A designer Miki fez um pudding de banana enquanto um pessoal ali ao lado ficava pelado a 11 ºC. De regata branca, eles usavam máscaras e estavam unidos por tubos de acrílico. Não deu para tirar foto da performance “Dispositivo de Interação Combinada” porque tinha tanta gente na Galeria Vermelho que era impossível ver qualquer coisa.

bananapudding

Subi em um banco para ver a cena insólita do pessoal de regata branca e depois fui perambular pelo Verbo, um festival de performances, instalações e bolinhos de banana, peixe assado na grelha, batatas assadas no papel alumínio.

MIki

No vídeo que fiz a gente pode ver o cachorro Filé, entusiamado com tanta gente e tantos cheiros, de olho na grelha enquanto “Songs of Googlism” usava “dados do Google para a criação de textos montados com fragmentos de frases vindas de diferentes sites da internet”, assinado digigarden.

Além do pudding de banana, experimentei o peixe preparado pelo Projeto Apartamento, que ocupou há tempos um prédio da Encol e fez a primeira versão da grelha-instalação. Agora a grelha está no Verbo.

peixe galeria vermelho

Teresa Berlinck organizou o lance da cozinha. Segundo ela me contou, a “Cozinha Cultural” baseia-se na colaboração. Quem quiser (e souber) cozinhar aparece, traz ingredientes, cozinha. Quem quiser chegar, pode levar alguma coisa, uma bebida. “Cozinha Cultural propõe a criação de um núcleo de convivência e colaboração, abrindo espaço para a troca de experiências que podem ocorrer ao redor do fogão e da mesa. Receitas e dicas podem ser enviadas para blog www.cozinhacultural.blogspot.com.

O pudding de banana da Miki estava sensacional. A máquina que vende arte contemporânea na “Vending Machine” é dez. E devolve dez, como se vê no vídeo.

Em tempo: a receita do banana pudding

Ingredientes

Para o pudding
» 125g de farinha de trigo
» 3 colheres (sopa) niveladas de fermento em pó
» 125g de açúcar cristal
» 1 ovo batido
» 1 banana bem madura amassada (quanto mais madura, mais saborosa a sobremesa ficará)
» 250ml de leite em temperatura ambiente
» 1 colher (chá) de essência de baunilha
» 50g de margarina derretida e esfriada

Para a “crosta”
» 100g de açúcar mascavo
» 2 colheres (sopa) de mel Karo
» 150ml de água fervente

Modo de fazer
Pré-aqueça o forno a 180ºC.

Peneire a farinha de trigo e fermento numa vasilha grande e acrescente o açúcar, mexendo levemente. Reserve.

Misture o ovo, a banana amassada, o leite, a baunilha e a margarina derretida até ficar com uma mistura homogênea. Despeje com cuidado sobre a mistura seca reservada e mexa bem com uma colher para incorporar os ingredientes.

Nesse ponto, você pode fazer de duas maneiras: ou usar um pirex grande e deitar a mistura toda nele ou pequenas xícaras de porcelana ou cerâmica ou ainda ramequins e fazer porções individuais. Particularmente, eu acho as xícaras de café as mais fofas! Se esse também for o seu caso, não encha muito mais do que 2/3 da xícara, pois o fermento começa a agir e não sobrará espaço para a calda.

Parta, então, para a etapa da crosta: coloque a água em uma panela pequena e quando ela estiver fervento, adicione os demais ingredientes, mexendo bem. Deixe no fogo mexendo ocasionalmente. Assim que ferver, verta gentilmente sobre a massa.

Ajeite as xicrinhas em uma assadeira e leve ao forno por aproximadamente 30 ou 40 minutos. O centro tem que ficar firme. Ele é tudo o que importa. Se ainda estiver em ‘erupção’ como um pequeno vulcão é porque não está pronto.

Sirva quente.