Um dos artistas de quem mais gosto nas artes plásticas, o alemão Joseph Beuys (1921-1986), ganha uma mostra toda bacana no Sesc Pompeia a partir do dia 16 de setembro. Ela inclui simpósio, cursos e atividades como plantar árvores com as crianças, o que é a cara do cara.

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Joseph Beuys, 1971

Cartaz de exposição

Modern Art Agency, Nápoles

Foto: Giancarlo Pancaldi

Gosto de Beuys há tempos. Vi coisas incríveis feitas com seus materiais favoritos, feltro e gordura, no Dia Center de Nova York. Conta-se que o artista sofreu um acidente de avião durante a Guerra da Criméia e sofreu queimaduras graves. Ao ser resgatado, foi envolto em gordura com um cobertor. Seria essa a origem de ligação com essas matérias-primas.

“O compromisso político e o aspecto ritualístico marcam seu trabalho, além da diversidade de estratégias – da ação à escultura, da instalação aos debates – e de um poderoso vocabulário simbólico, que passa pelo uso de sua própria imagem e dos materiais “energéticos”, como feltro e gordura”, como explica melhor o site da exposição no Sesc Pompeia, que tem nome bonito: “A Revolução Somos Nós”.

Beuys para crianças

Beuys plantou árvores. Ao redor deste centro cultural novaiorquino chamado DIA, vi os carvalhos que plantou já grandinhos. São parte do projeto 7000 Oaks. Aqui em São Paulo, no dia 20 de novembro, há uma atividade chamada “O homem que planta esculturas: ateliê aberto de arte, jardinagem e paisagismo”, da qual podem participar crianças com mais de 6 anos para plantar mudas.Nos dias 2 e 23 de outubro, e 13 de novembro Kiara Terra conta histórias e trabalha no ateliê com crianças com mais de 4 anos.

Para adultos apressados com ou sem crianças

Dei uma olhada rápida na programação e imagino que o mais encaixa no meu momento desse vasto universo da Revolução Somos Nós é o Percurso para visitantes: “em conversas de uma hora, conduzidas diariamente por educadores, grupos de dois a quinze visitantes poderão ter contato com as principais ideias de Joseph Beuys, às terças, quartas, quintas e sextas-feiras. Sábados, domingos e feriados, às 11h, 14h, 16h e 18h”.

Beuys por ele mesmo

“Para se comunicar, o homem usa a linguagem, gestos, meios. Quais meios usar para uma ação política? Eu escolhi a arte. Fazer arte é,
portanto, um meio de trabalhar para o homem no campo do pensamento. Este é o lado mais importante do meu trabalho. O resto, objetos, desenhos, performances, vem em segundo lugar. No fundo, não tenho muito a ver com a arte. A arte me interessa apenas enquanto possibilidade de dialogar com o homem.”