Bruno, o macaco blogueiro do Estadão

É acupuntura entre diferentes mídias, pois o baixo impacto da agulhada está mais para acupuntura do que para polêmica. O jornal O Estado de S.Paulo lançou Bruno, o macaco blogueiro, em uma campanha publicitária. É um truque básico de marqueteiro, tocar bumbo em praça pública e chamar o Bruno, que assina um blog de economia, para cobrir. Logo mais, com a celebridade súbita, o macaco blogueiro pode vir a assinar uma coluna de jornal ou de revista, não é verdade?

O jornal preocupa-se com a credibilidade do que é publicado em blogs e até promoveu debate a respeito. Saudável preocupação, diga-se de passagem.

Tem blogueiro irritado com a campanha publicitária. Há um Pedro Dória, colunista do Estadão, decepcionado com a irrelevância da blogosfera brasileira. Há um Gilson Schwarz, da Cidade do Conhecimento da USP, mencionando “muita porcaria” na blogosfera, falta de qualidade e pleonasmos como “redes sociais”.

O debate reuniu gente que viu a internet nascer, ou seja, que não é da geração que acordou blogando e aprendeu a usar o joystick antes de ser alfabetizado. Essa geração, à qual pertenço, acordou no dia 29 de setembro com vontade de bater nos blogs e questionar como lucrar com esse movimento todo.

Fora esse mau humor ranzinza, fico contente com a ocasião. É começo de primavera, vamos começar a falar sobre blogs, isso aí. Muito saudável. A aproximação entre jornalismo e blogs não é mesmo macia. Tem seus atritos. Tem seus momentos muito bregas de “tapas e beijos”.

4 comentários sobre “Bruno, o macaco blogueiro do Estadão

  1. Edney, sua participação foi muito ponderada lá no meio desse grupo. Eles pareciam cirurgiões dissecando um sapo na mesa de alumínio, falando sobre blogs com um telescópio à mão para observar a blogosfera, láaaaa de longe.

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