Francisco fala como o Cebolinha. Começou a fazer aulas de natação e tem um pouco de medo. Ainda se interessa por caminhar com sapatos de adulto. Quer fazer tudo “tozinho”.
Eu voltei a trabalhar fora de casa e estamos os dois estranhando horrores. Eu voltei a trabalhar com internet o dia todo e, por isso mesmo, olhei com gula para o relatório The State of Internet, relatório anual do Pew Research Center’s Project for Excellence in Journalism. Só vontade, ando sem tempo para degustar.
O estado da internet deve ser melhor que o meu estado, imagino. Ô correria. Uma amiga de blog perguntou no post anterior, feito às pressas na época de carnaval: “Cadê você?”
Somos duas que não sabem de mim, Vivian. Cadê eu, eu e o meu estado com a internet.
No caminho para a escola, Francisco conversa comigo na cadeirinha instalada no banco de trás do carro.
- “Mamãe, a torre do lobo. Machucou o bumbum”.
Tradução: ele viu uma torre igual àquela por onde o lobo desceu na casa do porquinho da casa de tijolo, onde o esperava um caldeirão cheio de água quente, que queimou seu… bumbum.
- Filho, o nome disso é chaminé.
E assim a vida se esgueira pelas dobras, interessantíssima se a gente tiver olhos para vislumbrar.


Vivien Morgato
March 25th, 2010 at 11:50 pm
Ana, poucas coisas me interessam tanto quando o universo mãe e filho.;0)
E ando achando que essa sua viagem nesse mundo ainda pode virar um livro bem bacana.
Beijos para o Francisco.
anacarmen
March 28th, 2010 at 3:54 pm
Vivien, esse livro ia ter a história da onça pintada que Francisco avistou na rua – era um Dálmata…
Só falta o tempo, esse precioso bem.