“Inteligência Coletiva, Interdependência e Projetos Sociais - Os desafios da atuação colaborativa em rede: um encontro com Pierre Lévy”.
Títulos tão compridos são sinal de que é difícil explicar aquilo sobre o que vai se falar em seguida.
Foi um “encontro-laboratório” entre:
1- O teórico Pierre Lévy, autor de “Cibercultura” e “A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço”
2- Rogério da Costa, professor da PUC e coordenador do Linc
3- Sergio Mindlin, do Portal EducaRede
4- Rogério Amato, do Portal Rede Social, Secretário Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo
5- Gregório Bouer, presidente da Fundação Vanzolini
Falaram sobre educação. Fizeram perguntas. Falaram por quase três horas.
Pergunta do Educarede: “Como lidar com as dificuldades de professores que estão acostumados a dar aulas presenciais?”
Resposta de Pierre Lévy: “É só com os professores? Somente eles não são tão fluentes no ambiente virtual? Depois, existem as regras das instituições. Você não pode dar notas coletivas.
As regras das instituições impedem um novo jeito da educação funcionar. Acho que não devíamos opor presencial e on-line, porque é possível que estejamos todos em uma sala e juntos façamos uma atividade on-line. O que é novo é que tanto alunos quanto professores têm muito a aprender um com o outro. Quando eu falava nessa nova relação, ninguém parecia interessado. Hoje todo mundo fala em gestão do conhecimento.
As comunidades virtuais parecem ser um fenômeno muito recente. Na verdade, ele cresceu muito rápido, mas as primeiras comunidades virtuais surgiram há 30 anos. Leva tempo.
Pergunta do EducaRede: Por que comunidades espontâneas como Orkut e Second Life fazem mais sucesso do que comunidades dirigidas e com mediador? O mesmo ocorre em outros países?
Resposta de Pierre Lévy: Sim, acontece em outros países. É um fenômeno vivo. Existem muitas comunidades. Poucas sobrevivem e se tornam enormes. Comunidades são coisas vivas. O papel do moderador é muito importante. Não acredito que sozinha a rede se desenvolva. O motor das comunidades espontâneas é divertimento. Em ambientes educacionais, não pode ser completamente espontâneo.


Ander
August 20th, 2007 at 12:00 am
Ana, não acredito que perdi a palestra do Pierre! Ainda mais agora que estou começando a falar francês! Hehehe. Na verdade, fiquei triste mesmo de não ter ido, não sabia que ia rolar, tenho que assinar os RSS certos!
Tenho certeza que essa não foi uma daquela overview que tanto odiamos!
Beijos,
Ander
Bernardo
August 20th, 2007 at 3:51 am
Opa,
um bom jeito de fechar o dia, heim?!
Bernardo
PS - Sobre microformats, o Rapha andou me passando uns links: http://microformats.org/