2007 July | anacarmen.com

Arquivo do mês: July, 2007

Blog Camp na próxima parada

Próxima rua - Next Street Próxima rua - Next Street

Blogcamp é um encontro sobre blogs que se realiza nos dias 25 e 26, na Gafanhoto. Não sei como é falar pessoalmente sobre blogs, costumo fazer isso pela web. Conto depois se foi divertido.
Lu Freitas agitou a edição passada, Luciana Terceiro me chamou para essa.
Ainda é tempo de inscrições. As meninas blogueiras se animaram.

Minnie vai à roça

Minnie vai à roça Minnie vai à roça

Dourado, no estado de São Paulo, já teve plantações de café sem fim. Já teve também mais peixes no rio Jacaré, único afluente do rio Tietê que não era poluído e que passa por ali mais manso, bom para bóia cross, depois de endoidecer nas cachoeiras de Brotas. Hoje, quando Minnie vai à roça, ela encontra plantações sem fim de cana de açúcar. Os donos do Google foram visitar a usina Tonon, ali ao lado, onde todos os bóias-frias da cidade trabalham. Da praça da matriz de Dourado, Minnie espia o novo grande negócio do Brasil, o biocombustível. Dizem que é ecológico. Em Dourado, depois da chegada massiva da cana, que criou desertos verdes e espantou os bichos para as últimas ilhas de vida, nesgas de mata, o rio Jacaré começou a ser poluído. O deserto verde.

Conheci o Rejunte de Porto Alegre pelo Flickr

Rejunte

O Flickr tem uma forma de comunicar que é muito tranqüila. É o tipo de conversa em que se não há nada de bom para dizer, não se diz. Quando alguém conversa é porque tem dúvida ou quer dizer que adorou a foto. Para quem não sabe, o Flickr é um fotoblog cheio de bossa, uma ferramenta que funciona muito bem. É referência da web 2.0 e especialmente atraente para quem gosta de interação.

Conheci o Cuscone e não sei o nome dele, só o “nick”. Ele é meu “contact”, ou seja, conhecido. Ele só deixou um bilhetinho sob uma foto que publiquei. Cuscone, codinome, tem uma galeria/loja totalmente interessante em Porto Alegre. A cada dois meses o Rejunte chama um artista para expor e vestir a loja. Essa exposição, pelo que pude entender, chamada Rejunte.

Veja bem: eu e Cuscone não nos conhecemos, mas a gente está se entendendo. Eu vejo potencial nessa praça eletrônica onde você deixa recados para quem não conhece. Quando tenho fé na web é porque ela faz esse tipo de mágica. Olha o bilhete:

“oi Ana!!! Muito obrigado por ter gostado do meu trabalho!!! O MUNDO ARTE GLOBAL www.mundoarteglobal.com.br é um espaço cultural que criei com um grande amigo aqui em POA.

Trabalhamos com arte. Tem uma galeria coletiva, uma sala para expos individuais, uma lojinha bacana www.saladatômica.com.br onde trabalhamos com moda alternativa valorizando estilistas novos, livros de arte, sprays, acessórios e toys.

É um espaço muito legal, em agosto estamos fazendo um ano de vida e realizamos mais de 15 expos por aqui, além de workshops, intervensões teatrais, saraus,…

Qdo vier a Porto vem nos conhecer. O que vc puder nos ajudar por aí tbém agradecemos, pois POA ainda é muito pequena e não está muito acostumada com tanta loucura. Um grande abraço e mais uma vez muito obrigado!!! “

Rejunte galeria

Pelo que pude ver, os toys são bárbaros.

Onda do jornalismo colaborativo

foia/leaf foia/leaf

Rodrigo, do Estadão, conversou comigo por telefone durante a cobertura do acidente com o Võo 3054 da TAM. Não li o resultado da entrevista, mas achei interessante contar um pouco sobre a conversa.

Esse será um marco para o jornalismo cidadão no Brasil?

É um marco porque ninguém vai esquecer o que estava fazendo naquele dia, às 19h. Fora isso, é um momento que dá visibilidade ao jornalismo colaborativo, um fenômeno que já acontecia muito antes do acidente.

Ou seja: o trauma não inspira ninguém a sair e blogar. Quer dizer, ele até motiva as pessoas a se expressarem, mas não foi por causa do acidente que o jornalismo cidadão se expandiu, como perguntou o repórter. O acidente deu visibilidade à produção amadora. Os grandes meios abriram espaço para o jornalismo feito por gente que vive de outra coisa além de fazer notícia.

O momento traz uma das grandes virtudes do jornalismo colaborativo, que é a contribuição de pessoas que estavam no lugar certo e na hora certa. Nisso a contribuição dos que não são jornalistas profissionais é imbatível.

Há uma onda do jornalismo colaborativo?

Há. Ele cresce cada vez mais no Brasil. Eu acho que os brasileiros têm afinidade com esse tipo de coisa. Eles gostam de passar horas na web, eles adoram interação e comunidades.

pier

pier pier

Era uma vez um pier imaginário.

Dali era possível ver onde o vento faz a curva.

Fim da semana em ouro

Bridge Bridge

Ouro do Pan. Medalha, medalha, medalha, como diria o Mutley da Corrida Maluca. Tiago Medalha Medalha Medalha Pereira.

Ouro no Parque do Ibirapuera, tão perto do local do acidente com o vôo da TAM. Levei um pensamento de pesar do parque até ali ao lado. E guardei um outro, pela loucura que encontro no fazer notícias. Muitas horas de minha semana foram dedicadas à aviação, às regras da aviação no Brasil, às entidades reguladoras mundiais, às causas, hipóteses, ao momentos que antecederam o choque do vôo 3054 e ao descaso que embrulha todo o apagão aéreo.

Ainda bem que a semana termina em ouro.

Sal, um restaurante que Ratatouille aprovaria

Ratatouille, o ratinho que sabe cozinhar, aprovaria o Sal, restaurante anexo à Galeria Vermelho. É o tipo de lugar em que ele se sentiria em casa. Da mesa você pode assistir ao lufa-lufa entre panelas, conchas, molhos, temperos. Vidros de azeite e vinagre perfilam-se em uma prateleira com muita elegância. Há poucas mesas e um garçom budista bom de papo, Júnior.

Felipe Fogaça é o chefe e proprietário. Simpático e jovem, estudou gastronomia na FMU. Seus pratos perfumados e gostosos são preparados ali em frente aos clientes. Já experimentei um risoto de brie e um espaguete de quínua com legumes e shitake. Boooooom.

Espie o Sal pela janelinha:

Sal

Sal www.salgastronomia.com.br: Rua Minas Gerais, 350, Higienópolis, fone 31513085

Inícios podem ser difíceis, como esse do Ratatouille:

Ratatouille

Banana Pudding by Miki W.

A designer Miki fez um pudding de banana enquanto um pessoal ali ao lado ficava pelado a 11 ºC. De regata branca, eles usavam máscaras e estavam unidos por tubos de acrílico. Não deu para tirar foto da performance “Dispositivo de Interação Combinada” porque tinha tanta gente na Galeria Vermelho que era impossível ver qualquer coisa.

bananapudding

Subi em um banco para ver a cena insólita do pessoal de regata branca e depois fui perambular pelo Verbo, um festival de performances, instalações e bolinhos de banana, peixe assado na grelha, batatas assadas no papel alumínio.

MIki

No vídeo que fiz a gente pode ver o cachorro Filé, entusiamado com tanta gente e tantos cheiros, de olho na grelha enquanto “Songs of Googlism” usava “dados do Google para a criação de textos montados com fragmentos de frases vindas de diferentes sites da internet”, assinado digigarden.

Além do pudding de banana, experimentei o peixe preparado pelo Projeto Apartamento, que ocupou há tempos um prédio da Encol e fez a primeira versão da grelha-instalação. Agora a grelha está no Verbo.

peixe galeria vermelho

Teresa Berlinck organizou o lance da cozinha. Segundo ela me contou, a “Cozinha Cultural” baseia-se na colaboração. Quem quiser (e souber) cozinhar aparece, traz ingredientes, cozinha. Quem quiser chegar, pode levar alguma coisa, uma bebida. “Cozinha Cultural propõe a criação de um núcleo de convivência e colaboração, abrindo espaço para a troca de experiências que podem ocorrer ao redor do fogão e da mesa. Receitas e dicas podem ser enviadas para blog www.cozinhacultural.blogspot.com.

O pudding de banana da Miki estava sensacional. A máquina que vende arte contemporânea na “Vending Machine” é dez. E devolve dez, como se vê no vídeo.

Em tempo: a receita do banana pudding

Ingredientes

Para o pudding
» 125g de farinha de trigo
» 3 colheres (sopa) niveladas de fermento em pó
» 125g de açúcar cristal
» 1 ovo batido
» 1 banana bem madura amassada (quanto mais madura, mais saborosa a sobremesa ficará)
» 250ml de leite em temperatura ambiente
» 1 colher (chá) de essência de baunilha
» 50g de margarina derretida e esfriada

Para a “crosta”
» 100g de açúcar mascavo
» 2 colheres (sopa) de mel Karo
» 150ml de água fervente

Modo de fazer
Pré-aqueça o forno a 180ºC.

Peneire a farinha de trigo e fermento numa vasilha grande e acrescente o açúcar, mexendo levemente. Reserve.

Misture o ovo, a banana amassada, o leite, a baunilha e a margarina derretida até ficar com uma mistura homogênea. Despeje com cuidado sobre a mistura seca reservada e mexa bem com uma colher para incorporar os ingredientes.

Nesse ponto, você pode fazer de duas maneiras: ou usar um pirex grande e deitar a mistura toda nele ou pequenas xícaras de porcelana ou cerâmica ou ainda ramequins e fazer porções individuais. Particularmente, eu acho as xícaras de café as mais fofas! Se esse também for o seu caso, não encha muito mais do que 2/3 da xícara, pois o fermento começa a agir e não sobrará espaço para a calda.

Parta, então, para a etapa da crosta: coloque a água em uma panela pequena e quando ela estiver fervento, adicione os demais ingredientes, mexendo bem. Deixe no fogo mexendo ocasionalmente. Assim que ferver, verta gentilmente sobre a massa.

Ajeite as xicrinhas em uma assadeira e leve ao forno por aproximadamente 30 ou 40 minutos. O centro tem que ficar firme. Ele é tudo o que importa. Se ainda estiver em ‘erupção’ como um pequeno vulcão é porque não está pronto.

Sirva quente.

Mar de gente/ 9:50 Qualquer Sofá

Flyer de 9:50 Qualquer sofá

São Paulo tem agora dois ótimos espetáculos - “Mar de Gente” e “9:50 Qualquer Sofá” - sobre as experiências de pessoas que vivem muito próximas umas das outras, amontoadas nas metrópoles.

Em 2008, segundo as Nações Unidas, 60% da população do planeta viverá em cidades.

Haverá mais pessoas nas cidades do que na zona rural.

Essa proximidade parece ser dolorida.

A vizinhança gera atrito, intolerância com as diferenças, infelicidade.

A multidão cria um “Mar de Gente”, como o nome do novo espetáculo de Ivaldo Bertazzo, em cartaz no Sesc Vila Mariana. No mar de gente os corpos se embolam, sem identidade, formando uma lava sem rosto que sai das entranhas do anonimato da grande cidade.

Com Ivaldo, não há chuvisco. É sempre bom o que ele propõe, pois ele traz um mote e convida o corpo a responder à vida. Aquele mar de gente se insufla e segue bravio, movimentado, cheio de ciclos e adaptações.

Seus aprendizes de bailarino tornaram-se profissionais. Cresceram diante dos olhos da platéia fiel. Em quatro anos, o coreógrafo e professor transformou um grupo de cidadãos dançantes - como ele chama os que dançam porque o movimento é bom - em profissionais.

Eles mostram a alma do mar de gente e navegam por um roteiro menos fácil que o dos espetáculos anteriores. Este é mais contido e voltado para dentro, tem menos influência da dança tradicional hindu, menos fusões com elementos do folclore brasileiro. Traz menos referências às danças circulares.

Estamos falando de maturidade de um grupo que já pode ser minimalista e ainda expressar o espírito do mar de gente.

9:50 Qualquer sofá

Sofa psicolidelico

“9:50 Qualquer Sofá”, dirigido pela Christiane Esteves, navega pelos desvios desse mar de gente, pelas rotas alteradas. Quatro mulheres comentam os fatos inesperados, as direções incertas e incorretas. Gente que põe bebê na secadora, pula do lado errado do trilho do trem. “É do outro lado”, murmuram as quatro meninas. Gente que se depara com o acidente, com a quebra da normalidade. Emergências. Casos drásticos. Tintas fortes, vida em perigo.

“Respire, respire”, murmuram as meninas. Sopram o ouvido do público que vai até a Casa das Caldeiras, na avenida Francisco Matarazzo.

Fantasmas e mesmo o vampiro Lestat poderiam espiar o mar de gente que freqüenta o circo no terreno ao lado, que vai ao estádio do Palmeiras ali em frente, ou que trabalha no complexo de escritórios ao lado. De dentro da Casa das Caldeiras, anônimos, próximos.
Lestat, o vampiro roqueiro de Anne Rice adoraria aquela moçada diferente circulando no castelinho das antigas caldeiras das fábricas Matarazzo. Ele poderia debruçar-se no parapeito dessa ilha de silêncio e escuridão e, sem se expor, observar a vida pulsando na megalópole. “É do outro lado”, convidam as meninas, puxando o público para o outro lado do espelho de Alice.

povoempe

“9:50 Qualquer Sofá é um experimento de narrativa, uma espécie de poema teatral coreográfico, com um olhar divertido sobre os fait divers que rompem nosso cotidiano”, resume o grupo OPOVOEMPÉ. Segundas e terças às 21h. Domingos às 20h. Av Francisco Matarazzo, 2000 - Barra Funda. Ingressos: R$10 e R$ 5 para estudantes, aposentados e classe artística. Serviço de Estacionamento Valet com manobristas: R$ 5. Reservas pelo telefone: 11 9392-677.

Está no ar o UOL Vídeos

Sem fazer estardalhaço, o UOL Vídeos acaba de entrar no ar.

Casamento de You Tube com o UOLK, ele tem várias qualidades: é fácil de usar, tem traquitanas como relatório de acesso, código embeded para colar o player no seu blog.

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