2009 September | anacarmen.com

Arquivo do mês: September, 2009

Download do livro Cultura digital

Câmera digital Câmera digital

Cheguei, achei a caixa postal com uma centena de mensagens. É vida digital. No meio delas, achei esse link para download do livro Cultura Digital. Claro que ainda não deu tempo de ler, mas pesquei uns trechinhos.

“O livro Cultura Digital Br é uma obra de intervenção. Foi pensado para provocar reflexão e ação em seus leitores”, adverte Rodrigo Savazoni logo nas primeiras linhas.

“Enfim, existe uma real carência de representação conceitual para os fenômenos surgidos no âmbito da cultura digital. Yochai Benkler, que refletiu criativamente sobre a possibilidade de uma teoria política da rede, enxerga na emergência das redes sociais e da produção dos pares uma alternativa a ambos os sistemas proprietários fudamentados nas lógicas do estado ou do mercado. Este novo “sistema operacional” da cultura seria capaz de fomentar  ao mesmo tempo criatividade, produtividade e liberdade, satisfazendo igualmente às demandas tanto de indivíduos quanto de coletividades”, escreve José Murilo Carvalho Junior.

10 + 10

O mesmo povo envolvido com o Fórum de Cultura Digital leva a conversa até Santos nessa quinta e sexta, dias 1 e 2.

Gilberto Gil, Pierre Levy, André Lemos, Laymert García, Alfredo Manevy, Cláudio Prado e Sérgio Amadeu discutem cibercultura: um balanço e reflexão sobre os últimos dez anos e os próximos dez da cultura digital no Brasil e no mundo.

Dá para acompanhar ao vivo.

“O primeiro dia, quinta-feira agora (dia 1º), será uma discussão sobre os últimos dez anos e sobre os próximos dez. Daí o nome do evento: Cibercultura 10+10. A sexta-feira (dia 2) será outra coisa: uma oficina de remix”, explica o release.

OPovoempé no centrão: Aqui dentro, aqui fora

aquidentroaquifora

O grupo OPOVOEMPÉ leva o público a uma caminhada pelas ruas do centro de São Paulo durante o espetáculo “Aqui Dentro, Aqui Fora”, em cartaz até 27 de outubro. Nesta reportagem do Metrópolis, me identifiquei com a sensação de retomar o espaço público como lugar de acolhimento, de encontrar miragens e projetar sonhos durante a caminhada. Senti isso durante a Virada Cultural,  às 3 da manhã em vielas e cantinhos impraticáveis durante os dias comuns.

Volto já

Geometria Geometria

Por alguns dias vou me ausentar. Ninguém vai reparar muito, uma vez que minhas postagens andam rareando. Falta de assunto? De jeito nenhum. Falta de tempo e de conversa feita por meio do blog. São tantos os outros canais para contato que de vez em quando repenso esse negócio de manter essa página aqui rolando… Já pensei em desblogar, mas é besteira. É só uma fase com menos posts.

Gostaria de anunciar que não esqueci o cérebro na gaveta e que ele ainda funciona, embora eu não twitte tanto, não suba tantas fotos no Flickr, não faça absolutamente nada no Facebook a não ser “aceitar amizades”, não participe do fórum de Cultura Digital, não indique nenhum link fantástico no meu friendfeed. Ando quieta, mas como concluí agorinha messsss, é só uma fase mais acústica e ocupada com as coisas práticas.

Fico off-line por uns dias, mas volto já.

Suíços do Brasil no Memorial do Imigrante

Embarque de imigrantes suíços

Foto: Acervo Memorial do Imigrante

Trabalhei no projeto da exposição Suíços do Brasil, que será inaugurada em 3 de outubro, um sábado, no Memorial do Imigrante e permanecerá ali até 2 de novembro. Depois, seguirá para outras cidades brasileiras onde a imigração suíça deitou raízes.

Quem for ao Memorial do Imigrante pode aproveitar para dar uma voltinha na antiga locomotiva que ainda circula nos finais de semana nessa antiga hospedaria. Ali ficavam os imigrantes por alguns dias, antes que serem “despachados” para as plantações de café.

Escrevi os textos, fiz a pesquisa iconográfica e parte da pesquisa histórica da exposição. Fui surpreendida pelo que aprendi. Desconhecia que os suíços, assim como os italianos, migraram em massa para o Brasil impelidos pela fome e a crise econômica de seu país natal. Conhecia apenas a versão mais sofisticada da viagem, opção de artistas, intelectuais, cientistas e empresários.

Viajei pela história da ciência ao escrever sobre Emílio Goeldi, do Museu Paraense que hoje leva seu nome, e Adolfo Lutz. Foi gostoso falar de Guilherme Gaensly, o fotógrafo que retratou a avenida Paulista na época dos barões. As imagens dos casarões da Paulista na época em que era uma pacata área de chácaras sempre foram de minha predileção, sempre suspirei ao ver fotos de Gaensly, tão lindas. Foi um prazer receber um email recheado de fotos de Claudia Andujar, falar com artistas, professores, instituições, mergulhar em mil fontes.

Abaixo, copio o texto de divulgação.

Suíços do Brasil – press release:

Realizada pela Embaixada da Suíça no Brasil e pelo Consulado Geral da Suíça em São Paulo, a exposição Suíços do Brasil’ – que acontece de 3 de outubro a 2 de novembro, no Memorial do Imigrante, revela pela primeira vez, num conteúdo histórico e biográfico, um panorama da presença suíça no Brasil.

Para comemorar o Dia Nacional da Suíça, 1º de agosto, a exposição foi inaugurada em Indaiatuba, na Colônia Helvetia, fundada em 1888 por imigrantes que vieram trabalhar nas fazendas de café da região. Cerca de 8 mil pessoas visitaram a mostra, que chega agora a São Paulo.

Numa iniciativa da agência Presença Suíça, a exposição Suíços do Brasil é composta por módulos que percorrem a história da presença suíça no país, destacando perfis de 21 personalidades que tiveram e têm uma importante participação na sociedade brasileira. O projeto apresenta também depoimentos em vídeo de suíços que vivem no Brasil.

A exposição integra o programa Laços Suíços na América Latina, que até 2010 vai celebrar a história suíça nos países que receberam grande número desses imigrantes e ainda mantêm fortes vínculos culturais e econômicos com a Suíça.

Organizada a partir de material levantado em pesquisa histórico-biográfica, a exposição mostra os laços entre os dois países e resgata a história das relações suíço-brasileiras, que vêm se renovando e permanecem vivas até hoje.

Dentre os perfis individuais de personalidades suíças ligadas a áreas como literatura, ciência, engenharia, música e artes plásticas, estão o sanitarista Adolfo Lutz, a fotógrafa Claudia Andujar, o poeta Blaise Cendrars, o artista gráfico John Louis Graz, os engenheiros Robert Mange e Erich Meili, o cientista Emilio Goeldi, o músico Anton Walter Smetak e os artistas plásticos Dias e Riedweg.


A dança entrou no ar: ConecteDance

Dançando com a cidade Dançando com a cidade

A jornalista Ana Francisca Ponzio, ex-colega minha de jornal e referência na área de dança, me avisa que lançou um site especializado no assunto.

ConecteDance promete. Traz a programação brasileira por estado, destaques na programação mundial, entrevistas em vídeo.

Adorei as seções “Brasileiros no Exterior” e “Quem é Quem”. Como explica o editorial da Ana Francisca, embora incompleto, esse quem é quem “já dimensiona e reflete a produção neste país, com mais de 100 nomes incluídos (em texto bilíngue, espera-se que também sirva de fonte de consulta para estrangeiros).”

#zemayerfacts

Sex Sex

Sempre achei que internet e besteira (jogo, fun, farra) foram feitos um para o outro.

Prova disso é o sucesso da tag #zemayerfacts, que está “galgando o pódium” dos assuntos mais comentados no Twitter, para usar uma expressão tão cafona quanto o conceito par-romântico-principal-da novela-das-8-da-Globo.

Ninguém acreditou que o José Mayer é novamente o gostosão da novela. A resposta coletiva foi cheia de humor, adoro isso. Para quem desceu da nave ainda agorinha, copio algumas das pérolas que o povo está colecionando:

José Mayer não conta carneirinhos, conta Helenas.

@diallmeida: 2 coisas contribuíram para a explosão demográfica humana: a revolução industrial e o nascimento do zé mayer.

@patiporto: Maria era virgem porque José não era Mayer

@7ropz: O movimento feminista surgiu porque Ze Mayer estava dando um intervalinho

O Zé Mayer está explorando o pré-sal.

@liviacarolinne: estudos comprovam q as mulheres tendem a se relacionar c/ homens parecidos com seus pais. meu pai parece com o zé mayer

@renatotarga Madonna só ficou com o Jesus Luz porque o Zé Mayer achou que ela era muito velha pra ele. Pegava mal.

@leandrocabido: Don Juan se deitou com 1000 mulheres. Zé Mayer que passou o telefone delas

@rjmeneghello: …se você perguntar que horas são para o Zé Mayer, ele responde “Faltam 3, 2, 1…” e depois te come

@garotona Darth Vader: “Zé Mayer, I’m your son”

@jakis_: Na Roma antiga, Baco dava festas com vinho e orgia em homenagem a Zé Mayer!

@Pitterdias: Se zé mayer comprasse a microsoft, ela mudaria o nome para bighard

@japeta_: Quando jovem, José Mayer gostava de escrever em seu diário, mais tarde ele ficou conhecido como “Kama Sutra”

@maribubbles: Na casa do zé mayer nem o azeite é virgem. #zemayerfacts

A arte de ser invisível

A movement A movement

Encontrei o amigo querido Rubens Matuck na praça que ele ajudou a plantar (foto), coração da Vila Madalena e, para mim, coração de São Paulo. Onde eu acho que é meu canto.

Rubens planta árvores pelas ruas e praças de São Paulo desde os anos 70. Artista plástico muito fera, ele agora expõe com o MZK e o Nove na Choque Cultural. São obras cujo suporte é lixo urbano, tábuas, portas e gavetas encontradas em caçambas.

Rubens comemorava na padaria da rua Rodésia o fato de a reportagem de O Estado de S.Paulo sobre a mostra ter publicado apenas foto de uma obra sua e nenhum retrato seu.

“Há anos eu trabalho a minha invisibilidade”, resumiu.

Revelando São Paulo na Água Branca

Dança/Dance Dança/Dance

Todo ano dou um jeito de espiar o evento Revelando São Paulo, realizado no Parque da Água Branca. Artistas de todo o estado vêm para a capital mostrar a cultura popular que resiste. É ótimo para fotografar. Anos atrás, vi esta cavalhada da foto, de São Luís do Paraitinga.

Quando posso, vou ao parque na tarde de sexta-feira, quando ainda não há multidões. Sempre há música de viola, dança, uma atração menos popular aqui e ali. Na feirinha de artesanato, compro dedoches, açúcar mascavo, bolachinhas, toalha bordada, besteirinhas assim. O desfile de bonecos gigantes do Memorial da América Latina até o parque é imperdível. Fotógrafos fazem a festa, as crianças também.

Revelando São Paulo – 13º Festival da Cultura Paulista TradicionalDe: 11 a 20 de Setembro – 9h às 21h
Parque da Água Branca
Av. Francisco Matarazzo, 455 -

Confira a programação aqui.