Heroes ou Lost? Eu sou mais Heroes. Acho o roteiro de Lost abilolado, um novelinho no qual há muitas pontas soltas, balançando ao gosto da audiência. Apesar da preferência, achei o último episódio da primeira temporada (ou primeiro volume, como eles dizem) de Heroes um tanto quanto goiaboso.

Seriados são minhas novelinhas, o xampu para lavar as idéias depois de um dia cheio. Meu grau de exigência não é tão alto, mas gosto de bons roteiros.

O núcleo Mica-Niki, sempre dispensável, mostrou porque entrou no roteiro de Heroes. O menino Mica encarna o carinha que era preciso existir para controlar computadores. A loira violenta é a dose de mulher sexy necessária para estampar à frente dos cartazes publicitários.

Peter Petrelli Peter Petrelli, o mais poderoso dos Heroes. Se você quiser assistir aos episódios pela web, a partir de um computador no Brasil, use um Proxy e acesse o site da NBC

Hiro Nakamura e seu ingênuo entusiasmo salva Heroes de ser desinteressante. No meu ranking de personagens legais vêm em seguida Peter Petrelli, o irmão atormentado e cheio de boas intenções do político bonitón. Em terceiro lugar, a cheerleader. Adoro o slogan “Save the cheerleader, save the world”.

Sylar, o vilão, é chato de dar dó, tadinho. A gente só nota como ele é malvado quando ele tira a tampa do crânio e rouba o cérebro de algum superpoderoso. Digamos que ele aparece somente quando pendura uma melancia no pescoço, pisa em cima e suja o chão de vermelho.

Quem quiser saber o que acontece no episódio, é só perguntar. Não quero estragar a festa de ninguém. Mas adianto: a mocinha não morre no final.