E foi assim, depois de um dia de parquinho e piscina, sem mais, que meu filho começou a andar. Faz a voltinha e não cai. Carrega um livrinho, balança, mas não cai.
Aquela energia toda para explorar o mundo. Sonho com viagem de jipe no deserto de Atacama. Quem sabe um vulcão no Chile, os violeiros do Nordeste, manteiga de garrafa, Mercado Ver o Peso, os cânions do Rio Grande do Sul. E as ondas. As ondas de Santa Catarina. Quanta coisa eu preciso mostrar a ele.
Carneiros, ele nunca viu. Galos, galinhas, patos, cavalos, sim. Porquinho não. Enfim, o mundo é grande, quanta coisa para mostrar.


Lucia Freitas
February 14th, 2009 at 11:01 pm
Teu filho começou a andar e esta “tia” sem vergonha aqui arrepiou com teu post lindo. Obrigada, Ana.
Silvia
February 15th, 2009 at 8:38 am
Emocionante!
Eu não tenho filhos, mas sempre tive essa mesma ideia; se tivesse um eu gostaria de mostrar tanta coisa…
Lustato Tenterrara
March 1st, 2009 at 9:01 am
Muito singular e bonita crônica, Ana Carmen. Adoro esses detalhes que parecem únicos e no entanto são universais. Um prazer viajar em tuas páginas.
Gosteu muito do site.
Quem sabe não ficamos amigos virtuais?
Princesa, eu ia apenas comentar tua bela crônica e me colocar em tua presença, mas o tema, tua criança, me trouxe na lembrança um poema, ou crônica em prosa poética, ou uma poesia (sei lá!), que eu fiz para uma de minhas princesinhas, quando contava algo em torno de um ano. Dei o nome Dói no Coração. Está aqui neste link. Ora te ofereço, com amor.
Um beijo.
Lustato
Comentário de Lustato
para o texto Preparar o Cinto: Meu Filho Começou a Andar, de Ana Carmen
Vivien Morgato
March 6th, 2009 at 6:37 pm
“Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovakloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: – Me ajuda a olhar!”
Eduardo Galeano, in “O livro dos abraços”
Acho que já mandei esse trecho pra vc, mas seu texto me lembrou o Galeano na hora.
Beijos.