O censo das espécies marinhas de 2006, um estudo que reúne informações coletadas por 200 pesquisadores em 80 países, inclui um ser que vive nas mais extremas condições. Trata-se de um pequeno crustáceo encontrado em um abismo de 3 km de profundidade no Atlântico. Ele vive ao lado de fontes que liberam água a uma temperatura de 407º C. Graus Celsius!
O tal camarãozinho fica à vontade em um calor que derreteria chumbo. Rodeado por águas geladas que por pouco não congelam, o corpo do bichinho suporta temperaturas de 80 ºC, próximas ao ponto de ebulição. Na saída das chaminés sulfurosas do fundo do mar vivem também moluscos.
Achei um mistério esses camarões e conchas que aproveitam a vida em meio a doses maciças de metais pesados. Tudo o que para nós seria o fim, para eles é saudável.
Esses camarões e conchas são uma metáfora das diferenças. Tudo o que é bom para mim, para eles não é.

udi
December 13th, 2006 at 9:29 pm
pergunta que não quer calar: sendo tão diferente do ser-humano estaria, o tal camarãozinho, ameaçado de extinção?