Cada um segue a novela que pode e eu viciei-me, confesso, nas histórias de vampiros de Sookie Stackhouse. O formato dos livrinhos é idêntico aos de Sabrina. Traduzi uma vez um livrinho da Sabrina e pude verificar a extensão da baboseira ali.
Estou no quinto livrinho da série escrita por Charlaine Harris (um bestseller do New York Times, como anuncia o selo na capa) e já vi todas as temporadas de “True Blood”, a adaptação para a TV feita pela HBO. Acredito estar habilitada a atestar a extensão da baboseira contida ali.
É interessante observar como o roteirista da série da TV arredondou e suavizou as besteiras de dona Charlaine. A foto da autora na orelha é inverossímil: uma mulher bem rechonchudona com colar de pérolas, toda sorridente. Não parece alguém interessada em vampiros. Mas parece uma leitora de Sabrina, aha!
É ela quem escreve a saga da garçonete Sookie Stackhouse, que acha finíssimo combinar a cor do batom com os brincos e que namora vampiros, sai com lobisomens e enfrenta bruxas. Uma salada mal escrita. Uma Sabrina pop.
Outra confirmação de que a historinha vicia: senti-me mais segura ao deixar a livraria ontem com outros três livrinhos sobre a brega da Sookie. Estoque suficiente para o feriado. Alívio.
Agora tem um “shapeshifter” que vira tigre, um “tigresomem”. É uma salada sem vergonha essa. Tão cheia de buracos que eu me sinto um gênio ao pinçar frases repetidas de livrinho em livrinho. “Provavelmente, a última coisa que os japoneses esperavam quando inventaram um sangue artificial é que sua disponibilidade traria os vampiros do reino das lendas para as luzes dos fatos.”
Essa frase deve ter 11 versões (uma para cada livro). É sempre um rearranjo para encher linguiça. Não gosto de terror, mas desde Lestat, o vampiro roqueiro, eu sentia falta de uma besteira desse porte.


Roberta
October 7th, 2009 at 2:51 pm
É bom ler uns livros bobagentos de vez em quando, né? Não tem nada melhor pra distrair e esfriar a cabeça!
Bjka
Simone Schuck
October 14th, 2009 at 5:47 pm
Que inveja boa (existe?)! Eu não ando lendo nada, nem baboseiras. Só os livros obrigatórios do vestibular, uns muito bons por sinal, mas acabo impedida de ler outros que queria ler…
Beijos
anacarmen
October 15th, 2009 at 8:55 am
Provavelmente, Simone, o problema seja este “obrigatório” nesses livros.
Eu passo a vida acompanhada pela sensação de que não consegui ler nada, que nunca lerei nem o mínimo. Entonces, acho que essa é a tradução do conceito de “finitude” =)