frog frog

Eu ia falar mal dos repórteres de TV que “fazem poesia” durante as passagens. Passagens são aqueles segundos de glória para o jornalista, quando ele aparece no vídeo ensanduichado entre as imagens da reportagem.

É na passagem que a poesia-meleca se concentra e alça vôos atlânticos, é na passagem que as metáforas pululam como sapos do brejo.

Detesto essas passagens standard, elas têm um tom de voz e um estilo narrativo que me dão nos nervos. São um extrato de chavões, lugares comuns e filosofia de rabeira de caminhão.

Mas só digo uma coisa: o sapo não lava o pé, não lava porque não quer.