Dieu merci c’est vendredi!
Foi com essa saudação garimpada em meus feeds que meu dia começou. Foi assim que lembrei das mitologias que envolvem esse dia que marca o fim da jornada de trabalho da semana na era industrial. Uma coisa que o século 20 e a nova economia aboliram, sexta já não é mais fim nem começo de nada.
Sexta-feira é o nome do amigo do Robinson Crusoe. Começa daí a simpatia do dia de Vênus (dies Veneris, em latim), de Freyja (deusa germânica pagã da fertilidade, da beleza, do amor) e de Shukra, deus hindu que monta um cavalo, um crocodilo ou um camelo e que é igualmente associado às qualidades feminas, às artes, à dança. Em sânscrito, sexta é Shukravaar.
Em português, toda essa influência de Vênus ficou subterrânea. Como dizia uma professora de italiano que tive, Piera Camerini, só mesmo em português foram os feirantes que decidiram o calendário. Porque em português contamos os dias como feirantes: a feira do primeiro dia, do segundo e assim vai.
Em todo o caso, a moçada ainda “guarda” a happy hour da sexta-feira como dia de comemorar a vida, festejar. Eu estou nessa, para mim hoje é dia de “clássico”: assisto pela primeira vez ao vivo Arnaldo Cohen ( Rachimaninov e Brahms) e depois experimento o restaurante da Sala São Paulo. Um clássico para temperar com toque de Vênus a feira do sexto dia.


Carol
April 11th, 2008 at 2:16 pm
Adorei!
Sexta feira e o classico dia de enrolar no servico, pena que aqui nao da por nada no mundo…
E o que acontece se adiantaram o happy hour pra quinta?
Solucao: ir pra faculdade e prestar atencao uma vez na vida na aula de sexta ne?
Hahahaha
Beijo!
Tato
April 11th, 2008 at 2:23 pm
Dia de cerveja!
anacarmen
April 11th, 2008 at 2:43 pm
Saúde!
Mari-Jô Zilveti
April 11th, 2008 at 5:11 pm
Ana Carmen, você já leu “Vendredi ou les limbes du Pacifique”, de Alain Tournier? Seu texto me remeteu à leitura dessa obra, que permeou meu imaginário em meados da década de 80.
E, na prática, minhas sextas-feiras se esvaíram quando fiquei plantada na redação do diário e do semanal por 15 anos, fechando no famoso pescoção, um tormento.
Livre dessas amarras, hoje minhas sextas-feiras são também para flanar e indicar que a semana se vai para ler textos seus e de outras pessoas que postam no espaço. Aproveito para convidá-la para ler “Celular: ferramenta na educação e a menina-cofrinho”: http://nomadismocelular.wordpress.com
Abraços digitais, quem sabe um dia nos juntamos e tomamos uma cerveja, afinal sexta-feira também é dia de encontros analógicos.
Mari-Jô Zilveti
http://nomadismocelular.wordpress.com
anacarmen
April 13th, 2008 at 6:55 pm
Mari Jô, não li Tournier, não e não consegui encontrar nenhuma referência decente em português. Como não leio com fluência em francês, bom, depois você me conta essa história, com um chopinho, quem sabe. Tenho visitado o nomadismo celular, um blog com nome bem bolado.
gabrielle
May 13th, 2009 at 3:05 pm
seu trabalho eh mto loko
sou sua fa
d+,+,+
mto criativa
amo seu trabalho bjos
anacarmen
May 13th, 2009 at 4:49 pm
Obrigada, Gabrielle, apareça sempre.