Hospedaria do brás Hospedaria do Imigrante

No fim do século 19, a Europa estava em crise, enquanto o Brasil precisava de braços para as plantações de café. Os imigrantes se despediam de tudo o que conheciam e desciam no porto de Santos, onde embarcavam em um trem. Chegavam a São Paulo pela estação da Hospedaria do Imigrante.  Podiam ficar seis dias. Mais quatro se houvesse problemas no destino.

Recebiam um cartão de “rancho” que lhes dava direito a refeições, cama, banho. Depois, subiam em outro trem e viajavam para o oeste de São Paulo, para as fazendas de café. A história dos imigrantes nesse alojamento para mil pessoas termina em 1978, quando ainda recebia coreanos. No total, 2,5 milhões de pessoas passaram por lá. Em 1998, a Hospedaria foi transformada em Memorial do Imigrante. Nos fins de semana, a Locomotiva Baldwin 1922 ainda deixa a estação para uma voltinha com as crianças.

Estive lá a trabalho e me perguntei como não fui antes. No computador, é possível pesquisar a chegada das imigrantes pelo sobrenome. Minha família  aparece com várias grafias. Brava gente, como já escreveu alguém. Meu bisavô não foi para a lavoura, parou na cidade. Quantas histórias começaram ali.

Criança, de férias na casa de meus avós no interior, eu me equilibrava no trilho da ferrovia desativada. Os depósitos da estação tinham uma luz filtrada, bonita. Gostei de atiçar as lembranças com o que encontrei no pequeno museu ferroviário. Achei bonito encontrar uma máquina do tempo tão à mão.

14ª Festa da Imigração

Eu não sabia e acho que pouca gente sabe que neste domingo, dia 28, a 14ª Festa da Imigração mostra o rendado de nacionalidades que compõe São Paulo. Barraquinha japonesa ao lado da barraquinha indiana, na boa. Durante todo o domingo haverá música, dança das 10h às 18h.