2007 February | anacarmen.com

Arquivo do mês: February, 2007

Links legais

Escolhi alguns links interessantes da minha cestinha. Eu mesma colhi alguns, outros ganhei de presente. Ficam guardados sob o rótulo “links legais”.

Cerejinha

Pac Man ao som de jazz com visual Mondrian

Genial! Presente do Xpop, que arruma as malas em direção à Holanda cheio de ótimas idéias. Boa viagem.

Shelfari

Esse eu ganhei da Lu, uma bibliófila muito antenada. É uma comunidade para trocar informações sobre livros.

Musicovery

O Renato está se divertindo com esse rádio interativo que escolhe músicas que provavelmente você vai gostar.

Peladões no blog do Google

O satélite fotografou uns peladões tomando sol enquanto preparava material para o Google Earth. Engraçado e inquietante.

Ted Nelson espinafra a internet

Marcinho mandou esse link da França, provavelmente para dar uma alfinetadinha, sem saber que eu ele um figura. Eu estava na platéia quando Ted Nelson explicou aqui no Brasil como ele bolou o hipertexto no formato de uma rede não linear e a Xerox implantou um simulacro enfadonho (na opinião dele), a internet como conhecemos, que imita a lógica do papel. Nessa história, venceu o lado que não era o dele.

Ms. Dewey, um falso sistema de busca com corpão violão

Presente da Nelcy. A garota da Microsof não é brilhante, nem muito menos os resultados que ela apresenta, mas vale pela uma experiência de marketing viral, que te enrola perfeitamente. Você pensa que recebe o que procura, mas só lê o que interessa ao cliente, hai capito?

Dor nos olhos de tanto ler na tela do computador

Se você chegou até aqui, faz parte do time que lê muita coisa web e vai precisar de umas dicas. No original ou traduzido para o português.

Antigos hábitos, novo cenário

Quando digo que a grande imprensa experimenta novos caminhos para sobreviver às inovações da mídia eletrônica, não estou sugerindo que a extinção dos meios tradicionais está próxima. Observo uma adaptação deles ao novo cenário.

Continuo leitora de livros, revistas e jornais no papel. Sou do tipo que lê rótulo dos produtos e embalagem, leio filipeta que me entregam na rua. Cresci amarrotando o jornal na mesa do café da manhã e isso continua como parte do início do meu dia. Mas também acesso o noticiário pela internet, leio e-mails, participo esporadicamente de fóruns. Quando consigo ter tempo, consulto meu leitor de RSS, passeio por blogs, vlogs, flogs, posto e comento etc. Esse é o novo contexto a que me refiro.

Certo?

Andrea de Carli, lá do Rio Grande do Sul, é professora e estuda o uso de informática na educação. Fez uma adaptação de um trecho do livro Podcast e deixou-a disponível para todo mundo, como eu e o Roberto, autores da coleção “Conquiste a Rede”, sugerimos. Ensinar como fazer é importante, pode fazer diferença na vida profissional e pessoal do leitor. Valeu!
Andrea deixou o seguinte comentário sobre meu texto anterior: “Muito bom post Ana, mas acredito que este exista um exagero em achar que a internet tomará conta de nossas vidas desta maneira, inutilizando certas mídias que há tempos estão por aí. Vejo abrindo-se um leque de mídias que poderão auxiliar, com competência e planejamento, todos os campos de estudo.”

Realmente, é um exagero. De qualquer forma, eu evitaria a palavra “inutilizar”, pois reciclagem é sempre uma postura mais atual. E não estou falando em extinção. Certo, Andrea?

Jornalismo cidadão no jornalzão

Tocamos em um ponto importante: a informação capilarizada e segmentada, presente em milhares de canais diferentes, muitas vezes dirigida a nichos muito específicos, esse “leque de mídias” a que Andrea se refere. A grande imprensa muda em resposta a essa transformação. Ela tem se aproximado dos novos meios de comunicação, aprendido com eles, se aliado e se adaptado.

Falei sobre isso com um repórter do caderno Link do Estadão. Vamos ver o que sai dessa conversa na edição do dia 26 de fevereiro, que abordará o jornalismo cidadão. A grande imprensa também já parou para comentar o novo cenário.

Semana passada a agência de notícias Associated Press anunciou que passa a usar o jornalismo cidadão como fonte, depois de firmar parceria com NowPublic.com (os editores da AP verificarão e garantirão a veracidade das informações). É mais um exemplo dos tempos de grandes mudanças na comunicação.

Metro e New York Times em busca de alternativas para a imprensa

Desistir de vender jornal e distribuí-lo de graça é uma resposta às mudanças na comunicação, que exigem da grande imprensa novos caminhos, urgentemente. Em março São Paulo deve ganhar um novo jornal: Metro, ou Publimetro. A frase “Think local, act global”, ou pense local e aja globalmente, bem a gosto do jornalismo cidadão, norteia o projeto editorial da franquia, já presente na América Latina em versão chilena. O grupo já levou sua fórmula, sempre igual, a 19 países. O Brasil é o próximo.

Farol

A fórmula do Metro, implantada em uma centena de cidades, prevê sua distribuição em locais de grande circulação, como transporte público, shoppings centers e cruzamentos de avenidas movimentadas. O jornal quer se sustentar no Brasil por meio de anúncios dirigidos às classes A e B, para gente com até 35 anos. Trará textos curtos e tentará pescar o leitor pelos olhos.

New York Times em crise

Arthur Sulzberger, editor do jornal The New York Times, contou em entrevista ao jornal israelense Haaretz nesta semana que ele não garante que seu jornal tenha uma versão em papel daqui a cinco anos. Sulzberger lembra que a internet está engolindo os jornais e diz que há quatro anos o jornal Boston Globe, do mesmo grupo que o NYT, está no vermelho. Na semana passada, ele anunciou um prejuízo de US$ 570 milhões.

“Não sei realmente se daqui a cinco anos ainda vamos imprimir o Times e, na verdade, não importa muito”, afirma Sulzberger. Segundo ele, o xis da questão é como fazer a transição do papel para a web. “A internet é um lugar maravilhoso e nesse terreno estamos à frente de todos”, anuncia orgulhoso.

A edição on-line do New York Times tem 1,5 milhão de acessos por dia, enquanto o número de assinantes da edição impressa é de 1,1 milhão.

Transição

A transição da grande imprensa é uma uma corrida de obstáculos ou um jogo de xadrez, conforme a perspectiva, que envolve questões a respeito de:

  • como atrair e manter anunciantes
  • como contratar e pagar colaboradores
  • como se relacionar com as informações publicadas por blogs
  • como utilizar as novas ferramentas da web
  • como ganhar dinheiro em um mundo que ignora o sistema de direitos autorais
  • como manter a credibilidade
  • como rejuvenescer sem não perder a identidade
  • como ser jovem sem ser bobo e superficial
  • como ser bobo e ainda valer a pena
  • como ser significativo para a vida do leitor

Responder a essas questões dentro de um business plan não é tarefa simples.

ABC das meninas

Meninas quando vão às compras gostam de coisas fofas e de texturas. Meninas riem à toa quando estão em grupo, usem elas burka ou não. Termino um livro sobre o Afeganistão e concluo que deve ser um forno usar aquela manta feita em nome do pudor. Vários autores dizem o mesmo: embaixo da burka, o cheiro do corpo, do sabonete, do tecido. O cheiro, seja ele do que for.

Flor pano

Escrevo sobre a história da Rússia e percebo que o bicho sempre foi bravo por lá. Tudo começa com vikings. Depois, vem Gengis Khan; Ivan, o terrível, czares, Stálin. Chechênia. Geórgia. Afeganistão (ele de novo). Banhos de sangue, massacres, protestos, censura, guerra, milhares de mortes. Frio. A história da Rússia nunca se escreve com palavras doces.

Fefe Talavera no tapume

Enquanto isso, meninas gostam de coisas fofas como travesseiros em forma de sushi. Adoram fotos de pandas e ursos. Meninas alisam, pintam, enrolam, cortam o cabelo e falam sobre tudo isso, sobretudo quando estão chateadas. Para escrever sobre meninas separo palavras doces e rosadas.