O Rafael Slonik, que mantém o blog InformarE, escreveu um comentário sobre o post anterior e decidi responder com outro post, pois a conversa é boa.

Essa ‘democratização’ proporcionada pelo Lulu.com pode ser um desastre. Quando uma editora define parâmetros para publicar ou não um livro, é a seleção natural agindo. Então se qualquer um puder publicar vai acontecer como na Wikipédia: você tem só uma informação superficial sobre o assunto, e não tem a garantia de que aquela informação seja correta. Mas se o ditado reza: o que vale é a intenção. Lulu.com pode ser considerado um serviço nobre! =)

Como garantir a qualidade das informações nas web

Rafael, fico contente em ter um interlocutor, obrigada pela opinião. As questões que você aponta são exatamente as que citei quando escrevi sobre o Periodistas 21, não foi por acaso que reuni a Lulu.com e o blog espanhol.

Quem garante a qualidade das informações? Como saber se o que leio é bobagem ou não? Quantidade de informações disponíveis na rede não significa qualidade. Quem lê tanta notícia? Quem responde pela mentira, blefe, calúnia, injúria, infração? Pelo crime?

São questões importantes, que acalentam ensaios, discussões acadêmicas, enfim, que dão muito pano para a manga, como se diz. Estão abertas e sabe-se lá quando e se haverá uma resposta para elas.

Acredito que a internet seja uma revolução em termos de difusão das informações e sou totalmente favorável a essa facilidade que ela proporciona. Esse acesso fácil de qualquer pessoa à publicação transformou a comunicação, é fato consumado. Escrevi uma coleção de livros, Conquiste a Rede, sobre o tema.

Com essa quantidade de vozes, opiniões e dados a necessidade que pululam na web, surgiu a necessidade de filtros que me digam o que é bom e o que é besteira. Preciso de referências para saber o que tem credibilidade e o que é embuste. Mas uma coisa não tira o mérito da outra.

Eu e o Rafael estamos de pleno acordo =)