Ver baleias é uma experiência forte. São seres pré-históricos que a gente ainda pode observar. Dinossauros do mar que se deslocam em grupos. Saltam. Cantam.

Baleia jubarte 2

Do litoral da Patagônia até a Praia do Forte, na Bahia, é o momento para observar baleias. Entre julho e outubro elas migram para águas mais quentes para acasalar e amamentar os filhotes. Imbituba, em Santa Catarina, uma cidade onde se caçava baleias, hoje há uma área de preservação onde é possível avistar os esguichos em forma de “v” das baleias francas. Mas é na península de Valdez, uma língua de terra da Argentina que avança sobre o mar e que é protegida como patrimônio natural da humanidade pela Unesco, que se encontra sua maior concentração. Eu vi jubartes em Itacaré, tão perto da costa que se avistava ainda o farol.

farol itacare

Também chamadas de baleias corcundas, as jubartes fazem acrobacias e tem uma vocalização complexa, comunicam-se por meio do canto e transformam a canção no decorrer da temporada. Vi machos, que têm mais de 12 metros de comprimento e pesam até 30 toneladas, elevarem-se sobre a água para impressionar a fêmea. Do barquinho, pareciam prédios de apartamento produzindo um tremendo splash na água. Assombroso.

No litoral da Bahia, dizem que as jubartes se concentram na região de Abrolhos. Mas como podem ser vistas também em Itacaré e na Praia do Forte, tenho impressão que o litoral nessa época é um grande corredor para baleias. Fêmeas e seus filhotes, machos jovens, grupos que navegam velozes e que a gente pode acompanhar por alguns momentos. Quem chegar perto verá.

  • Essas fotos foram feitas pelo Renato em Itacaré. As minhas não deram em nada, pois eu fiquei maravilhada com os bichos e perdi a concentração. Juro que pulei na água para tentar ouvir o canto. Outro dia falei das baleias no jornal, aproveito para recomendar novamente. É uma experiência e tanto.