Eu ia falar mal dos repórteres de TV que “fazem poesia” durante as passagens. Passagens são aqueles segundos de glória para o jornalista, quando ele aparece no vídeo ensanduichado entre as imagens da reportagem.
É na passagem que a poesia-meleca se concentra e alça vôos atlânticos, é na passagem que as metáforas pululam como sapos do brejo.
Detesto essas passagens standard, elas têm um tom de voz e um estilo narrativo que me dão nos nervos. São um extrato de chavões, lugares comuns e filosofia de rabeira de caminhão.
Mas só digo uma coisa: o sapo não lava o pé, não lava porque não quer.


Claudia Regina
November 15th, 2008 at 12:40 pm
Eu sou da mesma opinião. Muitos chavões e clichês… chega a irritar toda vez que escuto um “selva de pedra”, por exemplo. E esse é um que eles gostam bastante.
Cecilia Barroso
November 16th, 2008 at 6:01 pm
“E é assim, se nem Jesus agradou a todos…”
Hehehehe
Eu também detesto. Imagine como é crescer com o Alexandre Garcia ancorando o jornal local…