Saí do trabalho hoje com uma palavra na cabeça: resiliência. O termo é oriundo da física, refere-se à “propriedade de alguns materiais de acumular energia, quando exigidos e estressados, e voltar ao estado original sem qualquer deformação”. Segundo o Houaiss, “propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica”.

A convivência dentro de organizações, equipes e mesmo grupos informais engajados em atividade comum pede resiliência, ensinam os manuais fashion de gestão. Ganha quem tem resiliência. Perdem os que não têm.

Resiliência, pensava eu, seria eufemismo para ter saco? Seria um sinônimo elegante para adaptação instigada por instinto de sobrevivência? Ou existe isso mesmo de você aprender a lidar com o atrito e o confronto sem se deformar?

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Quando a gente sai com resiliência na ponta da língua, uma coisa é certa: o dia não foi fácil. Talvez eu não esteja entre esses materiais capazes de entortar sem guardar na memória a pressão. Não tenho certeza, já fui mais sensível, talvez tenha ganho em resiliência.

The Secret, aquele filme que eu recomendo para noites insones, porque tem sempre um objeto hipnoticamente girando em um canto da tela, o que me fez dormir em três tentativas diferentes de assisti-lo, resolve rapidamente essa questão toda sobre resiliência. Ele recomenda afastar essas palavras da ponta da língua e trocá-las por pensamentos sobre muito tempo livre para rir, navegar e brincar na areia da praia.