Adoro comer bem e, como boa natureba, adoro ler sobre comida. Tenho preguiça de cozinhar todo dia, sou temporã à beira do fogão. Como ler não dá tanto trabalho, os blogs sobre gastronomia e comida entraram na minha vida para ficar, substituindo as revistas femininas e suas incríveis receitas.

Acompanho o que acontece no Slow Food Brasil, que agora promove um concurso de receitas com batata Chefs contra a fome. Leio as últimas descobertas dos Gastronautas Amadores, descobri o enorme acervo de receitas do Trem Bom, visito o Dadivosa.

Ontem copiei uma receita de Pudding de Banana no Cabeça Gorda da Miki. Hoje encontrei ali um menu do dia criado por ela especialmente para o filme Estômago, vale a pena conferir. Encontrei ainda a enorme lista de blogs sobre culinária que o Kafka na Praia organizou.

Para preparar no almoço de hoje o maço de raízes de bardana (ou gobo, como se diz em japonês) que comprei na Liberdade, apelei para o tio Google e foram os blogs que me deram as dicas. Essa planta incomum, com propriedades medicinais, tem uma raiz saborosa que me lembra o gosto de alcachofra. Preparei-a à moda “comida de mãe japonesa”, como me explicou o Comadre Fulozinha, um site de Pernambuco que vende produtos orgânicos.

Não segui nenhuma receita ao pé da letra, adaptei um pouco o que encontrei e preparei a raiz com cebolinha, shoyu e gergelim torrado. No blog Pecado da Gula, encontrei uma receita mais sofisticada, que ficou para outro dia. A bardana ficou assim:

gobo bardana