2009 April | anacarmen.com

Arquivo do mês: April, 2009

ISO para o jornalismo

camera camera

Recebi um release curioso hoje, da International Organization for Standartization, sobre padrões ISO para o jornalismo e os meios de comunicação.

A conexão peer-to-peer, ou seja, de indivíduo para indivíduo, fica mais fácil, na base do plug and play, diz um dos capítulos da revista da organização: Peer-to-peer connectivity made easy

Você pode ler todos os capítulos desta edição sobre mídia aqui: ISO Focus – April 2009

Fala-se em padrões para a arquitetura das redes, metadados, compressão digital de imagens e vídeo, pdf, enfim, coisas que tornam a vida do usuário possível em uma época em que novas tecnologias crescem como grama no jardim. Além disso, como explica o CEO Reiner Mittelbach, “padrões são importantes para a nossa indústria reduzir custos e esforços”.

Sebos do Brasil vendem on-line

pitanga pitanga

Estante Virtual se apresenta como “a maior rede de sebos do Brasil”, que está presente em 5 mil cidades do Brasil.

Eu e Lu Terceiro, mamãe fresquinha, descobrimos esse site quando conversávamos por chat – ela com a Alice no colo, teclando com uma mão só – sobre comida. A gente adora comer e a gente tem intenções de cozinhar bem. A Lu criou até um blog sobre o assunto, Gastronautas Amadores.

Comentei com ela que comecei a cozinhar com ajuda de um livro, Chiang Sing, Yoga da Alimentação. Googlei o título e descobri que hoje ele só está disponível em sebos. Vale cada centavinho dos R$ 13 que custa nos sebos. O meu livro nem capa tem mais, ficou desbeiçado com o uso.

Muitas das receitas são óbvias, do tipo corte o chuchu, refogue com cebolinha, coloque sal e sirva. Fui a primeira numa família de cozinheiras a se aventurar por receitas naturebas e para uma adolescente foi um bom começo. Esse livro antiguinho ensina como preparar arroz integral e, além disso, na época os livros de receita que eu conhecia não ensinavam a refogar chuchu. Nem a preparar müsli.

Será que ele ainda vale quanto pesa? Não voltei a ele nos últimos anos. Lembro de umas bobagens como a paella vegetariana, que se mostrou um fiasco, na prática, arroz com um monte de legumes preparados de uma forma rococó e demorada…

A saúde é subversiva porque não dá lucro a ninguém

Soube pelo Crianças na Cozinha que Sonia Hirsch agora tem um blog, Deixa Sair. Sou fã da Sonia Hirsch, tenho alguns de seus livros e já preparei várias de suas receitas mega-naturebas, como uma tortilla de inhame e cebolinha, por exemplo, que fica muito gostosa. Com ela aprendi a comer umeboshi e a fazer doces sem açúcar algum. Ela é mestra.

O novo blog ainda está assim, digamos, esquentando os tamborins. Parece aquém de sua verve e de seu conhecimento sobre nutrição e alimentação saudável. É como se ela estivesse ocupadona com outros projetos e escrevesse apressadamente, só para variar de tom e de timbre – “mal traçadas linhas”, algo assim, pensamentos, fotos, caderninho de rascunhos. É uma pena para quem tem fome, como eu, de ler Sonia Hirsch, porque o site de sua editora, Corre Cotia, também não ajuda, com seu layout do período Paleozóico (uma única coluna de texto na largura da tela, como nesse trecho de Prato Feito) e com conteúdo disponível a embrulhar a venda de livros, sem arquitetura.

Mas vou parar de mimimi (como diriam os blogueiros do gueto) porque sou fã e estou aqui para elogiar a jornalista e escritora. Ela é autora, por exemplo, de um livro com o título “Manual do Herói”. E fala sério.”A saúde é suberversiva porque não dá lucro a ninguém”, slogan do novo blog da Sonia, é sensacional. Estou aqui para avisar que é bom ficar de olho nessa figurinha.

Do que são feitos os sonhos

Wet towel Wet towel

Acordei com vontade de colocar minha porção Susan Boyle – “Eu tive um sonho…” – para quarar.

Como parar de fumar

Koi Koi

Completo 10 anos sem cigarro.

Parar de fumar foi uma das coisas difíceis que encarei.

1- Descompressão
Por um ano, acalentei nos dedos a ideia de que parar era um fato, não uma possibilidade. Eu iria parar de fumar. Nâo era preciso parar justamente hoje, nem amanhã, mas isso iria acontecer no médio prazo. Ficava sem cigarro por dois dias, depois quatro, voltava a fumar durante outros dez, depois conseguia uma janela maior e assim se passaram meses e meses. Seriam 11 anos desde o início dessa viagem, na prática.

2- Ninguém precisa saber
Muita gente nem reparou: você fumava?

3- Em caso de emergência
Guardei dois cigarros na gaveta para usar quando quisesse. Sem neura. Nunca usei. Pulei o ridículo de anunciar que tinha parado de fumar e começar a “serrar” cigarro alheio. Além disso, foi uma forma de evitar o charme do proibido.

4- O outro não é problema meu
Posso me juntar aos amigos no fumódromo. Posso ir ao show no inferninho. Posso beber chopp no Filial e não vou fumar só porque o outro acendeu um cigarro às duas da manhã. Uma dura lei da vida: o outro não é problema meu.

5- Um copo de água
Deu vontade de fumar? Bebe um copo de água. Não resolve nada, mas distrai. O corpo agradece.

6- Tempo para cuidar do assunto
Sei que são dez anos desde que parei de fumar não porque estou na contagem dos minutos desde então, mas porque escolhi uma época de poucas pressões e muita diversão – férias no Canadá e EUA – para inaugurar oficialmente a nova fase. Viagem inesquecível a que a data ficou associada. Dez dias antes do embarque. Sou péssima para datas, mas cheguei a Toronto em 1º de maio. Não era feriado, memorizei.

7- Nem uma tragadinha
Duas tentativas fracassaram com essa brincadeira de só uma tragadinha. Uma delas durou dois anos! Assumi o estilo AA: não sei fumar socialmente.

8- Meu gatilho
Descobri que fumava para espantar o cansaço. Nos plantões de fim de semana na redação do jornal. Na madrugada gelada de um show que eu havia transmitido ao vivo para a TV, enquanto os peões desmontavam as câmeras, quando sobrava eu e o meu sono.

9- Informação sobre o vício
Trabalhei na comunicação do Hospital do Câncer A.C. Camargo e fiz parte da equipe que criou uma campanha sobre comportamentos que levam ao câncer, produzida pela agência JWT. Nessa época, mergulhei em papers e estudos científicos sobre tabagismo e conversei muito com médicos famosões. Escrevi a respeito, consolidei algum conhecimento.

Já havia escrito uma reportagem sobre como parar de fumar nos anos 80, uma tentativa louvável da editora de moda do JT na época, Maiá Mendonça, de me tirar dessa vida. Cheguei a visitar uma clínica que dava choque no fumante cada vez que ele levava o cigarro à boca (behaviorismo tosco).

Mas o que mais me ajudou em termos de vivência foi uma reportagem que fiz em uma clínica para recuperação de viciados em drogas. Eles usavam o método dos 10 passos e eu, como repórter, entrei nos passos como uma forma de assumir que eram viciados. Ouvi coisas que eles provavelmente não contaram para mais ninguém. Ali aprendi a respeitar o inimigo, a ser mais humilde. Vício é um comportamento definido, não importa no que você é viciado. Aprender como o vício funciona é muito esclarecedor.

Atchim

Limite Limite

Resfriado, gripe, atchim.

Lenço de papel, limonada, homeopatia. Atchim.

Outono, contramão, lenço de papel na minha mão.

Essa moça perdeu o juízo. Não fosse a preguiça que a gripe traz…

Esse papo de Web 2.0 já era

Passado glorioso Passado glorioso

Assisti uma parte do debate entre Geert Lovink e Ronaldo Lemos no auditório do Tuca (PUC/SP), que me atraiu porque prometia uma discussão sobre web 2.0 temperada com idéias sobre produção artística e discussão de autoria. Embora tenha saído do Tuca empastelada de sono, infelizmente vencida pelo cansaço do dia, guardei ecos de frases interessantes. A conversa pode ser retomada pelo Twitter do netart.studies

Lovink quer estudar os buscadores e a Wikipedia. Esse negócio de blogs, diz ele, é só um pedacinho da conversa. Concordo totalmente (outro dia até escrevi sobre blogs porque um estudante pediu, mas acho isso miúdo). Peixe grande hoje são os buscadores e as redes sociais

Os buscadores, comenta Lovink, para muitos são hoje a única coisa que interessa na internet. “Achei bonitinho quando ouvi de uma pessoa que ela não usava mais internet, só o Google”, citou.

A Wikipedia, acredita ele, precisa ser estudada com seriedade, não adianta ficarmos em uma conversa de “olha, a Wikipedia é legal” enquanto os detratores dizem sempre a mesma coisa: olha como a Wikipedia é falha. Essa crítica e essa defesa precisam ser aperfeiçoadas, conclui o pesquisador holandês.

As redes sociais estão nas mãos de empresas (Facebook, Orkut, MySpace, citou). “Nas redes sociais, o momento é semelhante à transição do Blogger para o Wordpress”, comparou ele. E falou das ferramentas open source para criação de redes.

Arte na pista

Ronaldo Lemos me surpreendeu ao discutir arte e tecnologia, por ser professor de direito e lembrar de gatos verde-limão criados por engenharia genética como um ato artístico e por debater alter-modernismo. Vou simplificar aqui a discussão, o que não ajuda muito, mas é o que um blog de gente apressada consegue. Ele aposta em 4 caminhos para o encontro da arte com tecnologia:

1- Levar até as últimas conseqüências os rompimentos que a tecnologia permitiu

2- Trabalhar com suportes obsoletos (citou a gravação de vídeos digitais em vinil)

3- Encarar a pesquisa científica (o exemplo do gato verde-limão)

4- A apropriação da tecnologia por parte das periferias globais (citou um roteiro mundial de fenômenos como o tecnobrega de Belém)

Mais: na Netart

A escolha da escola

Na escolinha Na escolinha

A escolha da escola, não fosse tão complexa, seria uma quadrinha.

Aconselho a quem procura uma escola para o filho imaginar o que gostaria de encontrar antes de sair a campo, para depois comparar com o que encontrou e chegar a um acordo. As mensalidades são de arrepiar o cabelo.

Repare no espaço físico. É limpo? É espaçoso? É seguro? Repare no espírito da escola, em uma sensação perceptível assim que você põe os pés ali. Há escolas barulhentas, eufóricas, há escolas tranquilas, há escolas apáticas e existem, infelizmente, escolas que lembram bufês infantis. Minha impressão é de que há público (clientes) para tudo.

Durante cerca de um mês, fizemos um tour pelas escolas indicadas por amigos ou frequentadas pelos vizinhos. O tempo para levar e buscar é importante, eu imaginei que se eram viáveis para os vizinhos, poderiam ser também para nós. Acabamos por escolher uma escola em outro bairro.

Encontramos muitas escolas preparadas para receber crianças com mais de 2 anos. Meu filho não chegou ainda lá. Em uma delas, renomada, bem bacana, no futuro uma possível escolha, a orientadora nos contou que a segunda-feira é dia em que as crianças sentam em roda para contar como foi o fim de semana. Fiz cara de interrogação: escute, estamos falando de uma escola para meu filho, lembra? Ele ainda não fala. Que maravilha essa escola, quem sabe, um dia. Fui.

Olhei o espaço físico e percebi, nessa bacaninha e em outras, um espaço perfeito para crianças maiores. Para quem ainda treina o equilíbrio, uma temeridade. Tsk tsk.

Uma visita me escandalizou: em vez de ensinar o que é boi da cara preta, uma escolinha infantil oferece para crianças a partir de 1 ano uma programação sobre o ano internacional da França. Nessa mesma escola, onde ouvi um discurso sobre “nutrição balanceada para suprir as necessidades do ser humano blá-blá-blá”, o cardápio do dia era “macarrão com sarchicha”. Então, escute, salsicha? Ah, é um embutido, mas é artesanal. Gente!

Fui visitar aquelas ali na esquina, onde eu chegaria em cinco minutos e voltaria a pé, empurrando o carrinho. São antigas residências em que seis turmas convivem e se espremem. Em uma delas tive a impressão de que as paredes tremiam com a gritaria de tantas crianças (14 por turma) reunidas em espaço tão exíguo.

Dispensei a escola top vip club, cuja mensalidade não alcanço, nem em sonho, tão cara quanto faculdade de medicina particular. Ou mais cara que isso. Até gostei de uma escola mantida por religiosos, ali a mensalidade era um fator muito favorável, mas pesou saber que a roda era feita dentro da capela, achamos que a orientação tinha grandes chances de não combinar conosco.

A escola de Francisco, 1 ano e 3 meses, tem quintais (no plural) com árvores, chão de terra e de areia, bastante espaço e um burburinho gostoso de crianças brincando. Ele adora o viveiro de jabutis, verdadeiros gourmets que ganham todo dia dos pequenos tomate, agrião ou alface, tudo lavado para que não haja problema quando a criança desiste de entregar o petisco para a tartaruga e decide improvisar um lanchinho. A comida é saudável, as preocupações são saudáveis.

Puxa, a escolha da escola seria uma quadrinha, não fosse tão difícil.

Jornalismo e blogs

Tell a story Tell a story

Conquiste a Rede, coleção de livrinhos sobre a publicação de conteúdo na web, começou a ser escrita por mim e pelo Roberto Taddei em 2005, depois de um café e um papo gostoso. De lá para cá, o mundo mudou deveras. E de marias.

Passei a conversar com estudantes sobre jornalismo cidadão para suas monografias de graduação e mestrado. Fico surpresa e muito contente com o fato de que “Conquiste a Rede”, escrita para pessoas que estariam sendo iniciadas nos mistérios da internet, ou seja, noviços, supostamente de baixa escolaridade, faça carreira como bibliografia da universidade. Isso demonstra que, anos depois, os livros ainda servem a seus propósitos iniciais: a coleção nasceu da falta de material em português sobre o assunto e concretizou uma reflexão inicial sobre o tema. É bom que siga seu caminho como referência útil, isso representa um excelente retorno para mim, como autora. Ser lida e ser útil, maravilha.

Fiz esse preâmbulo para dizer a todos os que perguntam minha opinião que acho difícil palpitar sobre os caminhos da humanidade. Sou jornalista e me afastei do dia a dia da redação com um certo desencanto, antes que me perdesse em frases como “nos bons tempos era assim e assado”. Às vezes, resmungo coisas como “um eletricista ganha melhor que um jornalista”.

Trabalho com comunicação, mas entendo ser esse trabalho algo bem amplo, que vai da edição de informação à concepção de projetos web, coordenação de equipes multimídia, crossing de linguagens e referências, pesquisa sobre novas mídias e ferramentas. Aquele jornalismo tradicional para mim é um pedaço desse mundo da comunicação.

Não tenho respostas sobre a crise do jornalismo tradicional, não sei como conciliar a profissão com o direito de todos à informação, pesquiso sobre direitos autorais versus conteúdo livre, uma discussão alentada, a meu ver.

Recebi perguntas do Eduardo Trindade, estudante da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e vou respondê-las pelo blog para que outros interessados possam participar e para ganhar tempo, pois nem sempre consigo parar para concatenar meus “pitacos”.

Pergunta 1- Como você vê, como jornalista, o futuro dos jornalistas profissionais com as possibilidades oferecidas aos cidadãos comuns, pelos blogs e plataformas web 2.0 de publicação online?

Um bom jornalista já se adaptou ou procura se encaixar no novo cenário. Sabe trabalhar com várias mídias (imagem, som, texto) e é fluente nessas diversas linguagens. Transita por redes sociais e sabe como usá-las com elegância e ética. Usa ferramentas como blogs, microblogs (Twitter), agregadores, bookmarks e mensagens instantâneas para obter, filtrar, avaliar e difundir notícias e informações.

O texto, a linguagem escrita, a meu ver, permanece como um grande desafio para a nova geração. Afinal, ela é formada por nativos digitais, mais acostumados à fala coloquial.

Esse profissional trabalha o tempo todo com fontes de diversas origens. Avaliar a qualidade da fonte é outro de seus desafios. Nesse cipoal de informações disponíveis, produzir, disseminar e editar informação fidedigna e confiável é tarefa bem complexa.

Ética, direitos autorais e viabilidade econômica dos projetos jornalísticos são questões fundamentais do jornalismo no século 21.

Pergunta 2- O que pode (se é que pode) diferenciar um profissional graduado dos blogueiros amadores em um blog?

Em tese, o amador não tem compromisso com sua audiência (público). O profissional, por seu lado, deve ter conhecimento técnico e ser ético. Na prática, blogueiro e jornalista não se distinguem na qualidade do que é produzido.

Já foi superada a divisão clara e nítida, preto no branco, entre o jornalista e o blogueiro. Há jornalistas blogueiros e blogueiros que são ótimos profissionais das notícias, mesmo sem ter o diploma do curso de jornalismo (se é isso o que define um jornalista). A prática do jornalismo obedece várias regras, tem técnicas, exige conhecimento. Um bom blogueiro não é um desavisado e estuda o universo da comunicação, o que nem todo jornalista faz.

Pergunta 3 – Quantos jornalistas profissionais vc conhece que trabalham apenas com blogs (não vinculados a grande grupos) e qual a faixa de renda destes?

Em outros países, principalmente nos EUA, são muitos os que tem como fonte de renda blogs e que são direta ou indiretamente (por meio de palestras, consultorias etc) remunerados pelo que postam na rede, sejam textos, fotos ou vídeos. No Brasil, percebo blogueiros como estes como casos isolados. São celebridades da blogosfera, um ou outro blogueiro, fotógrafo ou videomaker que consegue pagar as contas com o blogs e a reputação que eles conferem ao autor.

Em tempo: o Tiago Dória escreveu sobre os Super-Heróis dos Blogs, post que vale a visita.

“Para mim, um dos principais efeitos dos blogs é que eles aumentaram o número de pessoas participantes do mercado de opinião”, diz Dória. “Para o jornalismo, área a qual estou mais ligado atualmente, além de trazer novos profissionais, um dos principais efeitos foi ajudar a quebrar o tal do tabu da concorrência“.

“…O assunto pode ser cansativo. Falar de blogs é tão 2007″, comenta.

Harmonia com fachada ecológica e projeto Triptyque

farm farm

Você sente o cheiro do século 21 quando visita o número 57 da Harmonia, na Vila Madalena.

O projeto do escritório de arquitetura Triptyque recobriu com flores, samambaias e trepadeiras as paredes da fachada. Canos verde-limão aparentes irrigam as plantinhas. Durante minha breve visita, não tive oportunidade de verificar se o visitante sai molhado ou não caso esteja por perto. Detalhe irrelevante, gostoso foi encontrar por acaso, durante uma caminhada, o projeto que havia visto em revistas de arquitetura.

Ali funciona uma loja da grife carioca Farm, de roupas felizes e confortáveis. E caras, logicamente. Há um bazar no terceiro andar onde, quem sabe, você possa encontrar algo com preço viável. Não sei, não xeretei nada. Gostei de uns adesivos para carro. Flores coloridas. Coisa extremamente frufru, de mulherzinha, bem teen, bem pop. Nunca me ocorreria uma coisa dessas, mas hoje, justamente, vi na rua um carro assim paramentado. Alguém já tomou a iniciativa.

O achado do projeto Tryptique (gostoso falar isso) ocorreu bem cedo, antes das 10h. Quando todo o comércio da Vila Madalena estava fechado, a casa do século 21 já respirava e me recebeu com simpatia.

Falando nisso, há cartazes lambe-lambe em algumas das paredes da Harmonia 57 com palavras na tipografia especial do Profeta Gentileza, andarilho que escrevia sob os viadutos do Rio de Janeiro.

Gostei dessa modernidade toda, gentilezas acessórias, conceitos básicos, um ótimo começo para um dia de outono.

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