2008 August | anacarmen.com

Arquivo do mês: August, 2008

Dois anos de blog

Koi Koi

Dias atrás, em 23 de agosto, o blog fez aniversário. O primeiro post, publicado dois anos atrás, chamava-se Os olhos do telescópio Chandra. Eu falava sobre matéria escura e blogs:

“Se mais de três quartos do universo são feitos de mistério, pensei, posso começar a escrever. Algumas vezes, os temas são como a matéria escura, que existe e ninguém ainda sabe o que é.”

É pique pique! Vale comemorar esses dois anos de anotações digitais. Fiz amigos, conversei, escrevi bem, escrevi mal, fotografei bastante. Bolhinhas de ar para todo lado :)

A paixão da nova geração: números da internet de julho

Estatísticas sobre a internet brasileira no mês de julho de 2008 mostram o que a gente já sabe: os jovens brasileiros são malucos por internet, tem paixão pela rede, navegam por muitas horas. O que é novidade é o índice de crescimento que mede a intensidade dessa paixão e que continua cravando novos recordes. Copio abaixo o press-release que o Ibope//NetRatings divulgou hoje:

Férias escolares colaboram para novos recordes da internet brasileira

Em julho, foram 23,7 milhões de internautas residenciais ativos, com média de 24 horas e 54 minutos de navegação por pessoa.

Em julho de 2008, 23,7 milhões de pessoas usaram a internet residencial, segundo o IBOPE//NetRatings, número 3,5% superior ao apurado em junho de 2008 e 28% maior que os 18,5 milhões divulgados em julho de 2007. Este é o número mais representativo já observado desde o início da pesquisa, em setembro de 2000. A quantidade de pessoas com acesso residencial à internet, dado que é trimestral, continuou a indicar que 35,5 milhões de pessoas podem acessar a rede mundial de computadores a partir de seus lares.

Com 24 horas e 54 minutos por pessoa, 1 hora e 42 minutos mais do que o tempo de junho e maior patamar já alcançado no país desde o início da pesquisa, o brasileiro continuou a ser o internauta residencial que mais navegou, se comparado com os outros nove países medidos com a mesma metodologia: Além de nosso país, Estados Unidos, Austrália, Japão, França, Alemanha, Itália, Suíça, Espanha e Reino Unido.

“Tradicionalmente, o mês de julho, por ser férias escolares e por ser a internet a principal atividade para parte dos jovens estudantes, mostra crescimento no tempo de consumo desta mídia”, comenta Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do IBOPE//NetRatings. “A relação que o usuário mais jovem tem com a internet é de paixão extrema, ao contrário das gerações que nasceram sem a web”, complementa o executivo.

Os países que mais se aproximaram do tempo residencial médio do internauta brasileiro foram a Alemanha (21h06min), os Estados Unidos (20h50min), a França (20h17min) e o Japão (19h21min).
As categorias com melhor desempenho por número de usuários residenciais em julho, comparando com junho de 2008, foram: “Informações Corporativas”, com crescimento de 16,5%, atingindo 9,1 milhões de internautas, “Finanças, Seguros e Investimentos”, que cresceu 5,9% e recebeu 9,7 milhões de visitantes únicos, “Automotivo”, com 5,6% de aumento no número de usuários e com visitas de 3,8 milhões de pessoas, “Computadores e Eletrônicos”, que cresceu 5,4% em número de usuários, atingindo 18,8 milhões de brasileiros, além de “Entretenimento”, cujo crescimento no período atingiu 4,5%, recebendo a visita de 19,4 milhões de brasileiros.

Já no período de um ano, enquanto a internet residencial ativa cresceu 28% em número de usuários, algumas categorias demonstraram melhores resultados: “Viagens e Turismo” (56,4%), “Informações Corporativas” (42,2%), “Automotivo” (36%), “Notícias e Informações” (35,2%) e “Computadores e Eletrônicos” (34,2%).

“Dois setores chamam a atenção: “Informações Corporativas”, categoria que concentra sites que dão informação sobre a empresa e suas atividades, mas não focam em venda e “Finanças, Seguros e Investimentos”, com os sites dos bancos, cartões de crédito, on-line brokers, seguradoras e informações financeiras. A primeira categoria indica que as pessoas vão diretamente à internet quando querem saber o endereço de uma empresa, saber se ela está desenvolvendo alguma ação social, cadastrar seu currículo, entre outras atividades. A segunda categoria voltou a conquistar a confiança do internauta residencial, depois de ficar estagnada após várias campanhas alertando os usuários sobre falsos sites de bancos e fraudes”, analisa Magalhães.

Os dados relativos ao primeiro trimestre de 2008 do Global Internet Trends - GNetT continuam indicando que 41,565 milhões de pessoas com 16 anos ou mais declararam ter acesso à internet em qualquer ambiente (casa, trabalho, escola, cybercafés, bibliotecas e outros locais).

Sou mamãe

varal de brinquedos varal de brinquedos

A novidade chegou em junho: Francisco, meu filho.

Foi um forrobodó. Eu estava em Vitória, era noite de quinta-feira quando recebi a notícia de que poderíamos adotar uma criança. Fiquei ainda mais um dia no Espírito Santo com aquele alvoroço dentro de mim, sem comentar nada com ninguém, só aquela possibilidade ali a me espiar.

Sobraram algumas horas de tempo livre em Vitória e eu aproveitei para visitar o convento da Penha, onde chorei com a cumplicidade da santinha, que segura um bebê no colo. Nesse convento que foi freqüentado por Anchieta, a emoção aflorou em forma de riso e lágrimas misturados. Embalei a novidade e observei durante mais de hora o mar, os barcos e o vôo de um urubu que aproveitava a corrente de ar. Até segunda, no entanto, nada foi. Deixei tudo para ser quando estivesse confirmado.

Foi assim, então, que de uma segunda para uma terça a vida deu uma pirueta e nunca mais foi a mesma. Ganhei uma alegria sem fim. Francisco é gente boa, é fofo, é bonito até não poder mais, um menino que conquista corações.

Naquela segunda-feira, eu e Renato tivemos apenas uma hora e meia para comprar um bercinho de viagem, uma mamadeira, um pacote de fraldas, uma chupeta, uma roupinha, uma lata de leite, um disso e um daquilo. Foi tudo doce e completamente maluco.

Quase três meses depois, ainda sentimos como a falta de preparo nos pegou de jeito. Mas aos poucos nos ajeitamos. Aliás, muito rapidamente nos ajeitamos. Um bebê é cheio de coisinhas muito específicas (colherinha de bebê, por exemplo, é de látex molinho, não serve colher de café que a gente tem na gaveta da cozinha). Por isso, nos ajeitamos a toque de caixa, sem tempo para observar o vôo de pássaros.

Já temos berços (isso, no plural), mamadeiras, roupinhas suficientes.

Já recebemos visitas. Muitas. Celebramos com os amigos, apresentamos o baby para a minha família e a família do Renato, já o introduzimos nas reuniões barulhentas em que todo mundo fala ao mesmo tempo. Perdi a conta das tias, primas e vovós que o levaram do nosso colo para dar beijinhos e voltinhas na sala. Francisco conquista corações e é muito querido. Comemorei em julho no interior, nesse quintal que aparece na foto, seus 7 meses, com bolo, velinha, língua-de-sogra, sorvete, bexigas. O pai estava em viagem de trabalho, teremos de fazer outras festas de mensário, que beleza.

Nessa viagem a um outro lado da vida, o blog, o e-mail, as aulas, as palestras e os encontros foram todos para o espaço. Houve até quem não entendeu direito o post anterior, embora a roupinha ali no cabide para secar, aquela “uma roupinha para começar tudo”, a meu ver explique muita coisa.

Explico, então, tim-tim por tim-tim: sou mamãe e não sobra tempo para bulhufas. Por um período imagino que o ritmo será esse. Sem tempo para conversar aqui no blog.

Parei hoje aqui graças à porcaria de uma virose. Estou longe do Francisco para que ele não pegue esse bichinho também (se bem que, com certeza, ele é imune, pois continua com ótima saúde, apetite e humor). O pai foi passear com ele ao ar livre, para aproveitar o horário bom do sol e eu fiquei aqui, escrevinhando.

Nos últimos meses li alguns livros - todos sobre bebês, obviamente. O que esperar no quinto mês de vida, como preparar a comida, quais os cuidados a tomar quando ele começar a engatinhar. O desenvolvimento da linguagem. Chupeta or not chupeta?

Ontem, indisposta, perdi o sono e fiquei lendo o que as amigas de uma lista de discussão chamada “Materna SP” falam. Fiquei a fim de usar sling, um paninho para carregar Francisco no colo. Quem sabe sem abusar tanto da minha coluna, já que o cara é fortinho.

Sendo assim, ainda não sei para onde corre esse rio. O blog sempre falou de comunicação e tal, agora eu quero mais é saber onde acho o sling (no Gama, nesse site babywearing e na loja Maria Barriga eu já sei que tem). Não deixei de gostar de comunicação, nessa noite já li as novidades sobre o mundo da mídia social, dos blogueiros, dos jornais etc. Mas devo ser sincera: meus olhos voltam-se para essa incrível discussão sobre a quantidade de sal a colocar na papinha. O que é irrelevante para a maioria dos que passeiam por aqui, eu sei. E que nem será mais tão importante daqui a um tempo, quando eu já estiver em outro estágio dessa história e o sling tornar-se impraticável para um meninão :)

Como eu disse, ainda não sei para onde correrá esse rio.