Essa história de que tamanho não é documento pode até ser verdade para algumas coisas. Para outras não é, não. Quando se trata da espessura da tela dos eletrônicos, o ditado perde o sentido, pois quanto mais fininha é a tela, melhor.
Foi um alívio quando percebemos que o televisor pesadão poderia ser substituído por um elegante retângulo pendurado na parede. Leveza e imagens de melhor qualidade, mesmo com preço estratosférico, motivaram o investimento em telas planas de LCD e plasma, que se transformaram em símbolo de status e de uma nova era.
Agora, um novo objeto de desejo desembarca no nosso mudno de fantasias e símbolos. A Sony lança em dezembro um monitor de TV com apenas 3 milímetros de espessura, quase a altura de uma moeda de dez centavos.
A nova tecnologia tem potencial para encerrar a competição entre plasma e LCD. Chamada Oled (da sigla em inglês para diodo orgânico emissor de luz), ela já é usada em alguns celulares. Um de seus pontos fortes é a qualidade das imagens em movimento rápido. Como a tela emite luz, não precisa de um foco de luz sob ela, o que economiza energia e faz a bateria durar mais.
Ainda não é possível produzir telas de Oled de grandes dimensões, mas a indústria já procura soluções para essa limitação. A durabilidade do Oled é ainda seu calcanhar de Aquiles, pois as telas ultrafinas se degradam com o tempo. A Sony garante que o novo modelo, que custará o equivalente a US$ 1,74 mil, dura dez anos se o monitor permanecer ligado por oito horas diariamente.
Oled: guarde a sigla. Ela já começa a fabricar sonhos.


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