Rodrigo, do Estadão, conversou comigo por telefone durante a cobertura do acidente com o Võo 3054 da TAM. Não li o resultado da entrevista, mas achei interessante contar um pouco sobre a conversa.
Esse será um marco para o jornalismo cidadão no Brasil?
É um marco porque ninguém vai esquecer o que estava fazendo naquele dia, às 19h. Fora isso, é um momento que dá visibilidade ao jornalismo colaborativo, um fenômeno que já acontecia muito antes do acidente.
Ou seja: o trauma não inspira ninguém a sair e blogar. Quer dizer, ele até motiva as pessoas a se expressarem, mas não foi por causa do acidente que o jornalismo cidadão se expandiu, como perguntou o repórter. O acidente deu visibilidade à produção amadora. Os grandes meios abriram espaço para o jornalismo feito por gente que vive de outra coisa além de fazer notícia.
O momento traz uma das grandes virtudes do jornalismo colaborativo, que é a contribuição de pessoas que estavam no lugar certo e na hora certa. Nisso a contribuição dos que não são jornalistas profissionais é imbatível.
Há uma onda do jornalismo colaborativo?
Há. Ele cresce cada vez mais no Brasil. Eu acho que os brasileiros têm afinidade com esse tipo de coisa. Eles gostam de passar horas na web, eles adoram interação e comunidades.


Comentários
Este post tem 1 comentário
Comente este post