele é criativo, veja só.
Daniel Melim cita Roy Lichtenstein. Acrescenta-se mais uma camada a essa reflexão visual, que envolve arte, mercado, urbanismo e até “serendipity”, palavra difícil de traduzir, coincidência ou engano fortuito em uma troca de emails que leva a este post.
Quatro meses
O painel de Melim fica por quatro meses em frente à adorável Pinacoteca do Estado, em diálogo com sua vetusta arquitetura, os jardins do parque mais antigo da cidade, os trens e tudo o mais.
Leio no press release: “Em sua obra constam a participação no Cans Festival, evento de arte organizado por Banksy em um túnel de Londres em 2008, Bienal de Valência em 2007, a exposição coletiva De dentro para fora/ De fora para dentro, no MASP entre 2009 e 2010, além do Projeto Jardim Limpão” - um trabalho em um bairro inteiro em São Bernardo do Campo, de ocupação de um morro com a participação dos moradores.
O olho da gente agradece. Adoro os grafites de SP.





