Recomendo esse post cabeça-gorda, como diz a Miki, sobre doce de leite escrito pela antropóloga Esther Katz e publicado pelo Slow Food Brasil. Recomendo aos gulosos como eu. Começa assim: “Os doces de leite não são exclusividade do Brasil, Uruguai ou Argentina. Em todos os países da América Latina, encontram-se variedades de doce de leite, com nomes diversos. Em países em que se fala espanhol, dulce de leche é o nome mais comum, mas também é conhecido como manjar blanco no Chile, Peru, Equador, Colômbia e Panamá - e, nesse último, também como bién-me-sabe -; cajeta no México e na América Central; jamoncillo no México; arequipe na Colômbia; leche de burra em El Salvador e na Nicarágua.”

dulce leche

Gosto de doce de leite.

Torço o nariz para os que não tem estirpe, açucarados, sem graça, sem alma.

Gosto da variedade argentina, escura, usada em recheio de alfajores e pães. Dulce de leche da marca Havanna, que loucura. Isso me lembra a necessidade de um guia sobre “como não engordar um quilo por dia em Buenos Aires”.

Preparei doce de leite em um sítio, uma vez. Em bando, com amigos da faculdade, fui para um sítio em Tietê. Tínhamos uma panela com vários litros de leite. Bem ao lado, a companhia de uma mesa animada pelo jogo de War. Várias horas depois de mexer, mexer e mexer sem fim o que parecia ser um caldeirão de bruxa, aposentei-me do metiê de fazedora de doce de leite. Docinho de leite, agora, só no blog ou no tabuleiro de alguém. Eu, hein, jacaré?