2006 October | anacarmen.com

Arquivo do mês: October, 2006

Líbia e Negroponte unem-se para dar um computador por criança em idade escolar

O nome de Muammar Abu Minyar al-Gaddafi deu um duplo mortal esta semana no noticiário sobre inclusão digital. Foi uma aparição pirotécnica deste chefe de Estado da Líbia desde 1969, mais conhecido por sua proximidade com atividades terroristas do que pelas idéias de vanguarda. Ele selou uma parceria com nada mais, nada menos, que Nicholas Negroponte.

Co-fundador e diretor do MIT Media Laboratory, Negroponte é também fundador da iniciativa Um Laptop Por Criança. Em reportagem do Los Angeles Times, lê-se que Gaddafi doou no início de outubro US$ 250 milhões para a iniciativa.

Chá no Saara

Foi em agosto, em uma tenda no deserto, que o líder africano e Negroponte selaram o futuro da Líbia. Negroponte comprometeu-se a entregar um milhão de computadores a Gaddafi em 2007. Já em 2010 a Líbia poderá ser o primeiro país no qual cada criança em idade escolar terá acesso a um computador e à rede mundial. Nenhum programa da Microsoft será instalado nos computadores.

Isso é uma mudança. Nas voltas que a geopolítica dá pode ser que surja um novo Vale do Silício no norte da África. A Líbia escolhe o caminho da Índia, que se transformou em pólo mundial importante quando entrou no mercado globalizado de tecnologia e serviços, fornecendo conhecimento e mão-de-obra especializada por preços atrativos.

Como disse o russo naturalizado americano Sergey Brin, co-fundador do Google, em entrevista mencionada no livro “O Mundo é Plano”, de Thomas Friedman:

“Quem possuir conexão por banda larga ou discada ou tiver acesso a um cibercafé, seja um garoto do Camboja, um professor universitário ou eu mesmo, que gerencio este mecanismo de busca, todos têm o mesmo acesso básico a dados gerais de pesquisa. É uma força equalizadora e muito diferente de quando eu era pequeno, quando o máximo que eu tinha era acesso a alguma biblioteca, que não tinha tanta coisa assim e só por milagre se conseguia uma informação, ou buscando algo muito simples, ou muito recente”.

O Brasil ainda ensaia os primeiros passos na mesma direção. O governo Lula apostou fichas no software livre, abriu centros de uso público da internet e criou espaço para a discussão da inclusão digital. A revolução digital ainda não ocorreu. Estamos no ensaio geral.

Vida descartável e o fim da sacola de plástico para o pão

Em Joinville, comprar pão exige uma certa logística. É necessário ir à padaria com uma cesta ou qualquer outra coisa para carregar o que for comprado. Trata-se de uma campanha para reduzir o uso das sacolinhas de plástico, que levam 400 anos para se decompor quando deixadas no ambiente.

O projeto Sacola Permanente é uma iniciativa da Sociedade Educacional Santo Antônio e da Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Iririú de Joinville. Recebe hoje um prêmio da Fundação Getúlio Vargas, durante o Seminário de Responsabilidade Social no Varejo, que se realiza em São Paulo.

Com o estímulo do Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria da cidade, as padarias de Joinville conseguiram alguma mudança no comportamento de seus clientes. Para incentivá-los a aderir à campanha, distribuíram sacolas de pano e deram descontos na conta do pão ou do leite de quem adere à nova moda.

Vida descartável

A filha de amigos meus já lançou em São Paulo a mesma idéia. Seus pais ficam ligeiramente constrangidos em sacar o tupper ware da bolsa na delicatessen chique do bairro quando querem compram queijo fatiado acompanhados pela filha, que traz uma nota dissonante e um comentário crítico à fila do pão.

Totalmente nesse espírito são copos, xícaras e travessas 100% biodegradáveis. Ainda não vi nada por aqui no estilo da linha made in China disponível no site Branch, de “design sustentável”, sediado em São Francisco, nos Estados Unidos. São pratos, xícaras e travessas feitas de bagaço de cana e utensílios feitos de uma mistura de 80% de amido de batata e 20% de óleo vegetal.

Complexo de Hulk só desmancha o penteado

Rajesh Setty, um indiano que lançou seu primeiro livro aos 13 anos, desenvolveu a capacidade de observar cenários e extrair de suas reflexões dicas práticas para melhorar o relacionamento entre as pessoas e ainda conseguir melhores resultados no trabalho. Poderia ser um gênio da lâmpada não fosse ele um consultor para corporações.

Life Beyond Code é o nome de seu blog. “Beyond Code” é o livro lançado nos Estados Unidos em 2005 sobre ser um bom profissional. Nele, Setty dedica um capítulo ao que chama de “Complexo de Hulk”. Para saber se você padece dessa doença esverdeada, responda sim ou não às seguintes questões:

1- Eu geralmente penso que tenho de resolver problemas sozinho.
2- Eu só peço ajuda quando esgotei todas as minhas opções (e a mim mesmo).
3- Eu não me sinto confortável ao pedir a ajuda a alguém.
4- Eu fico mais satisfeito quando resolvo um problema sem ajuda de ninguém.

Se você respondeu sim para duas destas questões, você tem um complexo de Hulk, diz Setty. “Sempre que houver um problema, ele precisa ser resolvido, mas não existe nenhuma regra que diga que ele tem de ser resolvido somente por você”, escreve ele.

A dica é preciosa: quando você tenta resolver um problema sozinho, conta apenas com seus recursos. Por outro lado, quando você aciona uma rede, tem à disposição uma combinação de fontes, conhecimentos e vivências que sempre será mais poderosa do que você sozinho.

Para não posar de Hulk na resolução de problemas, procure ajuda nas pessoas, livros, blogs, revistas, newsletters, eventos, no próprio dia-a-dia do trabalho, hobbies, interesses, sites, vídeos, respostas do Google e em sua rede de relacionamentos. Conselho de Setty.

Sabiamente, ele esmiuça idéias que permeiam os conceitos de inteligência coletiva e trabalho colaborativo - duas coisas que, não por coincidência, são o motor da web 2.0.

Vizinhos invisíveis

No andar de cima morava um psicólogo famoso, autor de vários livros de auto-ajuda. Soube que ele enveredou pelo assunto “gestão de crise”. Provavelmente, conjuga o verbo minimizar (o impacto) várias vezes, não sei, ainda não divulgou a pesquisa, que deve transformar em outro best-seller.

Depois que ele se mudou, o apartamento foi ocupado por um famoso cozinheiro francês especializado em doces. Dividi algumas vezes o elevador com tortas cobertas com geléia no maior respeito, nunca provei nada. O chefe foi vizinho passageiro, deixou o bairro assim que abriu um bistrô em Higienópolis.

Frodo

Vizinhos, na maioria das vezes, são invisíveis. Quando um grupo de moradores vira turma, é notícia. Quem são esses esquisitos que freqüentam a casa uns dos outros como se estivéssemos no passado?

Ad infinitum poderia ser o apelido da vizinha atual. Não quer nem saber de perfil na revista de domingo, não quer ser alternativa, nem dar bom dia.

Late ad infinitum: de medo, de susto e, principalmente, de solidão. Schnauzer escandalosa. Como seria se ela estudasse com o antigo vizinho? Saberia gerir sua crise?

Ouça nos blogs o que você não lê na imprensa

É refrescante a troca entre blogs e a grande imprensa. Renovadora, pelo menos.

Nessas eleições, a imprensa atrapalhou-se em um emaranhado de denúncias e perdeu esta semana, para os blogs, parte de sua confiabilidade. Afinal, o indivíduo sente-se um trouxa ao ouvir jornalistas combinando com um delegado da Polícia Federal a versão dos fatos que ele deve engolir.

A conversa na calçada entre o delegado Edmilson Bruno e alguns repórteres está no blog de Paulo Henrique Amorim e também no You Tube.

Como é bastante enrolado, o “causo” pode afastar o leitor menos interessado em política. No entanto, é um exemplo sobre como a dinâmica entre blogs e a grande imprensa tem o poder de renovar a difusão de informações.

Delegado e jornalistas combinaram uma história da Carochinha a respeito de imagens que mostram R$ 1,7 milhão usado por petistas na compra de um dossiê contra o PSDB. O fato de que o próprio delegado distribuiu as imagens seria omitido; circularia a versão Carochinha de que uma faxineira ou um repórter furtara as imagens da polícia. Divulgadas às vésperas da eleição, as fotos com pilhas de dinheiro impressionaram. Fizeram diferença no resultado do primeiro turno.

A revista Carta Capital trouxe à tona o acordo. Os blogs de Mino Carta e Luiz Carlos Azenha comentaram.

Luiz Weis parou para refletir sobre a diferença entre dissimulação e guardar sigilo sobre a fonte.

Roberto Romano Taddei pegou mais pesado, lembrou-se de Jason Blair, o repórter mentiroso do New York Times.

Josias de Sousa fez um registro seco, mas ao menos mencionou a história. É uma besteira os outros blogs da cobertura política guardarem silêncio. A gravação ardida está aí, à disposição na blogosfera.

Óculos do Hubble dão uma boa perspectiva

As lentes do Hubble são meus óculos favoritos. Desde que foi lançado no espaço em 1990 pela Discovery, o telescópio espacial transmite o melhor reality show de estrelas (reais) e galáxias. Com ele, é possível investigar buracos negros, matéria escura, nascimento de estrelas. O Hubble abre uma janela para o entorno de nosso planetinha, o que dá uma boa perspectiva às coisas.

Antennae

A foto é das galáxias Antennae. Trata-se da colisão de um par de galáxias que gera o nascimento de bilhões de estrelas. Como todas as imagens do telescópio espacial, ela é mais arte do que ciência.

Todas as imagens do Hubble começam como um mosaico de fotos em preto e branco que são reunidas e colorizadas para satisfazer as convenções do olho humano e do público. Uma opção simpática e educativa - quem se interessaria por imagens semelhantes a radiografias de pulmão?

Batizado em homenagem ao o astrônomo norte-americano Edwin P. Hubble (1889-1953), que confirmou a tese do universo em expansão e trouxe elementos para a teoria do Big Bang, o telescópio segue carreira até que sofra alguma avaria mais séria. Diz-se que a última viagem de manutenção foi realizada este ano e que ele funcionará até o dia em que quebrar, sem prorrogação do show.

Pergunta sobre a lenda do raio cósmico

Quantos e-mails você recebeu sobre raios magenta vindos do espaço sideral que vão amplificar nossos pensamentos nos dias 17 e 18 de outubro, principalmente às 17h17 do dia 17?

Detalhe: não importa o fuso horário, é nesse momento que o bicho vai pegar.

Eu recebi um monte de variações sobre o tema.

O que você quer guardar na cápsula do tempo do Yahoo?

Em algum momento da infância aprisionamos um sentimento em uma caixa. Escolhemos a embalagem para guardar pedaços do nosso afeto e colocamos dentro fotografias, pedrinhas, perfumes, flores secas, poemas. Até bola de pingue-pongue, papel de bala e brinquedo. Fazemos um pacote de ícones, símbolos e patuás e sentimos que, de alguma forma, o afeto fica preservado.

A cápsula do tempo que o Yahoo lança em novembro traz esse mesmo espírito. Trata-se uma versão virtual dessa caixa de relíquias. Até o dia 8 de novembro você pode guardar na cápsula uma foto, um vídeo, um texto, um desenho ou uma música. Em seguida, escolhe qual instituição deve receber parte dos US$ 100 mil que a empresa doará como parte dessa experiência antropológica.

O site permanecerá fechado até 2020, sob os cuidados da Smithsonian Institution. O artista plástico Jonathan Harris explica a idéia: “Como escolheríamos um punhado de preciosos pensamentos e formas para representar nossa vida – poucas palavras, poucas imagens, talvez um desenho ou dois – e guardaríamos em algum lugar seguro, de lembrança para o futuro?”

Para participar, entre na Cápsula do Tempo.

Tique-taque

Enquanto o Yahoo tenta captar e registrar um determinado momento da vida no planeta, pergunto:

1- Quantas horas cabem em um segundo de espera?

2- Seria este o melhor momento? Chad Hurley e Steve Chen estão rindo à toa com a venda do You Tube para o Google. Não se fala em outra coisa. Seria este um bom momento para o concorrente guardar em sua caixinha de tesouros para o futuro?

3- Será que o site da cápsula do tempo vai conseguir rodar na web de 2020? Imagine a cara do funcionário da Smithsonian Institution encarregado de fazer a geringonça da velha tecnologia funcionar. Quais e quantas pragas ele vai rogar?

Da lama ao Jardim da Luz

O Jardim da Luz é poesia para a falta de rima dos condomínios fechados, portarias e crachás de identificação. Houve o desejo, depois um esforço. Isso bastou para que a ferida na urbanidade cicatrizasse. É a história de um parque que foi da lama à luz.

Jardim da Luz

Vocação para a claridade, um tanto de inspiração, outro de vontade política mais o financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) trouxeram o Jardim da Luz de volta à geografia de São Paulo. Degradado, degradante, ele não tinha mais luz. As pessoas que passavam por lá tinham desistido de sonhar, olhavam para o chão, não notavam os bichos-preguiça na copa das árvores centenárias. Território do crack e da prostituição, o jardim estava quase morto para a cidade.

Exuberante, o Jardim da Luz saiu da prostração. Tem canteiros de rosas, lagos renovados, esculturas, policiamento, limpeza e muita gente. Vida. Prostitutas e gigolôs convivem com os estudantes que vão ao Museu da Língua Portuguesa e os visitantes das boas exposições da Pinacoteca. Imigrantes coreanos, sul-americanos e turistas europeus emprestam tons variados a esta colagem de tipos.

Criado em 1798 como um Jardim Botânico, o parque é de um tempo em que a capital era tão pequena que ele ficava em seus arredores. Hoje está no centro, perto do coração. Foi pasto para o gado, perdeu parte das terras em 1860 para os trilhos da Ferrovia São Paulo Railway e entrou no século 20 como um lugar sofisticado para ver e ser visto aos domingos.

Foi esse momento que meu avô Francisco guardou na memória. Na década de 20, ele tirou foto de terno e chapéu com um lambe-lambe. Até 1974, revela um estudo de Rubens Fernandes Júnior, havia ainda oito fotógrafos lambe-lambe no parque. Não há mais nenhum. Os bichos-preguiça ficaram. No sábado, um gavião devorou uma sabiá no ninho, diante do olhar atônito dos visitantes.

Surfando as ondas da web 2.0

As novidades e as confusões moram embaixo do termo web 2.0, usado pela primeira vez há dois anos. Ele mais confunde e mistifica do que explica. É a buzzword, ou seja, frase de efeito do momento do mundo virtual. Por isso mesmo é tema do relatório “Surfando as ondas da web 2.0” (pdf, em inglês), divulgado hoje pelo Pew Internet & American Life Project, organização sem fins lucrativos dedicada ao estudo do impacto da Internet na sociedade norte-americana.

A web 2.0 seria a nova versão da rede, com mais recursos e poder. Algo assim. Quem cunhou o termo foi um grupo de executivos liderado por Dale Dougherty, vice-presidente da influente editora O’Reilly, especializada em tecnologia. O mercado precisava de um termo para identificar novos recursos que pululavam e faziam diferença na web. Surgiu esse conceito, que até hoje rende pano para manga em discussões sobre suas fronteiras. Ninguém consegue dizer qual a abrangência de seu leque.

Em termos genéricos, web 2.0 refere-se a ferramentas e serviços que permitem colaboração entre os usuários e que são baseados na própria rede, ou seja, não precisam ser instalados no computador. Recursos que permitem ao internauta criar e publicar conteúdo, como os blogs, wikis e comunidades virtuais. Ou que possibilitam a troca de arquivos, fotos, vídeos ou músicas de computador para computador (de pessoa para pessoa, peer-to-peer). São as redes de relacionamento, os jornais feito por gente que não é profissional da comunicação, a possibilidade de dar nota a uma pessoa, uma notícia ou produto, criando rankings e moedas sociais.

Nada a ver com internet

É tão difícil definir o termo que o próprio relatório do Pew Internet Project começa esclarecendo o que web 2.0 não é: ela não tem nada a ver com internet (e sim com world wide web, com a rede, interface gráfica da internet), nem é uma nova internet que opera separadamente da antiga. Segundo o relatório, que destoa do tom reservado desse tipo de estudo, “é bem normal se você ouvir o termo e balançar a cabeça ao reconhecê-lo, sem ter a mínima idéia do que ele realmente significa.”

E-mail ainda é rei

A primeira conclusão do estudo é que ninguém sabe dizer quando termina a web 1.0 e começa a 2.0. Outra conclusão: apesar de a web 2.0 ser a bola da vez, ainda é o velho e bom e-mail que reina absoluto nos Estados Unidos como atividade mais utilizada. E ele não tem nada a ver com web 2.0.

“Apesar de toda essa comoção a respeito de colaboração, participação e libertação da informação estática, remanescentes da experiência do usuário no linóleo da web 1.0 ainda repousam sob o colorido tapete da web versão-o-retorno”, diz o bem-humorado relatório.

É bom lembrar que a web 2.0 é uma garotinha de apenas dois anos de idade. Ela vai crescer e amadurecer, o tempo dirá em que direção. E também é bom lembrar que nós, os internautas brasileiros, somos loucos por interação e comunidades virtuais, muito mais do que os americanos, por exemplo, proporcionalmente.

“Não importa se chamamos de 1.0 ou 2.0″, conclui o estudo. “Não há dúvida de que a internet de hoje parecerá uma versão beta para as futuras gerações.”

Essa conversa sobre web 2.0 vai longe.

Blog e sala de aula dão samba

Blog e sala de aula combinam como macarrão e queijo. Usado como ferramenta para exercitar a redação e publicar sons, vídeos e imagens na rede, ele tem o poder de transformar o aprendizado em uma vivência lúdica e interativa. Isso dá samba.

Em Santa Catarina, “Blog”, um dos livros da coleção “Conquiste a Rede”, está sendo usado pelos alunos de Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá. Soube pelo blog do professor Rogério Mosimann. Comemoro, pois a coleção, que não tem fins lucrativos, segue o caminho para o qual foi criada: ser material de apoio para um começo de conversa pela web.

Esses alunos serão jornalistas melhor preparados. A mudança na comunicação é espantosamente veloz. Foi no ano passado, por exemplo, que “podcast” foi eleita a palavra do ano pelo dicionário New Oxford American, depois de ter sido usada pela primeira vez no ano anterior. A explosão dos videoblogs ou vlogs é outra novidade. Esse mundo digital que “Conquiste a Rede” apresenta é todo muito recente.

Neste momento, jornalismo e comunicação exigem uma alma de explorador. Enquanto isso, as universidades, empresas e profissionais mal conseguem vislumbrar o que acontece. É difícil adaptar-se a essa velocidade.

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