Webjornalismo

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Magaly Prado lança o livro Webjornalismo sobre “a troca de informações em rede”, como explica na dedicatória, com a ressalva de que “jornalismo é jornalismo em qualquer plataforma”. Certo.

Sempre muito antenada, ela resolveu um enigma que eu mesma já tive de encarar: como falar sobre internet, como escrever sobre internet, sem que o livro fique velho e datado? Sim, porque texto sobre internet é mais perecível que alface e peixe no verão.

Pois essa imagem acima, um código de resposta rápida (quick response code), promete resolver a questão: por meio de um leitor que você baixa no celular, é possível chegar aos links citados em todos os capítulos, fazendo com que o livro dê um salto para o mundo digital, onde é possível renovar tudo incessantemente.

Puxa, Magaly, sensacional. “Não é? E se eu falo de uma foto, que não está no livro, você pode ver a foto pelo link.” E muita gente já usou esse recurso? “Não.”

QR Code, “um selo integrador de mídias”, muito modernex. Você baixa o trequito do Reader Kaywa no celular, aponta para a imagem e …bingo! Ainda não fiz o experimento. Ih… Nem li o livro, que terá de esperar uma brecha na minha corredeira de fim do ano, só xeretei transversalmente, coisa mais digital de se fazer.

Quis logo registrar aqui o projeto, que fala da prática de jornalismo em épocas bicudas, de “hibridização de tecnologias e linguagens”, “buzz” e “leitura rizomática”. Parece difícil e é mesmo.

Magaly mapeia o tamanho da confusão: fim do diploma de jornalista, “streaming”, “jornalistas multitarefeiros”, “lógica do touch”… Uma pedreira esse caminho, para quem ainda tem de se situar. E é bom saber tudo isso antes de se jogar na produção. Não é?

3 comentários sobre “Webjornalismo

  1. Pingback: Magaly Prado
  2. Tao bom ver jornalistas como vc…Outro dia ovi uma editorado Correio popular – aqui de Cmapinas – dizer que (aspas) so o papel emociona (aspas)

    Nem da pra discutir quando o cidadao fala uma meleca dessas. Papel nao me emociona, texto me emociona e ele pode vir em qq plataforma.

  3. Ah, Vivien, algumas pessoas são apegadas ao cheiro, à textura e até ao peso do papel de um livro.

    Eu sou uma apaixonada por livros, compreendo essa volúpia pelo papel. Mas, como você, também aceito outros suportes, como o digital.

    Acho engraçado o audiolivro, nunca funcionou comigo, tentei “ler” um audiolivro do Dalai Lama em inglês enquanto caminhava pelo parque da Água Branca. Não cheguei a terminar. Outra tentativa foi ouvir um livro de econommia enquanto fazia esteira. Não deu certo.

    Mas o papel não é ecológico, é um bom argumento para tanta emoção. Beijos.

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