Março no Brasil: Segundo o press release do Ibope//NetRatings, cada um dos quase 23 milhões de internautas residenciais passou cerca de 24 horas navegando
Copio o texto de divulgação das estatísticas da internet brasileira relativas a março, onde se destaca o papel da Classe C como motor de expansão. É bonito encontrar um ato de amor e de crença no futuro atrás de números -os pais embarcam na compra financiada de um computador porque acreditam que a internet abre oportunidades profissionais e perspectivas de crescimento na vida dos filhos:
“O número de internautas residenciais ativos em março de 2008 cresceu 3,2%, atingindo 22,7 milhões de usuários, 40% mais do que em março de 2007. Também continuamos a ser o país com maior tempo médio mensal de navegação residencial por internauta entre os 10 países monitorados pela Nielsen//NetRatings, com 23h51min, 1 hora e 27 minutos mais do que em fevereiro de 2008 e 2 horas e 56 minutos acima do tempo de março de 2007.
Esses dois números (usuários residenciais ativos e tempo médio de uso residencial da internet) são os maiores já registrados pelo IBOPE//NetRatings desde setembro de 2000, início das medições no país. Completam a lista dos cinco países com maior tempo médio mensal por pessoa no domicílio a França (21h30min), os Estados Unidos (20h24min), o Japão (20h21min) e a Alemanha (19h09min).
O poder da classe C
O ritmo de crescimento da internet brasileira é intenso”, comenta Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do IBOPE//NetRatings. “A entrada da classe C para o clube dos internautas deve continuar a manter esse mesmo compasso forte de aumento no número de usuários residenciais. E por que chegou a hora da classe C? Porque estamos vivendo um bom momento econômico, com maior número de trabalhadores com carteira assinada, portanto com maior possibilidade de obter financiamento para comprar computador para sua família, financiamentos abundantes, computadores com preço em queda, banda larga com valores mais acessíveis e, principalmente dois fatores ligados à família típica da classe C: os pais acreditam que a internet dará uma vida melhor para seus filhos, por isso não poupam esforços para obter o acesso residencial e os filhos querem ser iguais a seus pares, ou seja, poder chegar na escola ou na rua e dizer que têm internet em casa”, complementa Magalhães.
A onda dos cartões virtuais
As categorias com melhor desempenho por número de usuários residenciais em março, comparando com fevereiro, foram “Ocasiões Especiais”, impulsionada pelos sites de envio de cartão de felicitações, especialmente por causa do dia da mulher, com crescimento de 27,2%, atingindo 3,8 milhões de internautas; “Educação e Carreira”, especialmente os sites ligados à educação, que cresceu 13,8% e recebeu 12,3 milhões de visitantes únicos; “Família e Estilo de Vida”, com ênfase para os crescimentos das subcategorias “Saúde, Condicionamento Físico e Nutrição”; “Crianças, Games Infantis e Brinquedos” e “Religião e Espiritualidade”, com 13,4% de aumento, com visitas de 10,8 milhões de pessoas; “Governo e Empresas sem Fins Lucrativos”, que cresceu 12,3% em número de usuários, atingindo 11,6 milhões de brasileiros, além de “Casa e Moda”, cujo crescimento no período atingiu 8,7%, recebendo a visita de 7,4 milhões de brasileiros.
Já no período de um ano, enquanto a internet residencial ativa cresceu 39,9% em número de usuários no período, algumas categorias cresceram muito mais: “Informações Corporativas” (67%), “Casa e Moda” (56,9%), “Viagens e Turismo” (56,8%), “Família e Estilo de Vida” (50,3%) e “Educação e Carreira” (49,2%).
Para todos os ambientes (residência, trabalho, escola, cybercafé, bibliotecas, telecentros etc), o IBOPE//NetRatings continua indicando 40 milhões de pessoas como o número do total de pessoas com acesso à internet. Esse número é relativo ao quarto trimestre de 2007, que inclui pessoas com 16 anos de idade ou mais. Também trimestral, o total de pessoas com acesso residencial à internet em março de 2008 continua em 34,1 milhões de indivíduos com dois anos ou mais.”

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