Dois experimentos, o mesmo resultado e uma dica preciosa:
1- Na Etiópia, crianças analfabetas receberam um computador movido a energia solar dentro de uma caixa, sem instrução alguma, sem ninguém para dar explicações. Em quatro minutos, uma delas não só abriu a caixa como encontrou o botão de ligar e desligar. Detalhe: nunca havia visto um botão daqueles no vilarejo sem palavras escritas, sem placas, sem escola.
Em cinco dias, os meninos usavam uma média de 47 aplicativos por criança a cada dia. Em duas semanas, eles cantavam músicas de ABC em inglês. Depois de cinco meses, hackearam o Android para conseguir usar a câmera que estava bloqueada no computador.
2- Na Índia, Sugata Mitra fez a experiência do buraco na parede (Hole in the Wall), colocando um computador ligado à internet no muro que separava sua empresa em Nova Delhi de uma favela. As crianças saíram navegando pela rede sem precisar de instrução.
Em ambos experimentos, o mais importante foi conectar a criatividade e a inteligência da criança ao mundo.
Sou fã desses contos de fada modernos.
Aqui em casa
O lobo mau passeia aqui por perto. Com um iPod na mão, meu filho de 5 anos reluta em ler um livro, brincar de carrinho e pesquisar as opções acústicas para o brincar. Tecnologia é tudo de bom, mas também assusta porque rouba a cena.
Ele aperta joguinhos com palavras em inglês, como as crianças etíopes. Mas entra em lutas, corridas de moto e coisas do mesmo quilate, sem qualquer intenção didática. Ainda não baixa o aplicativo sozinho, mas escolhe quais deseja e pede, insiste e volta ao assunto até conseguir o que deseja. Como as crianças indianas.







