Steve Jobs anunciou hoje em São Francisco o lançamento do iPhone. Eu não ia falar disso porque o celular da Apple é um ponto de encontro para quem não tiver assunto. E outros comentarão com mais propriedade o novo objeto do desejo e com mais paixão, inclusive.

Só que ele é irresistível. Além de fininho, com tela sensível ao toque, aproxima-se da tão anunciada convergência das mídias.

Será que o iPhone, esse novo filhote da geração smartphones, terá aquele apelo irracional que tem o iPod? Aquilo que transforma um eletrônico em objeto de status e que libera serotonina como se fosse uma barra de chocolate? Tem bossa, tem marca, concretiza desejos. As pessoas criavam fotos e desenhos falsos do aparelhinho antes de ele ser fabricado. Um fenômeno.

O iPhone sai em junho nos Estados Unidos. Por enquanto, só para assinantes da operadora Cingular. Com sorte, experimentarei um. E continuarei à espera do aparelhinho de matéria orgânica que vou usar no pulso como um relógio ou como acessório da roupa. Ele fará tudo o que o iPhone promete e mais um pouco.

Só se fala nisso

2007 terá mais anúncios na internet e menos na TV, diz o Wall Street Journal. Segundo o jornal, os anunciantes tentam descobrir quanto de publicidade conseguem veicular nos celulares sem incomodar os usuários.